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Valor Econômico: Coamo projeta bater recorde e aprova novos investimentos

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O jornal Valor Econômico publicou hoje matéria sobre a Coamo mostrando a situação atual da safra , as perspectivas para a próxima e os resultados da Coamo em 2020, ano do seu Jubileu de Ouro. A entrevista foi realizada com o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo. Abaixo, republicamos trechos da matéria.

PROJETOS – “Não fosse a pandemia, este seria um ano de muitas comemorações em Campo Mourão, no interior do Paraná. Maior cooperativa agrícola da América Latina, a Coamo, com sede no município onde é a principal geradora de emprego e renda, caminha para registrar resultados recorde em 2020 e distribuir sobras (lucros) polpudas aos associados. Seria a cereja do bolo na comemoração de seus 50 anos, em novembro. A festa deverá ser adiada, para evitar aglomerações e dar continuidade ao combate à covid-19. Mas os projetos de expansão continuam. 

PRODUÇÃO & RESULTADOS  – Com foco no segmento de grãos, a Coamo está sendo beneficiada pelas boas colheitas nas safras de verão e de inverno da temporada 2019/20 e deverá receber dos associados cerca de 9 milhões de toneladas de soja, milho e trigo este ano, 20% mais que em 2019 (7,5 milhões). Com os preços da soja – que representa quase metade do volume – nas alturas em real, e também com cotações atraentes nos mercados de milho e trigo, igualmente infladas pelo câmbio, a receita total da cooperativa deverá atingir R$ 17,8 bilhões, R$ 4,4 bilhões a mais que no ano passado. As sobras tendem a subir de R$ 792 milhões para em torno de R$ 1 bilhão. 

MERCADO – “A soja colhida [no primeiro semestre] já foi quase toda comercializada a preços elevados em real, embora em dólar o patamar esteja baixo. Agora estamos terminando a colheita da safrinha de milho e começando os trabalhos com o trigo. Em geral, temos bons volumes”, afirma José Aroldo Gallassini, um dos fundadores da cooperativa, em 1970, e presidente do conselho de administração. Boa parte da soja em grão é vendida diretamente pela Coamo a clientes na China, cuja demanda está aquecida. Os embarques de milho começaram a aumentar em agosto e certamente o volume total exportado pela Coamo em 2019 – ,8 milhões de toneladas de produtos, que renderam US$ 1,5 bilhão- será superado com folga ao longo do ano. 

INDÚSTRIA – Com um parque fabril já composto por 11 unidades (três para o esmagamento de soja, duas refinadoras de óleo vegetal, uma de margarina, uma de gordura vegetal hidrogenada, uma de café, dois moinhos de trigo e uma fiação), a Coamo também destaca a performance da última grande fábrica que inaugurou, no ano passado. Localizado em Dourados (MS), o complexo tem capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia e está rodando a todo o vapor, “com margens muito boas”, de acordo com José Aroldo Gallassini. 

Esse complexo absorveu boa parte dos investimentos da Coamo nos últimos anos – R$ 671,5 milhões em 2018 e R$ 565,2 milhões em 2019, no total -, e a cooperativa está desenvolvendo outros projetos. Está em curso uma expansão de R$ 191 milhões no terminal que tem sob concessão no porto de Paranaguá (PR) e o conselho de administração já aprovou aportes de R$ 60 milhões em uma unidade de produção de rações em Campo Mourão. A capacidade de armazenagem está em expansão com novos entrepostos e estão sendo realizados estudos para a construção de um terminal marítimo próprio em Itapoá (SC) e de uma usina de etanol de milho, que será no Paraná ou em Mato Grosso do Sul. 

SAFRA – Mesmo depois de deixar a presidência-executiva da Coamo, em fevereiro, Gallassini, como presidente do conselho, continua a liderar a cooperativa e a dar expediente todos os dias na sede de Campo Mourão, um município com quase 100 mil habitantes que agora torcem por mais uma boa safra nesta temporada 2020/21. Segundo ele, os sinais atuais indicam crescimento, mas menor. “A seca atual preocupa. Afetou um pouco a safrinha de milho e poderá prejudicar o início do plantio de soja neste mês”. Enquanto espera a chuva, o veterano dirigente, que em maio completou 79 anos, também se dedica à governança do grupo, e não pensa em reduzir o ritmo. “Vou viver até os 120 anos”, prometeu. Ainda haverá muito tempo para comemorações.

Fonte: Valor Econômico.

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