A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) dá mais um passo importante rumo à sustentabilidade e à gestão eficiente de recursos públicos. Por meio da Diretoria de Planejamento Físico, a instituição inicia a execução da segunda usina fotovoltaica, com a entrega de 827 módulos solares e nove inversores no campus de Toledo.
Com investimento de R$ 3.190.730,00, a usina é resultado de um convênio firmado entre a Unioeste e a Copel, por instrumento da Chamada Pública 009/2024 do Programa de Eficiência Energética, regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A iniciativa foi viabilizada a partir da mediação da gestão universitária e do levantamento técnico realizado pela Diretoria de Planejamento Físico da Reitoria, com foco na sustentabilidade e na redução dos custos com energia elétrica.
De acordo com o diretor de Planejamento Físico da Unioeste, Paulo Henrique Gris, o projeto segue um modelo já testado e aprovado na instituição. “A eficiência energética é uma das bandeiras da atual gestão. Desde o início, temos buscado reduzir o consumo e ampliar a geração própria de energia, diminuindo os custos com eletricidade e direcionando essa economia para áreas prioritárias da universidade. Com a abertura de novo edital, apresentamos proposta à Copel e fomos novamente contemplados”, destaca.
A iniciativa será financiada pela Copel, permitindo que os resultados sejam percebidos em curto prazo. “A economia com iluminação deverá ser percebida já no mês seguinte à substituição das luminárias, enquanto o impacto mais significativo ocorrerá após a instalação e início da operação da usina solar”, enfatiza o diretor.
Além da implantação da usina, o convênio também prevê ações de eficiência energética, como a substituição de lâmpadas fluorescentes por luminárias com tecnologia LED.


O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, ressalta que esta é a segunda vez que a universidade é contemplada pelo programa e destaca que a proposta vai além da redução de custos. “Inicialmente, o projeto foi implantado no campus de Foz do Iguaçu, agora chega a Toledo, e há previsão de um novo edital, com apoio da Itaipu Binacional, que deve contemplar toda a universidade. Trata-se de uma das maiores despesas institucionais e, com a economia gerada, será possível investir em outras demandas. Estamos muito satisfeitos com mais essa conquista”, afirma.
A diretora do campus de Toledo, professora Patricia Sala, destaca o impacto da iniciativa para a comunidade acadêmica. “A contemplação no edital de Eficiência Energética da Copel reconhece a qualidade dos nossos projetos e traz benefícios econômicos e ambientais. O sistema permite a geração de energia limpa e renovável, reduz a dependência da rede elétrica convencional e possibilita a realocação de recursos. Além disso, transforma o campus em um laboratório vivo, aproximando estudantes e pesquisadores de tecnologias sustentáveis”, afirma.
Agenda 2030
As universidades estaduais do Paraná têm buscado fortalecer a produção científica e a inovação com foco na sustentabilidade. Nesse contexto, a Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, orienta diversas ações institucionais.
Projetos como o de eficiência energética contribuem diretamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7 — Energia Acessível e Limpa —, um dos 17 objetivos estabelecidos pela Agenda 2030.
Fonte: Unioeste





