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Unioeste realiza II Seminário Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável

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Foto: Wellington de Oliveira

Como conciliar produção agrícola, preservação ambiental e qualidade de vida no campo? Essa é uma das questões que nortearam o II Seminário Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável, realizado na última semana na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Marechal Cândido Rondon. Com o tema “Territórios, Pessoas, Inovação e Sustentabilidade”, o evento reuniu pesquisadores, estudantes, produtores rurais e representantes de instituições para discutir caminhos para o desenvolvimento regional sustentável.

A iniciativa buscou aproximar a produção científica das experiências de quem vive e trabalha no campo, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e a construção de alternativas para os desafios sociais, econômicos e ambientais da região. A programação contemplou diferentes áreas do desenvolvimento rural, com discussões sobre agroecologia, saúde, políticas públicas, gestão de resíduos, comunidades tradicionais, pesca e turismo rural.

Universidade e instituições parceiras fortalecem o diálogo com a sociedade

A solenidade de abertura reuniu representantes da gestão universitária, do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural Sustentável (PPGDRS), do Centro de Ciências Agrárias do campus de Marechal Cândido Rondon, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) e da Mútua, reforçando a importância da cooperação entre universidade, entidades profissionais e sociedade.

O diretor-geral do campus de Marechal Cândido Rondon da Unioeste, professor Emerson Fey, parabenizou o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural Sustentável pela atuação e pelas parcerias internacionais. Segundo o professor, o programa contribui para a formação de mestres e doutores e para o fortalecimento do desenvolvimento rural sustentável. “É um trabalho que faz a diferença para toda a sociedade, eu diria da América do Sul em geral”, ressaltou.

O coordenador do evento, professor Nardel Luiz Soares da Silva, destacou a importância da parceria entre a Unioeste e o sistema profissional Confea/Crea e Mútua para viabilizar iniciativas acadêmicas e científicas. “O papel do conselheiro é aproximar o sistema profissional da nossa instituição. Para isso, precisamos buscar recursos e fortalecer parcerias que possibilitem a realização de eventos como este, integrando a educação e o exercício profissional”, afirmou.

Fotos: Wellington de Oliveira

Grupos de trabalho ampliam as discussões sobre sustentabilidade

A programação incluiu painéis temáticos e Grupos de Trabalho dedicados a questões estratégicas para o desenvolvimento rural. Os debates abrangeram desde o uso de plantas medicinais para fins terapêuticos até iniciativas de agroecologia, preservação de sementes crioulas, fortalecimento da agricultura familiar e gestão socioambiental.

Entre os destaques foram as discussões sobre saúde e fitoterápicos, com abordagens que aproximam conhecimentos populares e pesquisas acadêmicas. A programação também contemplou estudos e experiências relacionados ao uso medicinal da cannabis, incluindo aplicações terapêuticas, experiências em hospitais públicos e práticas clínicas.

O coordenador do PPGDRS da Unioeste, professor Wilson João Zonin, ressaltou o caráter pedagógico do evento e a importância de promover o diálogo entre o conhecimento científico e os saberes populares. “O desafio é promover um evento que valorize aqueles que representam a sabedoria das comunidades, presente nas plantas medicinais, nas sementes crioulas, na agroecologia e nos conhecimentos dos povos tradicionais”, destacou.

A diretora do Centro de Ciências Agrárias da Unioeste, campus de Marechal Cândido Rondon, professora Marcela Abbado Neres, enfatizou a importância de integrar os conhecimentos tradicionais e científicos para promover o desenvolvimento rural sustentável. “Para evoluirmos, avançarmos e renovarmos, precisamos ouvir as nossas comunidades. É caminhando junto com os povos ancestrais e valorizando seus saberes que conseguiremos construir inovações alinhadas à sustentabilidade”, afirmou.

Outro eixo importante envolveu a agroecologia, as políticas públicas e a valorização dos conhecimentos tradicionais. Os trabalhos abordaram ações em assentamentos da reforma agrária, a atuação de guardiões de sementes crioulas e iniciativas voltadas à gestão de resíduos sólidos em Marechal Cândido Rondon.

As comunidades indígenas, os pescadores e o turismo rural também integraram as discussões. As atividades contemplam iniciativas de sustentabilidade desenvolvidas com lideranças indígenas, projetos de extensão ligados à atividade pesqueira e estratégias para fortalecer o turismo em municípios da região.

Fonte: Unioeste

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