A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, recebeu, na quarta-feira (26), o Festival das Águas – 100 mil jovens pela água. A iniciativa reuniu estudantes, professores e comunidade externa para refletir sobre a urgência hídrica e o papel da universidade na construção de soluções sustentáveis.
O evento contou com a presença da educadora e ativista Moema Viezzer, referência internacional na defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Em sua fala, ela destacou a importância de compreender a água como um bem comum essencial à vida.
“A água se apresenta hoje como um verdadeiro clamor da natureza diante das transformações provocadas pela ação humana. Fenômenos como enchentes e inundações reforçam a urgência de repensar a forma como nos relacionamos com o meio ambiente e entre nós, enquanto sociedade. Mais do que um recurso, a água nos convida à reflexão e ao aprendizado sobre formas mais equilibradas de viver”, afirma.
A atividade integrou ações de ensino, pesquisa e extensão, dialogando diretamente com os Programas de Educação Tutorial (PETs) e iniciativas acadêmicas voltadas à sustentabilidade. O debate também abordou a relação entre ciência, sociedade e políticas públicas, reforçando o compromisso da universidade com temas ambientais.

A professora coordenadora do PET Serviço Social, Esther Luiza de Souza Lemos, destacou o caráter interdisciplinar da atividade e a articulação com diferentes setores da sociedade. “Essa oportunidade envolve os cursos de Serviço Social, Química e Filosofia, além do poder público municipal e dos movimentos sociais. Estamos articulados com o movimento 100 mil jovens pela água, reforçando uma pauta fundamental”, afirma.
Segundo ela, o debate central envolve o reconhecimento da água como direito humano universal. “A grande luta é contra a mercantilização da água. Ainda hoje, muitas pessoas morrem por doenças evitáveis, frequentemente relacionadas à água contaminada ou à falta de acesso adequado. Isso nos mobiliza, porque é um fenômeno mundial”, ressalta.
A participação dos estudantes foi um dos destaques do evento, marcada por questionamentos, reflexões e troca de experiências. Para o estudante do curso de Filosofia, Leonan Costa, a integração entre diferentes atores fortalece as ações. “É muito importante ver a união entre universidade, poder público e grupos PETs, pois isso amplia o diálogo e fortalece a construção coletiva de soluções. A universidade contribui com conhecimento científico e formação crítica, enquanto os estudantes também têm papel essencial ao trazer ideias e se envolver com a realidade social”, destaca.
A iniciativa contou com o apoio dos PETs de Filosofia, Química e Serviço Social do campus, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e do projeto Redes de Saberes, fortalecendo a articulação entre universidade e comunidade na busca por soluções coletivas para a preservação dos recursos hídricos.
Fonte: Unioeste/Texto: Alexsander Marques





