Caso a coluna publicada por este espaço tenha faltado com a verdade sobre a viagem de Vossas Excelências — e percebam bem o “caso” — existe um caminho muito simples, civilizado e institucional para resolver a questão.
Ali ao lado da Câmara Municipal, separadas apenas por alguns passos e muitos discursos, estão instaladas as portas do Poder Judiciário.
É lá que a verdade deixa de ser postagem emocionada, nota de bastidor ou chilique de internet para se transformar em prova, documento e responsabilidade.
Porque gritaria de corredor, textinho encomendado e defensor saltitante de ocasião podem até funcionar nas redes sociais, mas diante da Justiça o que vale é fato. E fato não costuma sobreviver muito tempo quando é alimentado apenas por conveniência política e indignação cenográfica.
A coluna afirmou algo objetivo:
que as três vereadoras estarão ausentes justamente no período da sessão suplementar ligada à votação mais delicada e vergonhosa da história recente do Legislativo de Toledo.
Se isso é mentira, o foro adequado não é o grupo de WhatsApp dos bajuladores de plantão, nem os comentários histéricos da milícia digital de gabinete.
É o Judiciário.
Aliás, seria até interessante. Muito interessante.
Porque talvez fosse a oportunidade perfeita para confrontar versões, agendas, documentos, passagens, compromissos oficiais e, principalmente, a cronologia dos fatos — essa inimiga mortal das narrativas mal ensaiadas.
O curioso é observar a velocidade com que certos personagens se sentem atingidos quando a coluna apenas relata acontecimentos públicos. Quem está absolutamente tranquilo com suas decisões normalmente responde com documentos. Não com surtos performáticos patrocinados por “especialistas” em interpretação seletiva.
No mais, esta coluna continua exatamente onde sempre esteve:
de frente para os fatos,
de costas para bajulação
e com absoluto desprezo pelo medo político.
Porque jornalismo que pede licença para incomodar vira assessoria de imprensa de luxo. E Toledo já tem assessores demais e perguntas de menos.
Toledo quer saber: curso ou compromisso com a votação? Talvez o Ministério Público também devesse perguntar.
Começa a ecoar nos corredores políticos de Toledo uma pergunta inevitável: diante da votação histórica envolvendo a possível cassação de vereadores acusados de suposto pedido de propina, não seria prudente o Ministério Público observar mais de perto a ausência simultânea de parlamentares justamente no período da sessão suplementar?
Afinal, não se trata de uma sessão comum. É uma votação que envolve moralidade pública, decoro parlamentar e respeito ao eleitor.
O interesse público acima da agenda
Cursos, viagens e capacitações fazem parte da atividade parlamentar. Isso é fato. Mas quando uma viagem coincide exatamente com uma votação decisiva para a história política do município, nasce um debate legítimo: o interesse público não deveria vir antes?
Porque o eleitor normalmente espera que seus representantes estejam presentes justamente nos momentos mais delicados e importantes da vida pública
A “BIMBA SALTITANTE” e o “doutor” da interpretação
Tem gente que lê… mas não entende.
E existe um tipo ainda mais raro da fauna digital: aquele que não entende absolutamente nada, mas mesmo assim sai correndo pela internet tentando dar aula, defender aliados e posar de pseudojornalista imparcial.
A nota desta coluna era simples. Clara. Objetiva. Não precisava concurso público, pós-graduação em Letras nem MBA em interpretação textual. Bastava o velho português básico de sobrevivência. Aquele que, normalmente, se aprende antes mesmo do primeiro textão em rede social.
Mas aparentemente isso foi exigir demais da “bimba saltitante” do comentário político.
Então vamos novamente, bem devagarinho, no ritmo da alfabetização funcional:
- Segunda-feira = sessão ordinária.
- Terça-feira = sessão suplementar.
- Viagem das vereadoras = terça-feira.
- Votação importante = terça-feira.
Agora respira… toma uma água… e tenta acompanhar.
A crítica desta coluna nunca foi sobre a sessão de segunda-feira. O ponto sempre foi a ausência justamente no segundo dia, quando acontece a sessão suplementar ligada ao processo de cassação dos vereadores acusados de pedir propina.
Mas aí surgiu o “especialista da internet”, fofoqueiro militante de teclado, todo nervosinho, saltitante e tomado por certezas imaginárias, tentando desmentir algo que ele próprio não conseguiu interpretar.
E olha… eu até entendo.
Quem transforma corredor de fofoca em redação acaba desenvolvendo alergia à leitura. O sujeito tropeça numa palavra de três sílabas e já entra em pane intelectual.
O mais engraçado é ver a criatura tentando bancar o “ombudsman” desta coluna. Aliás, será que sabe o que significa “ombudsman”? Porque, sinceramente, quem não consegue compreender a palavra “suplementar” dificilmente vai sobreviver a um dicionário inteiro.
E cá entre nós: se nem certos “cafofos emocionais” montados para acolher macho errante deram muito certo, imagina querer ensinar interpretação de texto.
A verdade é cruel, mas simples:
quem lê pouco entende pouco.
E quem entende pouco geralmente fala demais.
No final, virou o espetáculo clássico das redes:
a pessoa erra feio, passa vergonha em praça pública e depois tenta transformar o próprio vexame em defesa política apaixonada.
Tudo isso por causa de um texto curto. Imagine se entregassem um livro.
Ou pior: a Constituição.
Gente & Poder
Neste sábado, dia 16, receberei Nelsi Kistemacher Welter, pré-candidata a deputada estadual, para uma conversa sobre política, educação e os desafios de representar Toledo na Assembleia Legislativa do Paraná.
Com uma trajetória construída ao longo de 37 anos dedicados à educação, Nelsi afirma que a escola continua sendo a principal porta de entrada para oportunidades, dignidade e cidadania.
Durante a entrevista, ela irá apresentar suas propostas, bandeiras e intenções para a disputa eleitoral, defendendo uma educação pública de qualidade, integral e voltada à formação de cidadãos críticos e preparados para o futuro.
Entre os temas em pauta estarão o papel de Toledo na ALEP, desenvolvimento regional, valorização da educação pública e a participação feminina na política.






