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Um em cada quatro idosos continua trabalhando e redefine a terceira idade no Brasil

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Minas Gerais – Janeiro de 2026. O dia 24 de janeiro, data em que foi celebrado o Dia dos Aposentados, ganha um novo significado em 2026 diante de um cenário de profunda transformação demográfica e comportamental no Brasil. Longe do estereótipo da inatividade, a chamada “terceira idade” atravessa um período de efervescência, impulsionada por uma necessidade de manter o corpo e a mente em constante movimento. Dados do IBGE, divulgados no final de 2025, ilustram essa mudança de escala: entre 2012 e 2024, a população com 60 anos ou mais saltou de 22 milhões para expressivos 34,1 milhões, um crescimento de 53,3% que reconfigura as dinâmicas sociais do país.

Essa nova longevidade reflete-se diretamente no mercado de trabalho, onde a aposentadoria deixou de ser um ponto final para muitos. Atualmente, cerca de uma a cada quatro pessoas idosas permanece ocupada, mantendo o nível de participação econômica em 24,4%. O protagonismo masculino nesse recorte é acentuado, com 34,2% dos homens ativos frente a 16,7% das mulheres.

A psicóloga da Afya Contagem, Dra Amanda Alves Ramos Piacente, explica que a permanência socialmente ativa, seja no mercado de trabalho, em grupos de atividades físicas ou em ações comunitárias, está associada a benefícios psicológicos relevantes na terceira idade.

“O engajamento social reduz o isolamento e a solidão, fatores reconhecidamente associados ao sofrimento emocional, ao mesmo tempo em que fortalece o senso de pertencimento e identidade social. A interação com pares e diferentes grupos favorece a troca de experiências, o reconhecimento social e a validação da trajetória de vida do idoso, contribuindo para maior satisfação subjetiva, motivação e equilíbrio emocional. Além disso, ambientes socialmente estimulantes demandam habilidades cognitivas e emocionais, promovendo maior adaptação funcional e percepção de eficácia pessoal”.

A persistência profissional é notável especialmente na faixa entre 60 e 69 anos, na qual quase metade dos homens e pouco mais de um quarto das mulheres continuam exercendo funções remuneradas, estendendo-se inclusive para além dos 70 anos, onde 15,7% dos homens ainda resistem à inatividade total.

Dra Amanda Piacente ressalta que sob a perspectiva neuropsicológica, esse envolvimento contínuo contribui para a manutenção da reserva cognitiva, favorecendo mecanismos compensatórios diante das alterações naturais do envelhecimento e reduzindo o impacto funcional de possíveis vulnerabilidades cognitivas. 

“Além disso, rotinas que envolvem interação social ampliam o suporte emocional e o sentimento de pertencimento, fatores reconhecidamente associados à proteção da saúde mental. Dessa forma, o engajamento em novas rotinas configura-se como um fator potencialmente protetivo para o bem-estar emocional e cognitivo, devendo ser considerado como estratégia complementar no cuidado e na promoção do envelhecimento saudável”, conclui a psicóloga da Afya Contagem.

Fonte: Matheus Garcia | Analista de PR Regional

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