Encerrando a sequência de publicações sobre as oitivas do chamado caso do kit propina articulado pelos vereadores Dudu Barbosa e Bozó, chegamos ao depoimento do então procurador da gestão Beto Lunitti, Dr. Mauri Refatti.
No entendimento deste jornalista, foi o único testemunho que apresentou narrativa objetiva, com encadeamento lógico dos fatos e posicionamento claro sobre as responsabilidades das partes. Sem rodeios e sem terceirizar decisões, Dr. Mauri trouxe elementos que, concorde-se ou não com sua versão, delineiam uma linha concreta de interpretação sobre o episódio. Foi o depoimento mais contundente até aqui.
Moeda de troca ou penalidade?
Dr. Mauri Refatti foi o único a afirmar, de forma direta, que os dois parques teriam sido utilizados como moeda de troca e como uma espécie de punição à empresa, em razão — segundo ele — do descumprimento de obrigações contratuais. A declaração é grave. E, mais do que isso, altera o eixo da discussão.
Se confirmada essa interpretação, não estaríamos apenas diante de um eventual descompasso administrativo, mas de uma estratégia deliberada de pressão contratual.
A responsabilidade das partes
Outro ponto que chamou atenção foi a clareza ao tratar das responsabilidades institucionais. Diferentemente de outras oitivas, que adotaram postura defensiva ou alegaram desconhecimento, o então procurador assumiu a existência de tratativas e contextualizou juridicamente as decisões tomadas. Ao meu ver, não houve tentativa de esvaziar o debate. Houve posicionamento. E isso, em um processo político-administrativo dessa magnitude, faz diferença.
O peso político do depoimento
No ambiente político, testemunhos técnicos têm força diferenciada. Quando partem de quem ocupava a Procuradoria do Município, deixam de ser mera opinião e passam a integrar o campo da responsabilidade institucional.
O depoimento de Dr. Mauri não encerra o debate, mas redefine sua intensidade. Agora, caberá aos vereadores avaliar se a tese apresentada se sustenta diante dos documentos e demais provas colhidas. Com a palavra: “O JUIZO”!
A coluna registra
Esta coluna não antecipa julgamento. Registra fatos. E, entre todos os depoimentos colhidos, o de Dr. Mauri Refatti foi o que apresentou narrativa mais estruturada e objetiva sobre o que, de fato, teria ocorrido nos bastidores do chamado caso do kit propina. O debate segue. E a sociedade observa. A coluna, mostra.
Empréstimo de R$ 100 milhões: discurso reacende debate sobre coerência política
O envio do projeto do Executivo ao Legislativo pedindo autorização para contratação de empréstimos na ordem de R$ 100 milhões abriu novo capítulo no debate político em Toledo.
Enquanto a oposição articula emendas que, na prática, tendem a impor condicionantes adicionais ao texto, o vereador Professor Oseias, vereador Chumbinho Silva (líder do governo), Odir Zoia foram à tribuna com um discurso de forte conteúdo comparativo — e memória legislativa. Amanhã, farei um relato completo.
Noites de caos na Parigot: até quando a desordem vai ditar as regras?

Moradores do trecho entre o Shopping Panambi, na Avenida Parigot de Souza, até a Rua Guaíra afirmam que as noites de fim de semana se tornaram insuportáveis. Nesse último final de semana, as badernas, brigas generalizadas, som excessivo e ocupação desordenada das vias têm sido rotina — especialmente neste período de pré-carnaval, como mostra os vídeos abaixo.
Não se questiona o direito ao funcionamento do comércio nem o esforço das forças de segurança, que vêm atuando na cidade. O que se cobra é maior rigor na aplicação do Código de Posturas e das normas de ordem pública, principalmente no entorno dos estabelecimentos que concentram aglomerações.
O município possui instrumentos legais para fiscalizar, advertir e até suspender atividades em caso de reincidência. Quando a desordem se repete, a resposta precisa ser proporcional e firme.
Direito ao comércio existe. Mas o direito ao sossego, à segurança e à dignidade dos moradores também. E este não pode continuar sendo relativizado.





