Membros da Apac e do Conselho da Comunidade com os vereadores e vereadoras na sessão. Foto: Decom/CMT

A Tribuna Livre da Câmara de Toledo foi usada na sessão de segunda-feira, dia 16 de agosto, pela Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), cujos representantes expuseram a situação da obra que atenderá apenados toledanos e que deve ser concluída neste ano e iniciar atendimento.

A exposição foi feita pelo presidente da Apac, Edson Carollo, e o engenheiro responsável pela obra, Ernani Magnabosco, quando Carollo agradeceu os apoios e lembrou as dificuldades enfrentadas ao longo do desenvolvimento do projeto, iniciado em seus primeiros passos ainda na primeira gestão do prefeito Beto Lunitti, citando participantes como a juíza Luciana Lopes do Amaral Beal e os empresários Ramassés Mascarello e Balnei Rotta, do Conselho da Comunidade, além do apoio que resultou na obra, afirmando que sem a comunidade, sem a Justiça do Trabalho, associações de bairros, Depen, imprensa, empresas e outros a caminhada não seria um sucesso, agradecendo as muitas doações recebidas nestes quatro anos, inclusive móveis e equipamentos. O engenheiro Ernani Magnabosco em sua fala também agradeceu aos vereadores o apoio ao projeto, apontando que “a Câmara de Vereadores sempre foi parceira e vir aqui é gratidão”.

Edson Carollo disse aos vereadores que a Apac planeja o início das atividades em novembro ou dezembro e recentemente receberam da Fraternidade das Apacs sugestões no âmbito da segurança e realiza no dia 18, às 18:30h, a terceira etapa do Seminário Apac, para o qual convidaram o prefeito Beto Lunitti; o presidente da Câmara, Leoclides Bisognin; o Poder Judiciário e o Conselho da Comunidade, entre outros.

Estrutura e atividades

Já o engenheiro Ernani Magnabosco falou aos vereadores que a obra está 98% pronta e expôs a estrutura montada na unidade (imagem ao lado), que vai atender 40 recuperandos e atuar apenas com o regime fechado. O método Apac propõe uma alternativa ao modelo tradicional de execução penal. Nas unidades em que o método é aplicado há a busca da ressocialização efetiva das pessoas condenadas, por meio de trabalho e estudo em tempo integral, com a aplicação de uma disciplina rígida, segundo sítio eletrônico da instituição. Em Toledo a Apac vai atuar apenas com o sistema fechado e para isso conta com seis celas com treliches, além de cozinha e panificadora, pois o método propõe que o recuperando prepare sua comida, seu alimento, faça o seu pão, aponta Ernani Magnabosco, relatando ainda que Apac também pode ser lido como “Amando o próximo amarás a Cristo”.

O pátio interno é um dos espaços mais importantes, pois viabiliza um dos pilares do método, que é o trabalho, sete dias por semana, segundo o engenheiro. A Apac de Toledo conta com 1.310 m2 e de uma estimativa de investimento de R$ 1,050 milhão inicial custará R$ 3,6 milhões, com um custo de R$ 1.221,00 por metro quadrado, quando uma construção normal custaria R$ 3 mil por m2, disse o engenheiro Ernani aos vereadores. As atividades serão desenvolvidas das 6h às 22h, quando os recuperandos são recolhidos às celas. O trabalho físico diário porém encerra às 18h, quando os recuperandos passam para atividades espirituais e outras que integram o trabalho para sua recuperação. Os recuperandos são selecionados e o perfil exclui o crime organizado, exigindo a participação da família no processo.

A estrutura de segurança conta, além das celas, com um muro, “muito grande, mas que era necessário”, relatou o engenheiro aos vereadores na Tribuna Livre. Além do muro e das celas a Apac também conta com um sistema de 24 câmeras que funcionam 24 horas por dia nas várias dependências.IMG_8199a.JPG

 Confira a APAC na Tribuna Livre da Câmara de Toledo em vídeo

Fonte: Decom/CMT