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Tomate e batata impulsionam aumento da cesta básica em Toledo no mês de outubro

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Campeão de aumento: tomate subiu (42,58%) no mês de outubro. Foto: divulgação

Da Redação

Entre setembro e outubro de 2025, o custo da cesta básica em Toledo teve uma alta de 4,35%, interrompendo cinco meses consecutivos de queda.

A professora do curso de Economia da Unioeste e coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), Crislaine Colla, explica o motivo da elevação: “Basicamente por causa do aumento do preço do tomate, que subiu mais de 40%, e da batata, que aumentou 27%”.

SOBE E DESCE – Dos 13 itens da cesta básica, sete apresentaram aumento do preço médio, que foram: o tomate (42,58%); a batata (27,25%); a banana (13%); o óleo de soja (3,15%); o arroz (2,13%); a margarina (0,57%); e o pão francês (0,19%). 

Por sua vez, seis produtos apresentaram redução no preço médio no período: o feijão (-5,96%); o leite (-3,89%); o açúcar (-3,87%); a farinha de trigo (-2,80%); a carne (-1,25%); e o café (-0,48%). 

TOMATE – Constata-se que o tomate foi o produto que apresentou o maior aumento no período analisado, de 42,58%, em razão da desaceleração da colheita e o final da safra de inverno. A batata apresentou o segundo maior aumento (27,25%) pelas mesmas razões da redução da oferta do tomate. Por sua vez, o feijão apresentou a maior redução no preço ao consumidor (-5,96%), em razão da oferta de lotes de maior umidade. O leite apresentou a segunda maior redução (-3,89%), ocasionada pela maior oferta do produto (DIEESE, 2025).  Diante da variação total da cesta básica individual para o mês de outubro de 2025, que foi de 4,35%, o aumento do preço do tomate e da batata representam o maior impacto para o aumento do índice, que só não foi maior em função da redução do preço da carne. O percentual de variação acumulada no preço médio dos produtos nos últimos 12 meses e no ano corrente de 2025, na qual se observa intensa volatilidade dos preços no período.

Batata subiu 27,25%, em outubro. Foto: arquivo

ÚLTIMO ANO – O índice acumulado de variação da cesta básica nos últimos 12 meses e do ano corrente, onde se observa que, de novembro de 2024 a outubro de 2025, a cesta apresenta aumento acumulado de 3,64%, ao passo que o acumulado em 2025 é de 6,31%.

Período analisado: outubro/2024 – outubro/2025

Variação Mensal, Índice Acumulado em 12 meses e Índice Acumulado no Ano

PeríodoVariação mensal (%)Índice acumulado – 12 meses (%)Índice acumulado no ano (jan.–out./2025) (%)
Out./2024 – Nov./2024-0,09
Nov./2024 – Dez./2024-1,05
Dez./2024 – Jan./2025-1,493,64
Jan./2025 – Fev./20254,95
Fev./2025 – Mar./20250,64
Mar./2025 – Abr./20255,44
Abr./2025 – Mai./2025-2,516,31
Mai./2025 – Jun./2025-1,74
Jun./2025 – Jul./2025-0,68
Jul./2025 – Ago./2025-1,70
Ago./2025 – Set./2025-2,16
Set./2025 – Out./20254,35

VALORES – Em termos de valores, em outubro de 2025 a cesta básica está 3,64% mais cara (R$ 666,02) que em novembro de 2024 (R$ 642,64). Como resultado, dentre os últimos 12 meses, foram 4 meses com aumentos e 8 meses com reduções no custo. Como reflexo do aumento do índice de variação percentual do custo da cesta básica individual, esta passou de R$ 638,39 para R$ 666,02, de setembro para outubro de 2025. Assim, o percentual do salário-mínimo líquido necessário para adquirir a cesta básica para uma pessoa adulta apresentou aumento no mês de outubro de 2025, quando seria necessário 47,43% do salário-mínimo para adquiri-la (comparado aos 45,46% do salário-mínimo em setembro), ou seja, um trabalhador precisa de cerca de metade do salário-mínimo para comprar a cesta básica individual.

RELATÓRIO – O relatório é produzido pelo  Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), composto pelo curso de Ciências Econômicas e pelos programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio (PGDRA) e de Pós-Graduação em Economia (PGE), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-Unioeste, Campus Toledo, apresenta a Pesquisa da cesta básica de alimentos, do município de Toledo-Paraná, para o mês de outubro de 2025. Esta pesquisa também faz parte de um convênio entre a Unioeste – Campus Toledo e a Prefeitura Municipal de Toledo.

O objetivo desta pesquisa é mostrar o preço médio; a variação nos preços dos bens da cesta básica de alimentos e o impacto de cada produto sobre a variação total no custo da cesta; o valor total e a variação no custo da cesta básica de alimentos individual e familiar; o poder de compra do trabalhador pelo tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica; o percentual do salário-mínimo que é destinado à compra dos produtos e; o salário-mínimo necessário para adquirir a cesta básica e para suprir as despesas de habitação, vestuário, transportes, entre outras. Também, é possível comparar as informações obtidas com as de outros municípios e capitais brasileiras que utilizam como base a metodologia de cálculo do DIEESE (2016).

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Edição nº2810 – 24/02/2026

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