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Toledo vai ganhar usina de etanol de milho com investimento de R$ 1,18 bilhão e mais de 3.600 empregos

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A reunião foi realizada nesta segunda-feira, 1, no gabinete da Prefeitura de Toledo. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

A previsão é de geração de 1.500 empregos durante os 18 meses de construção

A reunião, realizada nesta segunda-feira, 1, no gabinete da Prefeitura de Toledo, contou com a participação da empresa Hydrographe S.A., com sede em Cuiabá (MT), que encaminhou um documento solicitando apoio para a instalação de uma planta de Usina de Etanol de Milho em Toledo. O projeto de iniciativa privada irá desenvolver toda a região, beneficiando as cadeias produtivas, produtores rurais, a cadeia de transporte, logística e atraindo mão de obra especializada.”

PROJETO – O projeto para instalação de uma usina de etanol de milho em Toledo inicia-se com a solicitação de apoio do município. A iniciativa privada prevê um investimento estimado em R$ 1,18 bilhão, capaz de impulsionar o desenvolvimento regional, fortalecendo as cadeias produtivas, o transporte, a logística e atraindo mão de obra especializada.

A área destinada ao empreendimento, arrendada junto ao deputado federal Dilceu Sperafico, é estrategicamente localizada próxima ao Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho, com opção de compra de 60 hectares. A empresa já elabora os projetos de engenharia técnica e ambiental para obtenção das licenças. Após a aprovação da área, todos os custos — projetos, licenças, instalação e operação — serão integralmente assumidos pela empresa, sem ônus para a Prefeitura de Toledo.

Além da usina, chamada Toledo Bioetanol, outras 31 empresas de diversos segmentos deverão se instalar no entorno para dar suporte ao complexo industrial.

A perspectiva é iniciar a operação processando 1.500 toneladas de milho por dia, produzindo cerca de 200 mil m³ de etanol, 160 mil toneladas de DDGS, 18 mil toneladas de óleo de milho e outros produtos que a usina oferecerá.

EMPREGOS – A previsão é de geração de 1.500 empregos durante os 18 meses de construção, além de 150 empregos diretos e cerca de 2.000 indiretos na operação. Com capacidade máxima, a receita anual da usina pode alcançar R$ 1,184 bilhão, resultando em aproximadamente R$ 213 milhões em ICMS ao Estado do Paraná, parcela que retornará ao município. Também haverá incremento no ISS e no turismo de negócios.

TOLEDO – O diretor da empresa, o engenheiro Paulo Rangel, explica o motivo da escolha por Toledo: “Estamos estudando a localização da usina há dois anos. A produção de etanol de milho, que surgiu no Mato Grosso — de onde somos originários — está se expandindo e já se consolida em várias regiões do país. Toledo se mostrou uma escolha natural pelo seu perfil econômico, sua localização estratégica e pelo apoio recebido do deputado Dilceu Sperafico, da Prefeitura e do Natan Sperafico”.

Paulo enfatiza que essa parceria foi fundamental para que eles chegassem a este momento: “Agradecemos ao deputado Sperafico, ao Natan e ao prefeito por viabilizarem este encontro, que certamente marca um passo importante para o agronegócio e a agroindústria local. Eu participo hoje mais como espectador, pois essa conversa começou há mais de dois anos e, inicialmente, nem imaginávamos que a área escolhida seria a nossa. Apesar de ser uma área pequena e de não termos a intenção original de cedê-la, minha família e eu entendemos a importância desse investimento para o município e decidimos apoiar. Após dois anos de tratativas, esta é a primeira apresentação pública da intenção de instalação da usina. Os procedimentos formais ainda ocorrerão a partir de agora, e este não é o lançamento da obra. O lançamento oficial deverá acontecer posteriormente, com a presença do governador e demais autoridades estaduais, além de representantes da indústria e do comércio”.

Os diretores Paulo e João. Foto: Gazeta de Toledo

ETANOL DE MILHO – Conforme o diretor da empresa, João Vianei, após dois anos de estudos e adequações técnicas, o projeto avança com apoio das lideranças locais. O etanol de milho cresce no país e tem forte sinergia com o agronegócio de Toledo, que possui grande produção de milho, suinocultura estruturada e logística favorável. Detalhes finais serão apresentados no lançamento oficial.

“Chegar até este ponto não foi simples. O processo exigiu muita pesquisa, adequações e atendimentos às exigências dos órgãos ambientais. O estudo foi amplamente desenvolvido com o apoio do Natan, do deputado Dilceu e agora da Prefeitura de Toledo. Atualmente, parte da equipe de engenharia — altamente capacitada — já está trabalhando nos detalhes do projeto. Informações mais específicas serão apresentadas no lançamento oficial, quando daremos entrada no projeto de conceito ambiental em Curitiba, embora o evento ocorra em Toledo. O etanol de milho, apesar de ter apenas oito anos de presença no Brasil — com as primeiras plantas instaladas no Mato Grosso em 2017 — já representa 20% de toda a matriz de etanol do país. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que esse percentual alcance 50% até 2034. O setor tem forte sinergia com o agronegócio, especialmente em Toledo, maior produtor de milho do Paraná e referência na suinocultura. O DDGS (sigla em inglês: Dried Distillers Grains, grãos secos de destilaria) produzido pela usina será direcionado justamente para essa cadeia. Além disso, o etanol de milho é sustentável e complementar ao etanol de cana, reforçando a expansão brasileira no campo dos biocombustíveis. Trata-se de uma nova fase do programa Proálcool, agora integrando diferentes fontes renováveis e avançando para combustíveis sustentáveis, inclusive para aviação e navegação”.

Para ele, Toledo reúne as condições ideais para esse projeto: “forte base agrícola, cadeia estruturada de proteína animal, verticalização da produção e excelente logística”.

DDGS – Natan Sperafico explica que o DDGS é o subproduto sólido que resulta do processo, semelhante a um farelo de milho após a extração. “Em Toledo, será produzido o DDGS, versão seca e com baixa umidade, o que facilita bastante a logística. Ele possui teor de proteína superior ao farelo de soja e é excelente para alimentação animal. Além disso, apresenta um aroma levemente adocicado, e a usina não gera odores perceptíveis”.

Natan reforça que Toledo, já reconhecida como capital paranaense do agronegócio, é o local ideal para receber uma planta moderna e ambientalmente sustentável: “A experiência no Mato Grosso e, mais recentemente, em Balsas (MA), mostra que usinas de etanol de milho transformam a realidade dos produtores, valorizam os grãos e impulsionam a produção de aves e suínos graças ao DDGS, um alimento de alta proteína. A instalação reforçará ainda mais o papel de Toledo como referência no agronegócio”.

Foto: Gazeta de Toledo

SPERAFICO – O deputado Dilceu Sperafico disse que o estudo de impacto ambiental será conduzido pelo Instituto Água e Terra (IAT), mas a usina, por ser não poluente e não exigir EIA-RIMA, tem licenciamento mais simples e traz segurança ambiental. “Todos os insumos são transformados em produtos — etanol, óleo de milho e DDGS — sem gerar efluentes. Trata-se de um empreendimento que beneficiará não apenas Toledo, mas toda a região Oeste, ampliando oportunidades para produtores e cidades vizinhas. Após dois anos de tratativas, este é o primeiro anúncio público da intenção da empresa, feito agora que a carta de intenções está formalizada”, afirma.

IAT – O chefe do IAT – Toledo, Volnei Bisognin, disse que eles irão dar prioridade absoluta a esse projeto. “Vamos analisar através de um PCA, um PCA complexo. A diferença do EIA-RIMA é a audiência pública, mas, na prática, o processo é basicamente o mesmo e não muda muita coisa. É necessária especial atenção à parte hidrológica, com a outorga, que sabemos apresentar algumas questões. Então vou aconselhar a empresa: a parte da outorga deve ser tratada urgentemente, para que possamos avançar nesse processo”.

EIA – Estudo de Impacto Ambiental:

  • Documento técnico detalhado que analisa os impactos ambientais de um projeto, incluindo efeitos sobre água, solo, fauna, flora, ar, população e patrimônio cultural.
  • Contém estudos, simulações e medidas de mitigação para reduzir impactos negativos.
  • É preparado por profissionais especializados e serve como base para decisões do órgão ambiental.

RIMA – Relatório de Impacto Ambiental:

  • Documento resumido e mais acessível ao público leigo.
  • Apresenta as conclusões do EIA de forma clara, destacando os impactos, riscos e medidas mitigadoras do projeto.
  • Geralmente divulgado em audiências públicas para que a sociedade possa opinar.

A perspectiva é iniciar a operação processando 1.500 toneladas de milho por dia, produzindo cerca de 200 mil m³ de etanol, 160 mil toneladas de DDGS, 18 mil toneladas de óleo de milho e outros produtos que a usina oferecerá.”

PREFEITO – O prefeito Mario Costenaro disse que esteve com o governador Ratinho Junior no sábado, 29, em Cascavel, e ele demonstrou grande satisfação com esse investimento para o Estado. “Por compromissos anteriores, não pôde estar presente nesta segunda, mas já confirmamos sua participação no lançamento da pedra fundamental. O governador tem feito um trabalho importante de interiorização e fortalecimento do setor produtivo em todo o Paraná. Por isso, este é um momento significativo: embora não seja o primeiro passo — já são dois anos de preparação — agora o processo se torna efetivo e público. Teremos uma reunião breve para a apresentação da carta de intenções e dos pontos trazidos pelo grupo empresarial, que reúne investidores do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul”.

Foto: Gazeta de Toledo

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