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Toledo se prepara para implantar novo exame de HPV pelo SUS e ampliar prevenção ao câncer do colo do útero

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Materiais utilizados na coleta do exame de DNA-HPV, tecnologia que será incorporada gradualmente à rede pública de saúde de Toledo para ampliar a prevenção do câncer do colo do útero. Foto: MS

Da Redação

Diretora da Atenção Primária à Saúde, Karla Roman, anunciou ao Conselho Municipal de Saúde a chegada gradual dos kits para o novo teste, que permitirá identificar o vírus antes do surgimento de lesões e ampliar para cinco anos o intervalo entre exames com resultado negativo

Toledo está se preparando para uma importante mudança na prevenção do câncer do colo do útero. O município deverá incorporar gradualmente à rede pública de saúde o exame molecular de DNA-HPV, tecnologia que identifica a presença de tipos do papilomavírus humano associados ao desenvolvimento da doença.

A informação foi apresentada pela diretora do Departamento da Rede de Atenção Primária à Saúde, Karla Dayanna de Almeida Lorensetti Roman, durante reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde, realizada na noite de terça-feira (27).

Segundo a diretora, os kits destinados à realização dos exames estão em processo de chegada ao município. A implantação ocorrerá gradualmente, acompanhando a disponibilização dos materiais, a capacitação dos profissionais e a organização dos atendimentos nas unidades de saúde.

Novo exame identifica o vírus antes das lesões

A principal diferença entre os dois métodos está na forma de identificação do risco. Enquanto o tradicional Papanicolau analisa alterações nas células do colo do útero, o teste molecular identifica o material genético dos tipos de HPV com maior potencial de provocar câncer, permitindo uma investigação mais precoce.

A nova metodologia integra as diretrizes do Ministério da Saúde e segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de fortalecer a prevenção e reduzir a incidência da doença.

Uma das principais mudanças é o intervalo entre os exames. Quando o resultado do DNA-HPV é negativo, a recomendação passa a ser de uma nova coleta após cinco anos, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Karla explicou que a maior sensibilidade da tecnologia permite ampliar esse intervalo com segurança, diferentemente do rastreamento realizado pelo Papanicolau, que segue outra periodicidade.

O público-alvo do novo teste compreende mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a atividade sexual, conforme as diretrizes nacionais.

Identificação dos tipos 16 e 18 permite investigação direcionada

Outro avanço é a possibilidade de identificar tipos específicos do HPV. Entre eles estão o 16 e o 18, considerados de alto risco e associados a aproximadamente 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Quando o exame identifica esses tipos, a paciente deve ser encaminhada para colposcopia, procedimento que permite avaliar detalhadamente o colo do útero e investigar possíveis alterações.

Caso sejam encontradas lesões, a equipe de saúde definirá o acompanhamento ou tratamento adequado, conforme os protocolos estabelecidos.

É importante destacar que um resultado positivo para HPV não significa diagnóstico de câncer, mas indica a necessidade de avaliação e acompanhamento.

Implantação será gradual em Toledo

Durante a reunião, Karla Roman também abordou os ajustes necessários para incorporar a nova metodologia à rotina da Atenção Primária.

A distribuição dos kits será acompanhada pela organização dos fluxos de coleta, encaminhamento das amostras e acompanhamento dos resultados. A implantação deverá ocorrer por etapas, conforme a disponibilidade dos exames e a estruturação dos serviços.

Até que a nova tecnologia esteja plenamente disponível, o exame Papanicolau continuará sendo oferecido na rede pública, garantindo a continuidade do atendimento preventivo às mulheres.

Paraná amplia distribuição dos testes

A mudança também avança em todo o Estado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mais de 300 mil testes de DNA-HPV estão previstos para distribuição aos municípios paranaenses.

Até 29 de outubro, o novo exame já era utilizado em 46 municípios, enquanto outros 210 estavam em processo de implantação. A meta estadual é alcançar 256 cidades até o encerramento de 2026.

Com a chegada dessa tecnologia, Toledo poderá fortalecer o rastreamento organizado do câncer do colo do útero, ampliando as possibilidades de identificação precoce das infecções de alto risco.

A orientação às mulheres é manter o acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e não interromper os exames preventivos enquanto a nova metodologia estiver sendo implantada.

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