Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Toledo registra 438 milímetros de chuva em outubro, volume 80% acima da média histórica

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: reprodução

Da Redação

Dados do Simepar mostram que o município recebeu 195 milímetros de chuva acima do esperado para o mês. Cascavel, Foz do Iguaçu, Santa Helena e outras cidades do Paraná também registraram precipitações expressivas

O mês de outubro de 2026 terminou com um volume de chuva muito acima da média histórica em Toledo. Segundo levantamento do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o município acumulou 438 milímetros de precipitação, enquanto a média histórica indicada para o período é de 243 milímetros. A diferença representa 195 milímetros a mais, um aumento de aproximadamente 80%.

Os números confirmam um mês marcado por chuvas intensas, temporais e episódios de alagamentos, que provocaram transtornos em diferentes regiões do município. O excesso de precipitação também exigiu atenção das autoridades, especialmente nas áreas próximas a rios, córregos e locais sujeitos a inundações.

A intensidade das chuvas já havia chamado a atenção na primeira quinzena. No dia 14 de outubro, Toledo havia registrado 318,2 milímetros, ultrapassando a média esperada para todo o mês. Na ocasião, a elevação do nível do Rio São Francisco provocou alagamentos e mobilizou equipes de atendimento.

Com o encerramento de outubro, o acumulado chegou aos 438 milímetros, consolidando um dos períodos de maior volume de chuva registrados recentemente no município, embora os dados apresentados não permitam classificá-lo como recorde histórico.

Oeste do Paraná também registra chuvas expressivas

O levantamento do Simepar revela que a situação não ficou restrita a Toledo. Diversos municípios do Oeste paranaense encerraram outubro com precipitações muito superiores às médias históricas.

Em Cascavel, foram registrados 525 milímetros, diante de uma média de 248 milímetros, mais que o dobro do volume normalmente esperado para outubro.

Foz do Iguaçu também apresentou um dos maiores acumulados do Estado, com 524 milímetros, enquanto sua média histórica é de 218 milímetros.

Em Santa Helena, o volume chegou a 462 milímetros, ante uma média de 212 milímetros. Já São Miguel do Iguaçu registrou 433 milímetros, comparados aos 230 milímetros habituais.

Outros municípios da região também superaram suas médias: Palotina acumulou 310 milímetros, contra 187 milímetros históricos, enquanto Guaíra registrou 294 milímetros, diante de uma média de 195 milímetros.

Esses números demonstram que o excesso de chuva atingiu praticamente toda a região Oeste, com volumes capazes de comprometer atividades agrícolas, dificultar o tráfego e aumentar a preocupação com alagamentos.

Fotos: Defesa Civil de Toledo

Pato Branco lidera os acumulados apresentados

No Sudoeste do Paraná, os volumes foram ainda mais elevados. Pato Branco apresentou 551 milímetros de chuva, o maior acumulado entre as localidades relacionadas no gráfico do Simepar, diante de uma média histórica de 257 milímetros.

Francisco Beltrão também se destacou, com 508 milímetros, enquanto sua média é de 277 milímetros.

Na região Centro-Sul, Guarapuava registrou 382 milímetros, acima da média de 228 milímetros. Em Entre Rios, o acumulado foi de 452 milímetros, comparado aos 233 milímetros históricos.

Em Telêmaco Borba, foram 416 milímetros, diante de uma média de 172 milímetros. Já Campo Mourão apresentou 345 milímetros, contra 189 milímetros esperados.

Curitiba e outras regiões também tiveram excesso de chuva

O fenômeno também atingiu a Região Metropolitana de Curitiba e outras áreas do Paraná.

Na capital paranaense, o acumulado chegou a 354 milímetros, mais que o dobro da média histórica de 167 milímetros.

Em Londrina, foram registrados 358 milímetros, diante de uma média de 176 milímetros. Maringá acumulou 274 milímetros, enquanto sua referência histórica é de 166 milímetros.

No Litoral, Antonina registrou 380 milímetros e Guaratuba, 344 milímetros. Paranaguá apresentou um volume menor, de 191 milímetros, mas ainda superior à sua média de 144 milímetros.

O levantamento demonstra que todas as localidades apresentadas pelo Simepar encerraram outubro com precipitações superiores às respectivas médias históricas.

El Niño contribuiu para intensificar as chuvas

De acordo com o Simepar, o comportamento das chuvas em outubro esteve associado à influência do fenômeno El Niño, que favoreceu a passagem frequente de frentes frias e a formação de áreas de instabilidade sobre o Paraná.

A combinação de calor, umidade e sistemas meteorológicos contribuiu para episódios de precipitação intensa, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul.

O excesso de chuva também traz preocupação para o setor agropecuário, uma vez que a saturação do solo pode dificultar o manejo das lavouras, atrasar atividades de plantio e prejudicar o tráfego em estradas rurais.

Novembro poderá manter volumes acima da média

A previsão do Simepar para novembro indica a continuidade de condições favoráveis à ocorrência de chuvas acima da média histórica no Paraná, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul.

Apesar disso, a precipitação não deverá ocorrer de maneira uniforme durante todo o mês, podendo haver períodos de tempo estável intercalados com novos episódios de chuva intensa.

Para Toledo, depois de um outubro que acumulou 438 milímetros de chuva, o cenário reforça a importância do monitoramento das condições meteorológicas, da manutenção dos sistemas de drenagem urbana e da atenção às regiões mais vulneráveis a alagamentos.

O balanço de outubro deixa um dado expressivo: Toledo recebeu, em apenas 31 dias, aproximadamente 1,8 vez o volume de chuva normalmente esperado para todo o mês.

Fonte: Simepar

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2833 – 23/10/2026

Cotações em tempo real