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Toledo recebe reencontro de agrônomos da UFSM que celebram 53 anos de formatura

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Em Toledo, 2026 será mais um capítulo especial dessa trajetória construída com companheirismo e muita história para contar. Foto: Gazeta de Toledo

Da Redação

Integrantes do Agrogrife 73 estarão na cidade entre 17 e 19 de setembro para uma programação de confraternização, visitas técnicas e resgate de uma amizade iniciada há 56 anos nos corredores da Universidade Federal de Santa Maria

Toledo será palco, nesta semana, de um encontro marcado pela amizade, memória e trajetória profissional. Integrantes da turma de Agronomia de 1973 da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) estarão reunidos na cidade entre os dias 17 e 19 de setembro para celebrar os 53 anos de formatura e uma convivência que começou ainda em 1970, quando ingressaram na universidade.

O grupo, conhecido como Agrogrife 73, mantém há décadas a tradição dos reencontros. Desta vez, aproximadamente 20 a 22 engenheiros agrônomos, vindos de diferentes regiões do Brasil, deverão participar da programação preparada em Toledo.

Um dos organizadores é o ex-vereador de Toledo e engenheiro agrônomo Leoclides Bisognin. Segundo ele, a ideia de realizar o encontro no Oeste do Paraná surgiu durante uma confraternização realizada no ano passado, em Bombinhas, Santa Catarina.

A proposta foi apresentar Toledo aos antigos colegas, destacando a estrutura da cidade, a gastronomia e também a força do agronegócio regional.

“É uma satisfação imensa trazer esses amigos para conhecer Toledo. Muitos deles ainda não conheciam nossa cidade”, afirma Bisognin.

53 anos de formatura e 56 anos de amizade

A história do grupo começou em 1970, quando os jovens ingressaram no curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria. A formatura ocorreu em 1973.

Por isso, em 2026, são comemorados 53 anos desde a graduação e 56 anos desde o início da convivência universitária.

Depois da formatura, os colegas seguiram diferentes caminhos profissionais. Muitos atuaram em instituições como Embrapa, universidades, órgãos de extensão rural, cooperativas e propriedades agropecuárias. Os profissionais se espalharam por estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e também pela região Nordeste. Entre os integrantes da turma está o senador Luiz Carlos Heinze.

Bisognin destaca que os encontros ganharam ainda mais importância com o passar dos anos.

“Durante muito tempo nos reuníamos a cada dois anos e meio ou cinco anos. Hoje estamos tentando nos encontrar praticamente todos os anos. Infelizmente, cerca de um terço da nossa turma já partiu, e isso faz com que valorizemos ainda mais esses momentos”, relata.

Para ele, os dias de confraternização têm um significado que vai além de uma simples reunião entre antigos colegas.

“Aos 70 ou 80 anos, dois dias de encontro como esses valem mais do que qualquer tratamento. É algo que nos renova, porque voltamos às boas lembranças e reencontramos pessoas que fizeram parte da nossa juventude.”

Leoclides Bisognin recebendo o diploma das mãos do ministro Cirne Lima. Foto: arquivo pessoal.

Memórias dos tempos de universidade

Bisognin também recorda que o período universitário foi vivido em meio a um cenário político e social conturbado no Brasil, durante os anos 1970.

Mesmo diante das dificuldades daquele período, as lembranças da universidade permanecem entre as mais marcantes de sua vida.

“Quando encontramos um colega tantos anos depois, parece que encontramos duas pessoas ao mesmo tempo: aquele rapaz de 18 anos que conhecemos em 1970 e o homem que ele se tornou ao longo da vida”, comenta.

Segundo ele, os reencontros permitem reviver histórias, recordar professores, celebrar conquistas profissionais e homenagear aqueles que já faleceram.

Programação começa na quinta-feira

A programação terá início na quinta-feira (17), às 19h30, com uma recepção e happy hour no Olinda Hotel e Eventos. O momento será destinado principalmente à chegada dos participantes, reencontros e recordações.

Na sexta-feira (18), às 10h, o grupo realizará uma visita técnica ao Biopark. A atividade deverá incluir apresentações sobre o desenvolvimento regional e visitas a estruturas do complexo.

Ao meio-dia, os participantes retornam ao Olinda Park Hotel para um almoço com dois pratos tradicionais da gastronomia regional: costelão e porco assado no rolete.

Durante a tarde, haverá tempo para confraternização e atividades destinadas a apresentar Toledo aos visitantes.

Às 19h30, o grupo participa de um jantar especial no Pantanal Restaurante, com cardápio à base de peixes, destacando também a produção piscícola da região.

A programação será encerrada no sábado (19), às 12h30, com almoço no Jhonny’s, no Shopping Panambi.

A realização do encontro conta com patrocínio da Frimesa Cooperativa Central.

Registros da trajetória acadêmica de Leoclides Bisognin no curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), incluindo a solenidade de formatura, o traje acadêmico e a homenagem aos integrantes da turma. Foto: arquivo pessoal.

Ligação de Bisognin com o desenvolvimento agrícola de Toledo

O reencontro também se conecta à própria trajetória de Leoclides Bisognin no desenvolvimento agropecuário do Oeste do Paraná.

Ele chegou ao Estado em 1974, após ser aprovado em concurso da antiga Acarpa, passando a trabalhar em Medianeira como assessor de cooperativismo. Em 1975, tornou-se, segundo seu relato, o primeiro inspetor de grãos registrado no Oeste do Paraná.

No ano seguinte, em maio de 1976, mudou-se para Toledo, onde passou a trabalhar com sementes de soja e trigo.

Bisognin também integrou a administração municipal a partir de 1983 e participou da criação da Secretaria Municipal da Agricultura e do Meio Ambiente, considerada por ele uma iniciativa pioneira entre os municípios do Oeste paranaense.

Ele ainda foi vereador de Toledo por sete mandatos, sendo o único na história do Legislativo toledano a exercer cinco mandatos consecutivos.

Mais de cinco décadas depois da formatura, o grupo retorna a se encontrar não apenas para relembrar a universidade, mas também para celebrar as trajetórias construídas ao longo da vida.

Para os integrantes do Agrogrife 73, a passagem do tempo modificou carreiras, cidades e rotinas, mas preservou aquilo que deu origem ao grupo ainda em 1970: a amizade.

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