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Toledo recebe demonstração de treinamento policial com realidade virtual e “gêmeo digital”

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Treinamento imersivo com realidade virtual permite que policiais simulem situações reais com segurança, utilizando tecnologia de “gêmeo digital” para aprimorar a tomada de decisão e o uso moderado da força. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

Tecnologia Holo Gun simula situações reais com uso de inteligência artificial e holografias, permitindo preparo das forças de segurança sem riscos e com foco no uso moderado da força

O Centro de Eventos Desireé Refosco, em Toledo, recebeu nesta terça-feira, 14, uma demonstração da solução de treinamento imersivo em realidade virtual para forças de segurança, utilizando um “gêmeo digital”. O evento apresenta tecnologias inovadoras, como treinamentos com armas virtuais e reais. O Holo Gun foi projetado por uma empresa com sede em Santa Catarina.

Alexandre Vasques, um dos criadores do projeto, o “nerd” por trás da solução, explica que o sistema, chamado Holo Gun, usa realidade virtual, escaneamento e inteligência artificial para simular situações reais enfrentadas pelos policiais. E permite treinar o uso moderado da força, distinguindo ameaças de pessoas inofensivas, sem expor os policiais a riscos reais, utilizando hologramas (cenários virtuais escaneados).

“A iniciativa nasceu em colaboração com a Polícia Civil de Santa Catarina, onde identificamos as necessidades e desafios no treinamento policial. A partir daí, agreguei minha expertise em tecnologia. Minha experiência em empresas como Microsoft, Oracle e HP me permitiu compreender as dificuldades enfrentadas no treinamento e na reprodução da realidade das ruas dentro das academias. A dificuldade em preparar os policiais para as situações do cotidiano é grande, mas um treinamento adequado facilita o enfrentamento de tais situações. Nossa solução visa exatamente isso, utilizando tecnologias como realidade virtual, escaneamento e, principalmente, inteligência artificial, para simular as realidades do dia a dia policial. Assim, antes de uma ocorrência, o policial pode passar por um treinamento”.

Equipamentos virtuais – Holo Gun. Foto: Gazeta de Toledo

HOLO GUN – O Holo Gum é o nome atribuído a este treinamento. O prefixo “Holo” faz referência a holografias, embora o foco vá além do uso de armas. Os policiais de Toledo experimentaram elementos holográficos, incluindo pessoas em diversas situações. “Teremos pessoas que representam ameaças, com armas e outros instrumentos, e também pessoas que não representam perigo. Este treinamento visa o que, na área de segurança, chamamos de uso moderado da força: saber o momento de agir e preservar vidas, tanto dos policiais quanto de terceiros. Oferecemos este treinamento sem expor os policiais a riscos reais. Eles vivenciam situações de risco, mas em um ambiente virtual. Os hologramas são, na verdade, simulações. Por exemplo, a escola municipal local foi escaneada para reproduzir fielmente o cenário”, explica Vasques.

TREINAMENTO – O objetivo é treinar policiais utilizando realidade virtual para simular situações reais, como ataques em escolas, conflitos em casas e abordagens em locais públicos. A tecnologia VR permite treinar em ambientes controlados, economizando recursos e evitando interrupções no trânsito e sustos na população. Os treinamentos incluem cenários de agressor ativo em escolas, com foco em preparar não apenas policiais, mas também guardas municipais e professores, ensinando-lhes procedimentos de segurança em situações de crise. O projeto visa aprimorar a capacidade de resposta e a segurança de todos os envolvidos.

“Inicialmente, a questão central reside na necessidade de aprimorar o treinamento policial em ambientes específicos, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), escolas e mercados. A simulação de ocorrências em locais reais, como em frente a um shopping, apresenta desafios, incluindo a interrupção do trânsito, o potencial de causar pânico na população e as restrições quanto ao uso de armamentos. A alternativa reside no emprego da realidade virtual, que permite a reprodução de cenários complexos, incluindo a simulação de atiradores ativos, vítimas e reféns. Essa abordagem oferece diversas vantagens: a economia de recursos, como munição e tempo; a ausência de perturbação à população e a possibilidade de treinamento em ambientes controlados”, relata Vasques.

Foto: Gazeta de Toledo

CASA TÁTICA – Especificamente, no contexto Centro de Eventos Desireé Refosco, foi implementado um espaço de treinamento virtual, com dimensões de 10 por 20 metros, simulando uma residência, a “Casa Tática”. Os policiais, ao utilizarem óculos de realidade virtual, são transportados para diferentes cenários, como escolas e residências.

“O projeto inclui a simulação de duas escolas, uma em Rancho Queimado (menor) e outra em São José (maior), – cidades de Santa Catarina – além da casa tática, que simula situações de CQB (Close Quarters Battle), ou combate em ambientes confinados, como em conflitos entre vizinhos.

O treinamento nas escolas se concentrará no cenário de “agressor ativo”, visando preparar os policiais para lidar com indivíduos que representam ameaças em ambientes escolares. Além dos policiais civis e guardas municipais, o treinamento será estendido aos professores. Diante de uma situação de agressor ativo, os professores devem seguir um protocolo que inclui fuga, esconderijo e, em último caso, confronto. A Polícia Militar e a Polícia Civil de Santa Catarina já implementam esse protocolo, treinando os profissionais da educação para reagir em momentos de crise, priorizando a proteção dos alunos e a comunicação com as autoridades”, menciona Alexandre Vasques.

3D – O secretário municipal de Segurança e Trânsito, Rogério de Lima, afirma que o treinamento é uma apresentação de um novo método virtual para as forças de segurança pública da região, incluindo polícia civil, militar, científica, penal e guardas municipais. “O objetivo é demonstrar um novo instrumento que possibilita a atualização de cursos e treinamentos, dispensando, inicialmente, o uso de tiro real, mas com um efeito psicológico equivalente ao da prática. Na verdade, essa tecnologia já é empregada em outros estados. Estamos avaliando a estrutura para, possivelmente no futuro, adquirir esse produto para uso integrado entre as forças de segurança pública. Ele nos permite simular diversos ambientes em um único local, através da tecnologia 3D”, menciona.

GÊMEO DIGITAL – Um gêmeo digital é uma representação virtual de um objeto, ambiente ou sistema do mundo real, criada a partir de dados reais. Essa réplica digital permite simular, testar e analisar situações sem a necessidade de intervir diretamente no ambiente físico.

Na prática, funciona assim: um local — como uma escola, uma rua ou um prédio — é escaneado e transformado em um modelo digital fiel. A partir disso, é possível recriar diferentes cenários e comportamentos dentro desse espaço, como ocorrências policiais, fluxo de pessoas ou situações de risco.

No contexto do treinamento, o gêmeo digital permite que os profissionais vivenciem situações muito próximas da realidade, com segurança. Eles podem treinar tomadas de decisão, avaliar riscos e repetir cenários quantas vezes forem necessárias, tudo em um ambiente controlado e sem exposição a perigos reais.

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Edição nº2818 – 27/03/2026

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