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Toledo está entre os municípios atendidos por central de resíduos que terá capacidade ampliada no Oeste

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Foto: IAT

Licença ambiental autoriza expansão da Central de Tratamento de Resíduos de Cascavel, responsável pelo atendimento de mais de 50 municípios, entre eles Toledo

Toledo está entre os mais de 50 municípios da região Oeste atendidos pela Central de Tratamento de Resíduos de Cascavel, que recebeu autorização ambiental para ampliar sua capacidade de operação. A licença foi emitida pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

O complexo é administrado pela empresa Paraná Ambiental Gestão Global de Resíduos e trabalha com o tratamento e a destinação final de resíduos sólidos das classes I e II.

Os resíduos de classe I incluem materiais como borras, resíduos contaminados com óleo e solventes, entre outros considerados perigosos. Já os de classe II abrangem materiais como resíduos orgânicos, papéis, vidros e metais.

Com a ampliação autorizada, a capacidade de aterramento de resíduos classe I passará de 17 toneladas por dia para 58 toneladas por dia, aumento de aproximadamente 241%.

No caso dos resíduos classe II, a expansão será ainda maior. Duas células do aterro serão ampliadas e reformuladas, elevando a capacidade de 114 toneladas diárias para 698 toneladas por dia, crescimento de aproximadamente 512%.

A ampliação tem impacto direto sobre municípios que utilizam os serviços da Central, entre eles Toledo, que integra a lista de cidades atendidas pelo complexo.

Além da ampliação dos aterros, a licença ambiental contempla a instalação de uma nova sede administrativa, nova área de triagem, relocação das instalações da transportadora, incluindo áreas de lavagem, abastecimento e manutenção de veículos e equipamentos, além de laboratório, pátio da Estação de Tratamento de Esgoto e uma usina para reaproveitamento do biogás.

Exigências ambientais

A autorização concedida pelo IAT estabelece uma série de condicionantes para reduzir os impactos ambientais durante a execução das obras e a operação do empreendimento.

Entre as exigências estão a apresentação de programas de monitoramento das águas subterrâneas e das emissões atmosféricas, além da adoção de procedimentos destinados a evitar contaminações decorrentes do descarte inadequado de resíduos e efluentes.

Segundo a chefe da Divisão de Licenciamento de Atividades Poluidoras do IAT, Alessandra Nakamura, a licença foi emitida após uma análise técnica do empreendimento, incluindo uma vistoria presencial realizada em 1º de outubro.

Durante o processo, foram avaliados relatórios de programas ambientais e o cumprimento das condicionantes estabelecidas em licenciamentos anteriores.

“Também foi realizada uma vistoria no empreendimento com o objetivo de constatar a efetiva implementação dos sistemas de controle e proteção ambiental relacionados à atividade. A partir da análise desse processo, foi possível verificar o cumprimento de todos os requisitos ambientais, possibilitando a emissão da licença”, explicou Alessandra.

Toledo integra rede regional de atendimento

Além de Toledo e Cascavel, a Central recebe resíduos provenientes de dezenas de municípios do Oeste e de outras regiões do Paraná.

Entre as cidades atendidas estão Assis Chateaubriand, Cafelândia, Corbélia, Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Mercedes, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Pato Bragado, Quatro Pontes, Santa Helena, São Pedro do Iguaçu, Tupãssi, Umuarama, Vera Cruz do Oeste e outros municípios.

Com a ampliação, a Central de Tratamento de Resíduos deverá aumentar significativamente sua capacidade de atendimento regional, criando uma estrutura maior para receber materiais enviados por cidades como Toledo e demais municípios que utilizam o complexo para a destinação final de resíduos.

Licenciamento ambiental

O licenciamento ambiental é o procedimento administrativo utilizado pelo IAT para autorizar a localização, instalação, ampliação e operação de atividades que utilizam recursos ambientais ou que possam provocar algum tipo de degradação.

A concessão considera a legislação ambiental, normas técnicas e medidas de controle necessárias para minimizar riscos ao meio ambiente.

Fonte: assessoria

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