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Toledo em movimento: Seis meses de gestão com o pé no acelerador

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Toledo atravessa uma fase de intensa movimentação política, administrativa e orçamentária. Em entrevista exclusiva à Gazeta de Toledo, o prefeito Mario Costenaro faz um balanço dos primeiros seis meses de sua gestão. De um lado, uma enxurrada de convênios firmados e promessas que somam cifras milionárias. De outro, a dura realidade de uma máquina pública que ainda não consegue acompanhar o ritmo dos anseios da população — e nem mesmo do próprio prefeito.

Passado o primeiro semestre de governo, Costenaro voltou a conversar com a Gazeta, demonstrando entusiasmo com o volume de ações já iniciadas e a confiança nas entregas que ainda virão. Entre promessas, obras em andamento e recursos articulados, o tom é de otimismo. No entanto, entre o planejamento e a execução, surge um desafio recorrente: vencer a burocracia e transformar intenção em resultado concreto.

Diagnóstico e direção

Segundo o prefeito, a atual administração não começou no improviso. Com um diagnóstico claro em mãos, definiu prioridades e iniciou rapidamente a captação de recursos. A máquina pública, porém, estaria operando no limite da sua capacidade para acompanhar a velocidade exigida pelas demandas da cidade.

A seguir, os principais trechos organizados por tema.

Diagnóstico da cidade: “Recebemos um município sem projetos”

“Não tínhamos projetos para colocar de pé.”

  • Prefeito afirmou ter herdado a gestão sem projetos estruturantes prontos.
  • Em seis meses, foi elaborado um plano de trabalho dividido por setores.
  • Atribui à ausência de planejamento anterior o atraso em obras e repasses.

Captação de recursos: “O dinheiro vem, mas o tempo é outro”

“Toledo não perdeu nada. Estamos captando como nunca!”

  • A gestão afirmou ter articulado em torno de  R$ 321 milhões em emendas e convênios entre todas a forças políticas.
  • O prefeito destaca que esse volume ainda não está totalmente em caixa, mas, que só se manifestará após as verbas realmente forem entregues.
  • Aponta morosidade da burocracia como principal obstáculo.

Infraestrutura e obras: “Estamos desenterrando asfalto e projetos”

“É preciso planejamento, e começamos do zero.”

  • Destacou recapeamento da área central, com projeto pronto deixado pela gestão anterior.
  • Obras como a rotatória da Av. Primeiro de Maio e novos asfaltos partiram do zero.
  • Empresários estão bancando projetos para acelerar trâmites com o Governo do Estado.

 Educação e servidor público: “Atendemos o que nunca foi atendido”

“Concedemos o recesso escolar, que era um pedido antigo.”

  • Reajuste real de 2,1% aos servidores e ampliação do vale-alimentação.
  • Concessão inédita do recesso escolar aos professores.
  • Valorização dos servidores como política central.

Aqui, vejo que a gestão acerta ao focar no servidor, sobretudo no setor educacional. A valorização não apenas motiva como sustenta as bases do serviço público em médio prazo.

Saúde pública: “Ambulâncias andaram 1 milhão de km em seis meses”

“Fizemos mais de 2.500 viagens levando pacientes.”

  • Retomada de obras de UBS com convênios revalidados.
  • Parceria com a UFPR para o Ambulatório de Especialidades.
  • Ampliação do transporte para pacientes do interior.

Pavimentação rural: “Colocamos o pé no barro”

“Já pavimentamos 10 km e temos mais 35 km em andamento.”

  • Início de obras nas estradas rurais, com prioridade para acessos escolares e da saúde.
  • Intenção de deixar 100% dos acessos rurais das escolas asfaltados.

Planejamento urbano e segurança: “Estamos modernizando a cidade”

“Teremos Toledo 100% monitorada com câmeras.”

  • Projeto de videomonitoramento em fase de implantação.
  • Destaca convênios com a PM para reforço da segurança.
  • Enfoque em projetos de acessibilidade e mobilidade urbana.

Futuro e expectativas: “Vamos fazer muito mais”

“Não vou prometer o que não posso cumprir, mas vamos além.”

  • Reconhecimento de que nem tudo será possível concluir em quatro anos.
  • Prefeito garante foco em entrega, mesmo com desafios burocráticos.
  • Planejamento é a palavra-chave para a gestão.

Obras, atrasos e transparência: A crítica que constrói

O prefeito não fugiu das críticas. Ao contrário, as utilizou como base para autocrítica e prestação de contas. Um trecho emblemático para compreender os bastidores da burocracia pública.

  • “A crítica é necessária. O problema é quando ela vem de gente que tem lucidez e inteligência, mas não analisa o contexto.”
  • Sobre a ponte do Rio Marreco:
    “Recebemos efetivamente da empresa há quinze dias. Não foram sete meses.”
  • Avenida Cirne Lima:
    “Não tinha nem o projeto da iluminação. Estamos fazendo agora. Adaptações eram necessárias.”
  • “Eu posso chegar daqui quatro anos e dizer: ‘não fui competente o suficiente’. Mas não esperem de mim o mesmo do que era. Entrei pra fazer diferente.”

Habitação, infraestrutura e políticas públicas que (re)começam

 A gestão de Mario parece empenhada em tirar projetos do papel, ainda que muitos estejam “pela metade”. A crítica aqui é clara: faltava planejamento de gestões anteriores. A solução? Resolver enquanto governa.

  • “Todos os projetos habitacionais exigiram continuidade. Começamos com o lote social, mas tínhamos que fazer infraestrutura do zero.”
  • “Projetos de saúde sumiram. Tínhamos só projetos arquitetônicos — e isso não basta.”
  • Sobre o campo de futebol do Pedroso:
    “Ele compartilhou o espaço pro novo Cemei. trabalho voluntário que merece valorização.”

Equipe técnica, sinergia e bastidores políticos

O prefeito reconheceu forças além de seu próprio mandato. Chamo a atenção a valorização de lideranças locais e apoio suprapartidário — uma postura política madura e pouco personalista.

  • “Deputado Dilceu Sperafico tem sido nosso grande condutor.”
  • “Preciso reconhecer também o Velter. Tem nos ajudado no governo federal.”
  • “Temos sinergia com o Ministério Público, com universidades, com o Biopark…e empreendedores diversos”
  • Do governo do estado, os deputados Hussein, Sandro Alex e Alexandre Curi.

 Comunicação, imprensa e estilo de gestão

Mario falou que a comunicação foi uma dificuldade inicial.  Mas há um esforço visível para reposicionar a narrativa — menos centrada em sua figura, mais na coletividade da gestão.

  • “Estamos mudando a comunicação. Quero menos foco no prefeito e mais no time.”
  • “O Pimentel [secretário de Comunicação] está ajustando as estratégias. Ainda há o que fazer e melhorar.”
  • “A imprensa tem papel fundamental, vocês têm sido parceiros.”

Relação com o legislativo e a política estadual

O prefeito afirmou que mantem uma relação diplomática com o presidente da Câmara e é cauteloso ao comentar nomes como Ratinho Junior e Sergio Moro. Seu olhar é institucional, mas não se furta à análise.

  • “O presidente da Câmara exerce o cargo com dignidade. Relações boas e diplomáticas.”
  • “Ratinho Junior tem sido muito bom com os municípios. Mereceria ser presidente da república.”
  • Sobre Sergio Moro:
    “De forma legitima ele vai se colocar com candidato. Não sei se vai atrapalhar ou se vai se somar. Vamos ver como se ajustam”

 Autoavaliação: entre o realismo e a humildade

Mário Costenaro, ao ser questionado, foge do triunfalismo. Dá nota B+ a si mesmo e reconhece que há muito a fazer. Nesse ponto, se aproxima do eleitor pela sinceridade — algo raro em tempos de hiper performance política.

  • “Sou crítico comigo. Dou um B+.”
  • “Já fizemos muita coisa, mas ainda há muito a avançar.”
  • “O governo não tem varinha mágica. Estamos fazendo paliativamente, com projetos estruturantes.”

 Futuro das festas: Funtec, ExpoToledo e semana do agricultor

A gestão planeja ressignificar eventos culturais. Nem tudo será imediato, mas há uma tentativa clara de manter vivas as raízes da cidade. A promessa de uma nova “marca de festa” para Toledo é ambiciosa.

  • “Sobre a ExpoToledo, vai sair sim, mas não neste ano. Teremos uma festa diferente, uma marca especial.”
  • “Funtec volta com nova roupagem. Vamos interagir mais com o interior também.”

Prestação de contas e promessa de retorno

Ao encerrar a entrevista, ela termina como deve ser: com agradecimentos, prestação de contas e compromisso com nova rodada de conversas. Uma gestão que se mostra disposta a conversar, ainda que precise ajustar os ruídos.

  • “Obrigado, imprensa, por abrir espaço.”
  • “Vamos marcar nova conversa em dezembro, aniversário da cidade.”
  • “Desejo o melhor ao povo de Toledo. Tudo o que temos aqui é construção coletiva.”, afirmou Mario Costenaro.
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