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Toledo é a 1ª cidade do interior do Paraná a fazer parte do Smart Climate City

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Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico. Foto: Fabio Ulsenheimer/Secom

Toledo é o primeiro município do interior do Paraná a receber o Smart Climate City, projeto de inteligência climática desenvolvido pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em parceria com a empresa suíça Meteoblue. O lançamento ocorreu na manhã desta sexta-feira (4), no auditório do Centro de Eventos Ismael Sperafico, reunindo representantes dos setores público, acadêmico, produtivo e da sociedade civil ligados à prevenção e à resposta a eventos climáticos.

Lançado oficialmente em Curitiba no mês passado, o projeto é financiado pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente, sob gestão do Instituto Água e Terra (IAT). Em Toledo, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura, por meio da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, Científico e Tecnológico de Toledo (Funtec), da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Segurança e Trânsito, que tem a Coordenação Municipal da Defesa Civil em sua estrutura.

Como funciona – O Smart Climate City utiliza uma rede de estações meteorológicas especializadas, associada a modelos de previsão hidrometeorológica de altíssima resolução e recursos de inteligência artificial. A combinação desses recursos amplia a precisão na identificação de áreas que demandam maior atenção em situações relacionadas à temperatura, à chuva e à circulação. Na prática, a proposta é ampliar o uso de informações meteorológicas de alta resolução para identificar pontos de maior risco e subsidiar ações de prevenção e resposta a eventos climáticos.

Para a diretora-executiva da Funtec, Tatiany Barbiero, a relevância da iniciativa está justamente na utilização dessas informações para produzir resultados concretos para a população. “A efetividade de uma tecnologia se mede pelo resultado que ela traz para as pessoas”, pondera. “Quando fazemos a coleta de informações que podem ser usadas para antecipar situações e estabelecer políticas públicas, estamos fazendo um bom uso dos recursos disponíveis e construindo, de fato, uma cidade inteligente”, salienta.

Toledo selecionada – Segundo o presidente do Simepar, Paulo de Tarso de Lara Pires, a escolha do município levou em conta suas características urbanas e rurais. “Toledo reúne condições distintas das encontradas em Curitiba, primeiro polo do projeto, o que permite ampliar a experiência para uma realidade de porte e configuração diferentes, pois temos aqui um município com duas características interessantes: um centro urbano bem desenvolvido, crescente e uma área rural bem organizada”, observa. 

Para ele, a experiência também deve contribuir para preparar os municípios para situações de maior severidade. “Os eventos extremos são muito democráticos, atingem a todos de forma igual. O que muda é a forma com que cada um se prepara para eles. A forma como vamos atender a população será determinante para tornar as nossas cidades mais resilientes”, analisou.

Foto: Fabio Ulsenheimer/Secom

O prefeito Mario Costenaro associa a participação de Toledo à possibilidade de integrar informações, conhecimento e recursos ao planejamento municipal. “É uma iniciativa que não se limita à instalação de equipamentos ou à coleta de dados, mas envolve a capacidade de transformar essas informações em ações concretas, capazes de antecipar problemas, apoiar decisões e tornar a cidade mais preparada para diferentes desafios”, comenta.

Na avaliação do prefeito, a iniciativa também reforça o conceito de cidade inteligente como instrumento voltado ao bem-estar da população. “Uma cidade inteligente é a que se utiliza de todos os recursos para avançar no desenvolvimento de uma cidade que leve uma melhor qualidade de vida para as pessoas”, acrescentou.

Prevenção – Segundo o promotor Giovani Ferri, titular da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Toledo [instância do Ministério Público do Paraná (MPPR) que atua na defesa do meio ambiente], a capacidade de prevenção diante dos eventos extremos precisa ser ampliada. “O Brasil definitivamente ingressou na era dos desastres ambientais e hoje é dever de todas as instituições adotar medidas preventivas”, alertou. “Desde 2012, o Brasil investiu R$ 6,8 bilhões em planos de prevenção em ações contra desastres e gastou R$ 21 bilhões para recuperar danos oriundos destes episódios”, comparou.

Na mesma linha, o vereador Professor Oseias, líder do Governo na Câmara Municipal e representante do Legislativo no evento, defendeu que a preparação considere a possibilidade de ocorrência de eventos extremos. “É preciso reconhecer os riscos e nos prepararmos para eles”, pontuou. “Sempre é preciso orar a Deus para que eventos climáticos extremos não nos atinjam. Porém, se acontecerem, devemos estar em alerta para saber como agir”, assinalou.

Fotos: Fabio Ulsenheimer/Secom

Participação regional – O lançamento reuniu autoridades municipais e estaduais, representantes de órgãos envolvidos com prevenção e resposta a desastres, instituições de ensino e pesquisa, entidades da sociedade civil e do setor produtivo. Também participaram representantes das Defesas Civis de seis municípios da região: Catanduvas, Medianeira, Mercedes, Nova Santa Rosa, São José das Palmeiras e Toledo. Profissionais da imprensa acompanharam a programação.

Programação técnica – Após a solenidade de abertura, a diretora-executiva do Simepar, Vanessa D’Avila, apresentou o Smart Climate City e detalhou a proposta de integrar informações meteorológicas de alta resolução à identificação de pontos de maior risco e ao planejamento de ações de prevenção e resposta a eventos climáticos. Na sequência, o coordenador executivo da Defesa Civil do Estado do Paraná, coronel do Corpo de Bombeiros Ivan Ricardo Fernandes, abordou o tema “Planos de Contingência e Fundo de Calamidades”.

O diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, apresentou posteriormente o tema “Instrução Normativa IAT nº 15/2026 e Obras Emergenciais e Preventivas”. A programação foi encerrada com o painel “El Niño – cenários e Impactos para a Região”, ministrado pelo meteorologista do Simepar, Leonardo Zucini Furlan.

Fonte: Secom/Pref. de Toledo

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