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Toledo conquista nota máxima do TCE e reduz em mais de 50% o atendimento à população em situação de rua

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A Assistência Social de Toledo vive um momento de reconhecimento. O município recebeu nota máxima do Tribunal de Contas do Paraná na avaliação do planejamento das políticas públicas do setor, resultado que evidencia organização, gestão e capacidade de execução. Mas a avaliação vai além dos documentos. Durante entrevista à Gazeta de Toledo, as secretárias Sheila Delava, do Desenvolvimento Humano, e Simone Ferrari, da Assistência Social, apresentaram números que ajudam a explicar esse reconhecimento: queda expressiva na demanda por atendimentos às pessoas em situação de rua, fortalecimento das ações de acolhimento, integração entre os órgãos públicos e ampliação das oportunidades de qualificação profissional. Confira os principais destaques.

Nota 10

Não é comum um município conquistar nota máxima em uma avaliação do Tribunal de Contas do Paraná. Toledo conseguiu. O reconhecimento coloca o município entre as referências estaduais em planejamento, gestão e execução das políticas públicas de Assistência Social.

Além da burocracia

A nota máxima não é concedida apenas pela organização de documentos. O TCE-PR avalia planejamento, monitoramento, execução das ações, estrutura da rede de atendimento, transparência e capacidade de gestão. Ou seja, o reconhecimento é consequência de uma política pública estruturada.

O número mais importante

Talvez o dado mais significativo apresentado pelas secretárias seja justamente aquele que diminuiu. Em 2025, a Assistência Social atendeu 1.132 pessoas em situação de rua. Em 2026, esse número caiu para 556. A redução superior a 50% demonstra que menos pessoas precisaram recorrer aos serviços de acolhimento.

Menos abordagens

A redução da população em situação de rua também aparece no trabalho das equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS). Em 2025 foram realizadas 7.651 abordagens. Em 2026, esse número caiu para 2.653, indicando uma menor necessidade de intervenções permanentes.

Reflexos nas

Os números da Assistência Social acompanham os indicadores da segurança pública. Em 2025, a Guarda Municipal participou de 612 abordagens envolvendo pessoas em situação de rua. Neste ano, foram 257. As prisões também diminuíram: de 25 registros para 8. A atuação integrada entre Assistência Social, Guarda Municipal, Ministério Público, Judiciário e forças policiais é apontada pela administração como um dos fatores para essa redução.

Menos emergências

A queda da demanda também aparece nos atendimentos emergenciais. A distribuição de kits de higiene caiu de 292 para 94. Os cobertores entregues passaram de 152 para 59, enquanto os sacos de dormir reduziram de 52 para 23.

Ação do frio

Até mesmo a Operação Frio registrou redução no número de atendimentos. Em 2025, 52 pessoas foram acolhidas durante a ação. Em 2026, o número caiu para 23, acompanhando a redução da demanda observada ao longo do ano.

Recomeço

Segundo Sheila Delava e Simone Ferrari, os resultados não aconteceram por acaso. A Operação Recomeço consolidou a integração entre Assistência Social, Guarda Municipal, Polícia Militar, Ministério Público, Poder Judiciário e demais instituições. A estratégia combina acolhimento, tratamento para dependência química, reinserção social, qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que garante o cumprimento da legislação.

Assistência que gera oportunidades

Outro destaque da entrevista foi a política de qualificação profissional. A Secretaria de Desenvolvimento Humano ampliou a oferta de cursos gratuitos e programas de capacitação, aproximando trabalhadores das vagas disponíveis no mercado. A proposta é clara: substituir a dependência permanente por autonomia, emprego e geração de renda.

Gestão técnica

A busca por resultados também passa pela capacitação dos gestores. Nesta semana, a secretária Simone Ferrari participa, em Curitiba, do Seminário Estadual sobre a Política Nacional de Cuidados. O objetivo é trazer novas experiências e estratégias para fortalecer ainda mais a rede de proteção social de Toledo.

O objetivo era diminuir

Os indicadores apresentados revelam uma lógica diferente da maioria das políticas públicas. O sucesso da Assistência Social não está em aumentar o número de atendimentos, mas em reduzir a necessidade deles. Menos pessoas nas ruas significam menos abordagens, menos acolhimentos emergenciais, menos distribuição de insumos e, principalmente, mais cidadãos reconstruindo suas vidas. Talvez esse seja o principal indicador que explica a nota máxima conquistada por Toledo junto ao Tribunal de Contas do Paraná.

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Edição nº2824 – 16/06/2026

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