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Toledo aposta em projetos nas escolas para aproximar jovens das urnas

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Justiça Eleitoral de Toledo desenvolve ações para aproximar crianças e jovens do processo democrático, com atividades nas escolas e iniciativas como o Parlamento Jovem. Foto: NRE

Da Redação

Justiça Eleitoral destaca ações como o Parlamento Jovem, que reproduz etapas de uma eleição e busca estimular a participação política de estudantes no município

A proximidade das Eleições 2026 volta a colocar em debate um desafio permanente da democracia: como ampliar o interesse dos jovens pelo processo eleitoral e reduzir o distanciamento em relação às urnas. Em Toledo, a Justiça Eleitoral reconhece essa dificuldade e aposta principalmente em ações de educação política e cidadania desenvolvidas dentro das escolas.

A juíza eleitoral da 75ª Zona Eleitoral de Toledo, Dra. Denise Terezinha Corrêa de Melo, afirma que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná mantém projetos voltados justamente à aproximação dos estudantes com a Justiça Eleitoral e com o funcionamento do processo democrático.

“Tem projetos no Tribunal nesse sentido, com os próprios colégios. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná tem um projeto para chegar às escolas e esclarecer os estudantes a respeito da Justiça Eleitoral”, explica.

Segundo a magistrada, essas ações buscam mostrar aos jovens, na prática, como funciona uma eleição e qual é a importância da participação política. Ela reconhece, porém, que ainda há dificuldade em ampliar o interesse dessa faixa etária.

“O nosso Tribunal Regional Eleitoral já vem fazendo esse trabalho através desses projetos, mas, mesmo assim, a gente não está tendo um avanço na procura da Justiça Eleitoral pelos jovens, infelizmente”, afirma.

Uma das principais iniciativas é o Parlamento Jovem, programa coordenado pela Justiça Eleitoral do Paraná que permite aos estudantes vivenciar etapas semelhantes às de uma eleição real, como registro de candidaturas, campanha, apresentação de propostas, debates e votação com urnas eletrônicas oficiais. Em 2026, o projeto mobilizou mais de 26 mil estudantes no Paraná.

A proposta é aproximar os alunos do processo democrático desde cedo. Depois da eleição, os estudantes escolhidos são diplomados e empossados como vereadores mirins ou jovens, passando a participar de atividades legislativas nas Câmaras Municipais.

Em Toledo, a experiência também foi acompanhada pela Justiça Eleitoral. A juíza Denise Corrêa de Melo lembra que participou de uma atividade na Câmara Municipal envolvendo vereadores mirins e destacou o caráter pedagógico do projeto.

“É um incentivo para que eles possam participar de um processo eleitoral dentro da escola”, observa.

Para a magistrada, a experiência vai além do momento da votação. Os estudantes eleitos passam a acompanhar o funcionamento do Legislativo, participam de atividades e podem apresentar propostas, reproduzindo, em caráter educativo, parte da rotina parlamentar.

“Eles têm um período em que vão participar de todo o processo como vereadores mirins dentro da Câmara Municipal. Podem apresentar projetos. É bastante interessante”, destaca.

O chefe do Cartório da 75ª Zona Eleitoral, Frederico Amorim, explica que a Justiça Eleitoral participa diretamente da realização das eleições estudantis, inclusive com o fornecimento das urnas.

“A Zona Eleitoral fornece as urnas eleitorais no dia da votação. Há todo um processo nos colégios e, a partir dessas eleições, são escolhidos os vereadores mirins”, relata.

Segundo Amorim, após a votação, os estudantes passam também pelo processo de diplomação, etapa semelhante àquela realizada nas eleições oficiais.

“Houve a diplomação desses vereadores mirins em uma solenidade on-line promovida pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral”, acrescenta.

O TRE-PR informa que o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas no estado. O objetivo declarado é aproximar os jovens da Justiça Eleitoral e proporcionar conhecimento prático sobre eleições, funcionamento do Legislativo, diálogo, responsabilidade e participação democrática.

Além do Parlamento Jovem, o Tribunal também mantém outras iniciativas voltadas à participação dessa faixa etária. Em 2026, por exemplo, o TRE-PR promoveu um concurso de vídeos curtos sobre o voto jovem, destinado a estudantes dos ensinos médio e superior. Dados divulgados pelo próprio Tribunal indicavam cerca de 1,7 milhão de eleitores entre 15 e 29 anos no Paraná no início de 2026.

Para a Justiça Eleitoral, a aposta está justamente na formação. Ao permitir que crianças e adolescentes conheçam a urna eletrônica, participem de campanhas simuladas, apresentem propostas e exerçam funções semelhantes às de representantes eleitos, o objetivo é tornar o processo eleitoral menos distante e mais compreensível.

Em Toledo, a expectativa é que experiências como essa ajudem a despertar o interesse das novas gerações e ampliem, ao longo do tempo, a participação dos jovens na vida democrática.

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