Marcelo Queiroga destacou a importância do parque tecnológico brasileiro na produção de vacinas Covid-19 e do acesso aos imunizantes para os países do bloco

Resultado de um parque tecnológico estruturado, cerca de 65% das doses de vacinas Covid-19 já distribuídas pelo Ministério da Saúde foram fabricadas em território nacional. Esse foi um dos destaques que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, apresentou no Seminário Técnico sobre Acesso a Vacinas Covid-19 no Mercosul, que acontece presencialmente nesta terça-feira (9), nas instalações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

“Temos consciência de que o vírus não vê fronteiras. Sabemos que ninguém estará seguro até que todos estejamos seguros. Reconhecemos a imunização extensiva contra a Covid-19 como bem público global e reiteramos nosso compromisso em trabalhar nesse sentido”, concluiu.

O ministro afirmou que, para além das fronteiras brasileiras, o país tem apoiado discussões e iniciativas que tenham o objetivo de fortalecer a capacidade produtiva da região e aumentar o acesso a vacinas, como a da Covid-19. “O Mercosul é locus [lugar] por excelência para iniciarmos esse debate”, afirmou.

Ele destacou que Brasil e Argentina, que compõem o bloco econômico, foram escolhidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em setembro do ano passado, como centros regionais para o desenvolvimento e produção de vacinas de mRNA na América Latina e Caribe. Queiroga afirmou que, no seminário, será possível identificar possíveis complementariedades e discutir arranjos produtivos que busquem não apenas aumentar o acesso, mas garantir a autossuficiência regional de imunizantes.

Por meio de vídeo, o ministro participou da abertura do evento, que também contou com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, que destacou que o acordo de transferência tecnológica e a escolha da OMS são contribuições da Fiocruz para ampliar a produção de vacinas que têm salvado vidas em todo o mundo. “Isso tem que se somar a outras. Nenhuma instituição sozinha será capaz de dar respostas definitivas a esse grave quadro pandêmico, que requer um amplo esforço regional nas cadeias produtivas locais”, afirmou.

Além deles, participaram da abertura do evento o diretor de Mercosul e Integração Regional do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Michel Arslanian, e o diretor do Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maurício Zuma. Fonte: Por Dyelle Menezes – Ministério da Saúde