O soro desenvolvido por cientistas brasileiros a partir do plasma sanguíneo de cavalos para o tratamento da Covid-19 pode ficar pronto em até cinco meses, informou Jerson Lima, presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e coordenador do projeto.

De acordo com Lima, o soro é semelhante aos já utilizados em tratamentos contra picadas de cobras ou para evitar a infecção pelo vírus da raiva. 

“Gosto de comparar principalmente ao soro antirrábico, um vírus extremamente letal, mas que o soro é 100% eficiente em frear a progressão da doença”, explicou o pesquisador complementando que o público-alvo do soro serão pacientes hospitalizados com a Covid-19.

“Estamos esperançosos porque quando olhamos o histórico do uso desses soros nos últimos 100 anos eles têm sido altamente eficientes”, destacou. 

Ainda segundo Lima, entre 200 e 300 cavalos conseguirão produzir até 100 mil doses do soro anti-Covid. Os estudos iniciais indicaram que o soro apresenta anticorpos neutralizantes até 50 vezes mais potentes contra o novo coronavírus do que os presentes nos plasmas de pessoas recuperadas da Covid-19. Agora, os pesquisadores aguardam uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar os testes em seres humanos.

“Na próxima semana, devemos formalizar a solicitação para a Anvisa e para a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa para realizar o estudo clínico [com pessoas]. Estudo será feito em duas fases para ter segurança e eficácia no tratamento. Se tiver sucesso, esse estudo clínico deve durar entre um e dois meses. Então, estamos falando de três a quatro meses [para o soro ficar disponível à população]”, concluiu Lima. Fonte:CNN

(Edição: André Rigue)