O Sindicato Rural Patronal de Toledo deu início ao processo de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027. A deliberação ocorreu em assembleia extraordinária realizada no dia 29 de abril, reunindo associados para definir os encaminhamentos formais e a composição da comissão responsável pelas tratativas com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Durante a assembleia, os associados elegeram dois representantes para integrar a comissão de negociação junto com a diretoria do Sindicato: Aldacir Tonello e Vitorino Cerutti. Na sequência, foi aprovada a autorização e outorga de poderes ao presidente da entidade e à comissão constituída para celebrar a Convenção Coletiva de Trabalho ou, se necessário, conduzir o processo de Dissídio Coletivo referente ao período 2026/2027.
O advogado Matheus Limberger, do escritório Bagio Advogados Associados, que presta assessoria ao Sindicato Rural de Toledo, participou da assembleia e detalhou a importância do instrumento jurídico. Segundo ele, a convenção coletiva é firmada anualmente entre os Sindicatos Patronal e Laboral, com o objetivo de ajustar normas trabalhistas de forma equilibrada. “São tratadas questões internas dos sindicatos, aspectos financeiros, como pagamentos e adicionais, além de temas sociais que envolvem a relação entre empregador e empregado”, explicou.
Limberger destacou ainda que a longa tradição de diálogo entre as entidades, que já soma mais de duas décadas, fortalece a transparência e a colaboração entre as partes. “Isso demonstra que ambos os sindicatos atuam com um único objetivo, que é o bem dos seus representados”, afirmou.
Outro ponto ressaltado pelo advogado é a segurança jurídica proporcionada pela Convenção Coletiva. “Ela garante previsibilidade tanto para o empregador quanto para o empregado. É um instrumento que, uma vez firmado, deve ser seguido rigorosamente. A Convenção faz lei entre as partes”, pontuou.
O diretor tesoureiro do Sindicato Rural de Toledo, Reginaldo Gongoleski, também enfatizou a relevância da participação dos associados no processo. Para ele, a Convenção Coletiva é um documento essencial nas relações de trabalho e serve como referência, inclusive, em eventuais ações judiciais. “Em um processo trabalhista, a primeira coisa que o juiz solicita é a Convenção firmada entre os sindicatos. Tudo o que foi acordado está registrado ali, e isso dá segurança para todos”, destacou.
Gongoleski avaliou como positiva a abertura para que os associados integrem a comissão de negociação. “É uma oportunidade do associado entender melhor como funcionam os instrumentos do Sindicato e participar diretamente das decisões. Isso aproxima e fortalece a entidade”, concluiu.
Com a comissão formada e os poderes formalmente concedidos, o Sindicato Rural de Toledo inicia agora a fase de negociação com a expectativa de manter o histórico de diálogo e construção conjunta que marca a relação entre as entidades.
Fonte: SRT





