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Sindicato Rural alerta para impacto na produtividade da próxima safra 2026/2027 com alta dos fertilizantes

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Foto: SRT

O cenário de fertilizantes para a próxima safra acende um sinal de alerta no campo. Para o ciclo 2025/2026, já se observa uma combinação de preços em alta, margens cada vez mais apertadas para o produtor e aumento nos custos operacionais. Agora, com a possibilidade de escassez de produtos e o agravamento de tensões internacionais, especialmente no Oriente Médio, o tema volta ao centro das preocupações do agronegócio.

A dependência externa é um dos principais fatores de vulnerabilidade. Dados da Confederação Nacional da Indústria apontam que o Brasil importa 97,8% dos fertilizantes potássicos consumidos, além de 89,0% dos nitrogenados e 66,4% dos fosfatados. Esse cenário expõe o produtor rural às oscilações do mercado internacional, ao câmbio e a crises geopolíticas.

Nesse contexto, o presidente do Sindicato Rural de Toledo, Nelson Gafuri, avalia que a incerteza já impacta diretamente o planejamento da próxima safra. “O agricultor está esperando para ver o que vai acontecer. Mas, com certeza, vai complicar o custo de produção. Vamos ver se para de vez essa guerra para segurar os preços. Existe a possibilidade do agricultor diminuir a quantidade de adubo que vai pôr na lavoura”, alerta.

A relação entre adubação e produtividade é direta. A redução no uso de fertilizantes, como estratégia para conter custos, pode comprometer o rendimento das lavouras, mesmo em regiões com solos considerados de boa qualidade, como o Oeste do Paraná. “Conforme a adubação que se faz, você ter uma produção. Se aumentar muito o preço, com certeza vai reduzir a produção, porque o agricultor vai ter que começar a fazer cálculo, se vale a pena pôr ou se vale a pena diminuir. As terras aqui na nossa região são boas, mas ela pode perder, sim, a produção”, observa.

A CONTA QUE O PRODUTOR PRECISA FAZER

O presidente do Sindicato Rural de Toledo recomenda que, diante deste cenário, o produtor faça as contas, partindo de algumas variáveis. “Seria bom que fizesse análise de solo antes de diminuir a adubação para ter um parâmetro. Se ele não tiver uma análise de solo, pode até comprometer demais a renda. Por isso é importante ele fazer os cálculos, porque do jeito que está o preço do adubo, e o combustível também subindo, o agricultor vai ter que começar a fazer cálculo mais ajustados, porque senão não vai conseguir pagar as contas”, salienta.

MOMENTO DE COMPRA AINDA INDEFINIDO

E no momento, o agricultor está indo às compras de fertilizantes? “Quem financia geralmente vai comprar o adubo quando sai o financiamento, mas quem não financia, já fez base de troca nas empresas. Mas ainda eu acho que a maioria não fez compra de adubo. E na hora de comprar, ele tem que olhar bem a formulação. Ele pode até encontrar uma ou outra mais barata, mas tem que ver se compensa pela produção, senão vira só custo porque o serviço da máquina para ir lá na lavoura é o mesmo, independente da formulação”, comenta Gafuri.

ALTERNATIVAS

Algumas alternativas para esse problema do preço alto do fertilizante, poderiam ser maior utilização dos resíduos das granjas de suínos e aves ou mesmo a produção de organominerais. “Tem muitos agricultores que já passaram, o ano passado, por exemplo, o adubo orgânico, e esse ano já não depende tanto do adubo químico”, lembra Gafuri.

Contudo, há investimentos em algumas plantas industriais de produção de organominerais na região. Esta seria uma alternativa para o agricultor driblar esse problema do alto custo dos fertilizantes? O presidente do Sindicato Rural de Toledo considera que o adubo orgânico poderia ser mais acessível no que se refere ao preço. “Não sei se o imposto fica muito caro para quem produz. Mas hoje o adubo orgânico está quase o preço do químico”, diz. Apesar do potencial, o custo do adubo orgânico ainda limita sua adoção em maior escala, indicando a necessidade de políticas de incentivo e revisão de cargas tributárias.

Fonte: SRT

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