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Setembro Amarelo: A desconstrução da pessoa e o flerte com a morte

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Por um integrante do Grupo Aconchego- Toledo

Negação, inconformismo e aceitação, a presença narrativa temo objetivo de descrever a luta e a convivência diária de uma pessoa acometida pela depressão, doença essa conhecida como o mal do século, é indesejável, mas hoje esta no nosso meio.

Longe de entender medicina, psicologia, psicanálise, psiquiatria ou a cientistas, o humano como ser pensante usa a parte acessível do cérebro, chamada mente consciente, talvez sequer lembre-se da existência da mente  subconsciente, o arquivo implacável que age se você acioná-lo ou não.

Aqui pretendo abordar um assunto que parece fictício, mas é a realidade de milhões  de pessoas, vista com meus próprios olhos e sentido na minha existência comportamental cotidiana. Só posso falar por mim, pois o que sinto é exclusivo meu. Mas acredito que todas as pessoas que sofrem de depressão, convivem com uma sociedade leiga, julgadora, preconceituosa e senhora da razão, por isso a pessoa acometida, além de lidar com a doença em si, carrega nos ombros uma sociedade discriminatória.

Uma vez diagnosticado com depressão o paciente até entende que foi acometido por este ou aquele motivo em determinada época de sua vida, o que não consegue entender é o “modus operandi” de como a doença age a rigor, ou seja, no princípio o louco é o médico e você resolve. A incompreensão de algo invisível degenerando a sua mente com pensamentos negativos é tão impetuoso que em boa porcentagem, ao colocar você contra si mesmo te leva a um trágico fim.

A não procura da tentativa de cura, tratamento ineficaz, e deixar-se levar, acarretará em problemas sérios para a pessoa afetada, sua família e no meio onde vive, pois a degeneração da mente em estágio avançado trará consigo a desconstrução da pessoa, além da mente, o corpo perecerá.

A convivência diária com esse processo invisível e degenerativo que vem desconstruindo a tua existência de modo ferrenho e eficaz é lento, progressivo e muito dolorido, de maneira absurda te convence a sobrepor-se de quem você realmente é para ser quem a doença quer que você seja. Uma vez dominado, com a mente desesperançada, você começa a questionar a própria existência, o sentido da vida tomado pelo desânimo e desinteresse toma conta, e onde havia vida e luz passa a haver trevas e escuridão, procura-se um culpado para despejar o ódio e a ingratidão. O álcool e congêneres passam a fazer parte do cardápio dessa receita. O que traz grande angústia e sofrimento é saber que uma vez dominado pela depressão, na receita elaborada você para parte do cardápio a ser devorado, verás em ideias mirabolantes meios de como acabar com tudo, ou seja, sacrificar a vida com o intuito de fugir do problema.

Flertar com a morte passa a ser um plano agradável, não culposo e resolutivo. Esses são os pensamentos com relação a depressão, contudo se chegar no fundo do poço, olhe para cima e veja a luz, a luz da esperança que lhe guia em busca de ajuda, não estou curado ainda, mas lutarei sempre contra as trevas, pois escolho a vida e cito John Kennedy quando diz: “ O merecimento maior pertence ao homem que se encontra na arena, com rosto manchado de poeira, de suor e de sangue, que conhece os grandes entusiasmos, as grandes devoções, que sacrifica a si próprio por causa digna, e experimenta no final o triunfo de uma grande realização, e se fracassa, pelo menos fracassou ao desejar grandes coisas, e por isso mesmo seu lugar nunca poderá ser tomado por essas almas frias e tímidas que não conhecem nem vitórias nem derrotas.”

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Edição nº2807 – 29/01/2026

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