Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Sessão extraordinária: Rito em dia, política alinhada

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
O Legislativo analisa homenagear duas ocupações profissionais com dias no Calendário Oficial do Município: o feirante e o produtor de cerveja artesanal. Na manhã de sexta-feira (31), os vereadores receberam a comunidade e representantes dos setores para debater os projetos, no Auditório e Plenário Edílio Ferreira. As duas matérias estão em tramitação na Câmara de Toledo. A Comissão de Educação, Cultura e Desporto (CEC) organizou a audiência pública para ouvir as partes envolvidas. O órgão é composto por Professora Marli (MDB), presidente; Sergio Japonês (PL), vice-presidente; Valdir Gomes (União Brasil), secretário; Professor Oseias (PP) e Pedro Varela (PP). Dia Municipal do Feirante (Projeto de Lei n° 173/2025) Os autores classificam a iniciativa como uma “oportunidade de reconhecer o trabalho dos feirantes, que desempenham um importante papel no abastecimento de alimentos frescos e na promoção da economia local”. O projeto foi elaborado pelos vereadores Gabriel Baierle (União Brasil), Valdir Gomes (União Brasil), Sergio Japonês (PL) e Roberto de Souza (PT). Se o projeto for aprovado na Câmara e sancionado pelo Executivo, o Dia Municipal do Feirante será comemorado, anualmente, no dia 15 de agosto. A Prefeitura poderá promover eventos, campanhas e atividades alusivas à data, voltadas à valorização do setor, em parceria com entidades de classe, associações e feirantes. Os autores, em justificativa, argumentam que “diante da importância econômica, social e cultural dos feirantes para o município, a aprovação deste projeto representa um ato de justiça e reconhecimento a esses profissionais que, com dedicação e esforço, contribuem significativamente para a qualidade de vida da população”. Marlene Primão, presidente da Associação dos Feirantes de Toledo (Afertol), representou a classe. “É um dia que a gente esperava ser comemorado mesmo. É importante para nós, feirantes, e também para a cidade de Toledo. É uma associação que leva benefício a todos, leva o produto fresquinho, de qualidade, a todos os toledanos. Nos sentimos muito honrados com essa comemoração que vamos ter: o Dia do Feirante”, agradeceu. As feiras são realizadas em Toledo de terça a domingo. Às terças-feiras, no Jardim Pancera e no Jardim Gisela. Às quartas-feiras, no Centro. Às quintas, no Jardim Coopagro e no Jardim Europa. Às sextas, na Vila Pioneira, no Jardim Porto Alegre e no distrito de Vila Nova. Aos sábados, no Industrial e no Panorama. Aos domingos, na Pioneira, próximo à Praça das Bandeiras. Segundo Marlene, o ofício costuma passar dos pais para os filhos. “Eu acho que é bem familiar. Meu filho tá aí, ele é um feirante junto comigo, ajuda a produzir. Na maioria das famílias que estão nas feiras, os filhos continuam”, disse. Em torno de 55 feirantes estão associados. De acordo com a presidente, a Associação teria condições de atender mais bairros, se necessário, com a organização da logística entre os comerciantes. Os representantes parabenizaram pela inclusão no Cesar Park, com o início das atividades em breve. Dia do Produtor de Cerveja Artesanal (Projeto de Lei n° 181/2025) Elaborado pelos vereadores Jairo Cerbarro (DC) e Bruno Radunz (Republicanos), o projeto visa instituir o “Dia Municipal do Produtor de Cerveja Artesanal”. O texto original prevê inserir a data no dia 31 de janeiro. Porém, o vereador Bruno Radunz apresentará uma Emenda Modificativa para fixar a comemoração no dia 30 de janeiro. Os principais objetivos da matéria são reconhecer a importância cultural, social e econômica dos produtores de cerveja artesanal para o Município; valorizar o empreendedorismo local e estimular a formalização de micro e pequenas empresas ligadas ao setor; promover ações de divulgação, incentivo ao consumo consciente e responsável, bem como fomentar o turismo gastronômico; e apoiar iniciativas de capacitação, inovação e sustentabilidade na produção da cerveja artesanal. João Carlos Belotto, em nome da Confraria dos Cervejeiros Artesanais de Toledo (Concerva), defendeu o impacto social e econômico o setor. “A cerveja, historicamente, sempre esteve presente: em nascimentos, casamentos, festas, comemorações, começo da produção e final da produção. Ela sempre teve seu caráter social muito importante (...) o movimento cervejeiro artesanal está crescente no mundo inteiro. No Brasil e em Toledo, isso não é diferente (...) hoje, a gente tem a maior associação de produtores de cerveja artesanal do Paraná. Temos 120 associados diretos. Toledo tem cerca de 300 ‘paneleiros’. É um mercado muito grande, em ascensão”, afirmou. Os vereadores defendem que, além de gerar emprego e renda, a atividade “contribui para o fortalecimento do turismo gastronômico e para a valorização da identidade cultural local. Cada produto desenvolvido carrega, em essência, a criatividade, a dedicação e o conhecimento técnico do profissional, que busca conciliar tradição e inovação em prol de um mercado diferenciado e cada vez mais consolidado”. No fim de abril, a Câmara de Toledo aprovou o Projeto de Lei n° 50/2025, que ‘Declara de utilidade pública municipal a Confraria dos Cervejeiros Artesanais de Toledo (Concerva)’ de autoria dos vereadores Bruno Radunz e Gabriel Baierle. A matéria foi sancionada na forma da Lei n° 2.916/2025. Assista à audiência A gravação do evento está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=8EM_Ew76GE8 Hiury Pereira – Departamento de Comunicação Foto: Michelly Domiciano – Departamento de Comunicação

A convocação da Sessão Extraordinária da Câmara de Toledo para esse dia 19 às 16h, não foi apenas cumprimento formal do Regimento. Foi, sobretudo, um gesto claro de sincronização institucional: Executivo pede urgência, Legislativo responde com agenda e quórum. O relógio político de 2026 já começou a girar.

Extraordinária no nome, estratégica no conteúdo

A pauta é enxuta, mas cirúrgica. Estrutura administrativa, política tributária, habitação popular e ajustes de gestão entram juntos no plenário. Quando temas sensíveis avançam sem ruído, o recado é direto: há alinhamento e método.

Executivo propõe, legislativo organiza

Projetos centrais do Executivo ganham prioridade e tramitação célere. Não há atropelo, há coordenação. A Câmara assume o papel de garantir segurança jurídica enquanto o Executivo prepara o terreno para um ano de execução mais previsível.

Estrutura hoje, entrega amanhã

Reorganizar cargos, ajustar regras fiscais e destravar patrimônio público no fim de 2025 não é pressa: é planejamento antecipado. Quem arruma a casa agora quer menos improviso e mais entrega em 2026.

Quando o plenário anda, a cidade sente

Sessões extraordinárias costumam gerar desconfiança. Desta vez, sinalizam outra coisa: harmonia institucional. Executivo e Legislativo falam a mesma língua quando o objetivo é garantir continuidade administrativa e reduzir ruídos políticos no próximo ano.

2026 começa antes do réveillon

A mensagem é clara: não se governa apenas com discurso de janeiro. As bases legais, administrativas e políticas estão sendo lançadas agora. Alinhamento hoje é governabilidade amanhã.

Solo urbano sai do gabinete e vai para o plenário

Não é detalhe administrativo. Quando parcelamento do solo e zoneamento urbano entram em audiência pública, a Câmara de Toledo sinaliza que a cidade começa a tratar crescimento urbano como política de Estado — e não como decisão de balcão. Os projetos em debate mexem diretamente com o valor da terra, o ritmo da expansão urbana e o custo da cidade para quem mora e para quem investe. A presença da sociedade, agora oficialmente convocada, é o único antídoto contra decisões que, quando tomadas no silêncio, costumam gerar distorções duradouras. Planejamento urbano não é favor técnico: é pacto coletivo.

Zoneamento é poder — e o jogo está aberto

Poucas leis concentram tanto poder quanto as que definem onde pode, onde não pode e quanto pode construir. Alterar regras de parcelamento e uso do solo significa mexer em interesses econômicos pesados, expectativas imobiliárias e estratégias políticas de longo prazo. Ao abrir prazo para sugestões e colocar os projetos sob o crivo público, a Comissão Especial assume um risco calculado: o de expor o debate. Mas também cumpre o rito democrático que costuma faltar quando o assunto é cidade. Quem entende o jogo sabe: zoneamento não é técnico apenas — é profundamente político. E, desta vez, o tabuleiro está visível.

O euísmo estadual

Há políticos que acreditam sinceramente — ou fingem muito bem — que recursos públicos brotam do chão assim que eles desembarcam na cidade. Basta um microfone, um anúncio e pronto: a obra nasce, o dinheiro aparece e a história começa ali, naquele discurso.

Curioso.

Porque, longe do palanque, há quem trabalhe antes da foto. Quem abre portas silenciosamente, constrói pontes políticas e mantém diálogo permanente com quem decide de verdade. Nesse capítulo — que raramente vira manchete — é impossível ignorar o papel de Luiz Ferreira, cuja relação direta e respeitosa com o governador e com secretários como Guto Silva, Alexandre Curi, Sandro Alex e Márcio Nunes faz toda a diferença entre promessa e execução.

Sem essa articulação, talvez os números anunciados fossem outros. Menores, quem sabe. Ou apenas intenções.

Mas, como sempre, na política brasileira, há quem chegue para cortar a fita… e há quem tenha segurado a porta aberta o tempo todo.

Entrevista de sábado

Neste sábado, dia 20, recebo o deputado federal Dilceu Sperafico para falar de números e poder político real.
Quantas sessões participou? Qual seu índice de presença e atuação no Congresso Nacional?

(Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

Na conversa, Sperafico também analisa o cenário de 2026, a importância de Toledo eleger um deputado estadual local e comenta os impactos de mais de R$ 57 milhões em emendas destinadas ao município.

Entrevista de sábado I

No próximo dia 27 de dezembro, recebo Gabriel Baierle, presidente da Câmara Municipal de Toledo. Em pauta, um ano turbulento, os resultados da reestruturação do Legislativo, a defesa das sessões itinerantes e o debate — sensível e inevitável — sobre o aumento do número de cadeiras na Câmara.

Cidadania em sua essência.

Do latim civitas, pertencimento à cidade, a política ganha sentido quando se traduz em atitude. Na imagem, o vereador Marcos Zanetti (Cidadania) ao lado do pré-candidato a deputado federal Marcelo Rosa, o Solitário Mudanças, cuja essência é a solidariedade — porque fazer o bem, sem olhar a quem, é a forma mais concreta de exercer a cidadania.

Contas  de 2021 a 2024 aprovadas, dúvidas intactas

A Câmara Municipal aprovou, por meio da Resolução nº 142/2025, as contas do Executivo referentes ao exercício de 2024. No papel, tudo regular. No rito, tudo correto. No discurso, superávit e “recursos livres” apresentados como selo de boa gestão.

Mas política fiscal não se resume à assinatura no parecer

A leitura fria dos números sugere que parte desse superávit tem mais de efeito ótico do que de robustez financeira. Recursos classificados como “livres” carregavam, na prática, compromissos futuros, vinculações informais e despesas apenas empurradas no calendário. Não é ilegal — mas tampouco é virtuoso. É contabilidade criativa travestida de prudência.

A aprovação, amparada no parecer técnico do Tribunal de Contas, encerra o processo formal. Não encerra o debate político. Porque regularidade não significa, necessariamente, eficiência; e conformidade legal não é sinônimo de saúde fiscal estrutural.

Fica a pergunta que não coube na resolução: o superávit refletia capacidade real de investimento ou apenas adiamento estratégico de obrigações? Os recursos eram, de fato, livres — ou apenas temporariamente disponíveis?

No fim, as contas foram aprovadas. A narrativa, não.
E em política, quando sobra discurso e falta execução concreta, o balanço pode até fechar… mas a dúvida permanece aberta.

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real