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“Senhor, como se está bem aqui! Vamos armar nossas tendas”

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

Estamos no 2º Domingo da Quaresma onde acontece a transfiguração de Jesus no Monte Tabor narrada pelo evangelista São Mateus (Mt 17,1-19). No monte acontece a transformação luminosa de Jesus diante de três dos discípulos, Pedro, Tiago e João, no caminho de Jerusalém e da Paixão. A experiência da transfiguração de Jesus é como um respiro diante do primeiro anúncio da Paixão e morte de Jesus na cruz.

Jesus deseja estar a sós com os discípulos no momento em que se comunica com o Pai.  Ali ele revela o mais profundo do seu ser: deve conduzir até o fim a missão que o Pai lhe confiou. Neste momento o homem-profeta da Galileia tem necessidade de confirmar seu propósito, uma vez que já se delineou que seu caminho passará pela cruz. Há sinais de rejeição a suas palavras, os discípulos começam a sentir medo. Neste momento Jesus sente que precisa da proximidade com o Pai, por isso a importância do silêncio e da oração. Moisés e Elias, representantes qualificados do Antigo Testamento, testemunham que a missão de Jesus é continuidade de tudo o que foi realizado no Antigo Testamento. Agora é Jesus quem revela Deus e seu reino. A voz do Pai confirma a missão de Jesus: “Este é o meu Filho amado, o meu predileto. Escutai-o”. Os discípulos não compreendem tudo o que acontece, somente sentem que é um momento de paz e a única coisa que querem é ficar ali: “Senhor, como se está bem aqui! Vamos armar tendas”.

O relato da transfiguração é colocado no período da Quaresma para mostrar a necessidade da busca de Deus que se encontra na contemplação e na oração. É só assim que será possível enfrentar os desafios da vida de cada dia: a experiência de Deus na oração sustentará a missão dos discípulos de anunciar a todos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Devemos subir ao monte da transfiguração para, depois, descer à planície trazendo luz para iluminar a vida.

A Transfiguração é uma antecipação, prefiguração, um anúncio do que será a Ressurreição: Jesus revela sua verdadeira identidade como Filho de Deus. O Reino de Deus é anúncio de que a vida e liberdade da Boa Nova são reais e possíveis. Jesus mostra também que todo ser humano é vocacionado a viver esta vida de plenitude que se realiza no seguimento de Jesus, na vida de comunidade e no serviço aos outros como dom, cuidado e libertação.

Finalmente, Jesus se aproxima dos discípulos e diz: “Levantai-vos, não temais!”. É um convite para colocar em prática, no cotidiano da vida, a missão como atitude de saída para ir ao encontro dos outros, especialmente os mais carentes e sofridos. É o que acontece com Abraão, ele é convidado a deixar a sua terra e seguir o chamado de Deus. Sair da própria terra na Quaresma é se arriscar no anúncio e vivência da Palavra de Deus: deixar para trás o que fazemos sempre do mesmo jeito e nos arriscar em deixar que Deus nos conduza na busca de um mundo melhor marcado por relações fraternas.

A Igreja, servidora do Deus da vida, fundada em Jesus Cristo, acredita sempre no Advento de uma nova era, marcada pelo amor e valorização da vida. A Campanha da Fraternidade 2023, retomando o tema da vida, chama a atenção para a situação de carência alimentar que existe entre nós. Recorda que a indiferença é um pecado e que precisamos trabalhar para nos importar com os outros. A compaixão é o antídoto da indiferença. “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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