A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou, nesta terça-feira (14), o requerimento do senador Sergio Moro (PL) para a realização de uma audiência pública destinada a debater as constantes quedas e oscilações de energia no Paraná. A audiência deve ocorrer entre a última semana de abril e o início de maio.
A proposta apresentada por Moro tem como principal objetivo discutir a qualidade da distribuição de energia elétrica no estado e cobrar explicações da Companhia Paranaense de Energia – Copel – e da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL – diante dos prejuízos acumulados por consumidores e produtores rurais.
Serão convidados para a audiência:
*Daniel Pimentel Slaviero, diretor-presidente da Copel;
*Ágide Eduardo Meneguette, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema FAEP);
*Paulo Henrique Rodrigues Pereira, secretário nacional do consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon/MJSP);
*Sandoval de Araujo Feitosa Neto, diretor-geral da Aneel;
*Edson José de Vasconcelos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP);
*José Roberto Ricken, presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar)
*Lideranças do setor produtivo do Paraná.
“Aprovamos a realização de audiência pública para ouvir o Presidente da Copel para que explique as constantes quedas no fornecimento de energia elétrica para o consumidor e as empresas paranaenses. Ao mesmo tempo, a Copel busca autorização para aumentar a conta de luz em até 51%, um pleito abusivo diante da má qualidade dos serviços”, afirmou Moro.

Na leitura do requerimento, o senador citou o exemplo de um produtor rural do município de Tupãssi-PR que registrou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 9 milhões após queda de energia danificar equipamentos essenciais, ocasionando a perda de cerca de 900 mil quilos de tilápias. Já em São Miguel do Iguaçu-PR, uma produtora relatou a morte de aproximadamente 20 mil aves, pelo mesmo motivo.
Moro ainda ressaltou que é favorável à privatização, mas fez ressalvas sobre o cenário atual. “Eu sempre fui favorável à privatização, mas o que a gente tem visto depois disso preocupa. Desde que a Copel foi privatizada, lá em agosto de 2023, começaram a se multiplicar relatos de oscilações, quedas e interrupções de energia em várias regiões do Paraná”, disse.
O senador reforçou que a mudança no controle da empresa não reduz suas responsabilidades. “A privatização não tira a obrigação da empresa, muito pelo contrário. Ela continua tendo que entregar um serviço adequado, contínuo e de qualidade para o povo paranaense. Isso está na lei e precisa ser cumprido”.
Mesmo com lucro de aproximadamente R$ 2,6 bilhões em 2025, a Copel é cobrada a oferecer um serviço compatível com sua rentabilidade, defendeu o senador. A audiência pública pretende, segundo Moro, promover transparência, reforçar a fiscalização e buscar soluções concretas para garantir a regularidade do fornecimento de energia no Paraná.
Fonte: assessoria





