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Semana do Agricultor valoriza quem faz de Toledo referência nacional no agronegócio

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Agricultores, autoridades e lideranças participaram do café colonial promovido pelo STAF durante a programação da Semana do Agricultor. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

Café colonial promovido pelo STAF reuniu agricultores, autoridades e lideranças para homenagear o homem do campo e reforçar a importância da agricultura familiar e do agronegócio para o desenvolvimento econômico e social do município

A programação da Semana do Agricultor, iniciada na última terça-feira (21) e que se estende até o dia 4 de agosto, teve sequência nesta sexta-feira (24) com a realização de um café colonial na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Agricultura Familiar de Toledo (STAF), reunindo agricultores, lideranças e autoridades em um momento de confraternização e reconhecimento ao trabalho desenvolvido no campo. No cardápio, pães, cucas, bolos, queijos, salames, café, leite e outras delícias preparadas com produtos da agricultura local.

RECONHECIMENTO – O presidente do STAF, Genuir Nodari, destacou a importância da valorização dos produtores rurais e do papel desempenhado pelo campo no desenvolvimento do município.

“É extremamente justo que se conceda esse reconhecimento a quem tanto produz pelo nosso município. Toledo não seria o que é hoje sem a força da agricultura. Somos a base de tudo o que se comercializa, e os recursos gerados por essa atividade retornam para impulsionar o desenvolvimento e a produtividade local. Devemos o nosso progresso e a qualidade de vida à força do campo”.

Segundo Nodari, embora o agronegócio tenha uma importância gigantesca e seja um dos pilares da economia nacional, a agricultura familiar exerce um papel igualmente essencial.

“Não podemos subestimar a importância da agricultura familiar, que é responsável por grande parte dos alimentos consumidos diariamente pela população. Em Toledo, ela é forte e muito representativa, como podemos observar nas feiras locais e no trabalho desenvolvido pelos sindicatos”.

O presidente também enfatizou a diversidade das propriedades rurais do município e a capacidade produtiva dos pequenos agricultores.

“As nossas propriedades rurais são marcadas pela diversificação. Mesmo em pequenas áreas, o agricultor familiar é altamente produtivo, desenvolvendo atividades como suinocultura, avicultura, piscicultura e pecuária leiteira. Atualmente, a agricultura familiar representa mais de 80% das propriedades rurais de Toledo”.

Nodari disse que o agronegócio e a agricultura familiar caminham juntos no fortalecimento da economia local.

“Também produzimos grãos e commodities que, em última análise, se transformam em alimentos. O agronegócio e a agricultura familiar fazem parte de um mesmo sistema, e a agricultura familiar está plenamente inserida nesse contexto. Toledo é indissociável do agronegócio, e a agricultura familiar é a base que sustenta todo esse grande complexo produtivo”.

Pães, cucas, bolos, queijos, salames, leite e café, todos produzidos no campo, fizeram parte do café colonial servido aos participantes. Foto: Gazeta de Toledo
Foto: Gazeta de Toledo

PIB POSITIVO – O deputado federal Dilceu Sperafico ressaltou a relevância do agronegócio para a economia brasileira e enalteceu o desempenho de Toledo no setor.

“Com absoluta certeza, o agronegócio merece não apenas o nosso respeito, mas a nossa reverência. Se o Brasil mantém um PIB positivo e uma balança comercial equilibrada, devemos isso, em grande medida, ao setor. De modo especial, a nossa região, o Oeste do Paraná, destaca-se pela alta produtividade, sendo Toledo um grande expoente. O município lidera o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Estado há 13 anos, um feito que nos enche de orgulho. Por isso, as homenagens e os encontros promovidos pelo sindicato são fundamentais para reconhecer a importância da agricultura. Sinto-me muito honrado pelo convite”.

Sperafico defendeu a ampliação das políticas de apoio ao setor, especialmente para fortalecer a permanência das famílias no campo.

“Embora o agronegócio e a agricultura familiar sejam fortes e competitivos, sabemos que ainda há espaço para avançar. O Brasil precisa valorizar ainda mais aquilo que tem de melhor. Falta um incentivo mais efetivo por parte do governo, especialmente do governo federal. Não me refiro a subsídios diretos, mas à criação de condições adequadas para o produtor, como um seguro agrícola eficiente e linhas de crédito com taxas de juros mais acessíveis e competitivas. Essas medidas facilitariam a vida do agricultor e, certamente, contribuiriam para que mais famílias permanecessem no campo”.

SEGURANÇA ALIMENTAR – O chefe do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Toledo, Paulo Salesse, enfatizou a importância dos agricultores para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar, reforçando a necessidade de valorização e apoio ao setor.

“É uma satisfação participar desta homenagem aos nossos agricultores, representando o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza. Todo dia é dia do agricultor, pois é do campo que vêm os alimentos que chegam à mesa de todos os brasileiros. Devemos muito a esses homens e mulheres que, com dedicação, garantem a nossa sobrevivência”.

Agricultores, familiares e lideranças participaram do café colonial em homenagem aos homens e mulheres do campo. Foto: Gazeta de Toledo

VBP E DESAFIOS – Salesse ressaltou que o excelente desempenho do Valor Bruto da Produção (VBP) da região também é resultado da força da agricultura familiar.

“Quando falamos do VBP, que ultrapassou R$ 5,16 bilhões em Toledo, não estamos falando apenas de grandes culturas como soja, milho e trigo. Esse resultado também é construído pela agricultura familiar, que produz frutas, verduras, legumes, mel, leite e centenas de outros alimentos. São mais de 300 produtos que compõem esse indicador, demonstrando a importância do pequeno produtor para a economia e para o abastecimento da população. O trabalho no campo é desafiador e exige muito esforço. Por isso, é fundamental que os poderes municipal, estadual e federal continuem investindo em políticas que garantam condições para que o agricultor permaneça produzindo. Parabenizo todos os homens e mulheres do campo, verdadeiros responsáveis pelo desenvolvimento da nossa região e pela produção dos alimentos que chegam diariamente à mesa das famílias”, afirmou Salesse.

70 ANOS DE ATUAÇÃO – O gerente regional do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em Toledo, Ivan Decker Raupp, ressaltou o papel da instituição no fortalecimento da agricultura familiar, por meio da assistência técnica, pesquisa, inovação e execução de políticas públicas.

“O IDR-Paraná completa 70 anos de atuação prestando assistência técnica, extensão rural, pesquisa e inovação. Esse trabalho tem impacto direto no campo. Um exemplo é que cerca de 70% das variedades de feijão consumidas no Brasil foram desenvolvidas por pesquisas da instituição”.

Raupp explicou que o foco do IDR-Paraná é oferecer suporte ao pequeno produtor em diversas cadeias produtivas.

“Atuamos ao lado da agricultura familiar nas áreas de pecuária leiteira, apicultura, fruticultura, olericultura e conservação de solos, além de executar políticas públicas voltadas à melhoria da infraestrutura rural, ao fortalecimento dos mercados institucionais e ao apoio às cooperativas, sindicatos e feiras locais. A agricultura familiar convive diariamente com desafios de mercado e com os efeitos das mudanças climáticas. O IDR-Paraná permanece ao lado do produtor, oferecendo apoio técnico e buscando fortalecer um setor que é fundamental para o desenvolvimento de Toledo, do Oeste e de todo o Paraná”.

HOMENAGEM – Produtor rural do distrito de Vila Nova, na comunidade de Vila Flórida, João Gregório, que atua na terminação de suínos e também na produção de soja, considerou justa a homenagem prestada aos agricultores durante a Semana do Agricultor.

“A homenagem é merecida, porque o agricultor tem enfrentado muitas dificuldades. Precisamos nos unir e lutar para que a nossa agricultura continue forte e para que o setor não seja prejudicado”.

Para João, os desafios sempre fizeram parte da vida no campo, mas se intensificaram nos últimos anos.

“Sempre houve altos e baixos, mas hoje a situação está mais difícil. Precisamos de condições melhores para continuar produzindo, porque é a agricultura que sustenta o nosso país”.

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