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Resultado do LIRAa faz Toledo acender sinal de alerta para o Aedes aegypti

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Da Redação

O Setor de Controle e Combate às Endemias divulgou, nessa quarta-feira, 8, os índices de infestação predial (IIP) referentes ao quarto Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LirAa) realizado em Toledo neste ano. E os resultados são preocupantes: entre segunda e terça-feira (6 e 7), os agentes de combate a endemias (ACEs) realizaram visitas em quase 1.800 imóveis (sorteados aleatoriamente por plataforma do Ministério da Saúde) de todos os bairros da cidade e em 4,6% das unidades foram encontrados criadouros do mosquito que transmite dengue, febre chikungunya e zika vírus.

Este índice está muito acima do recomendado pelos organismos nacionais e internacionais de saúde (1%), 318,18% maior que o registrado no levantamento anterior (1,1%). Essa ascensão fica ainda mais nítida ao se comparar com as quartas edições do LIRAa realizadas em 2021 (1,8%) e 2022 (2,6%). “É alto o risco de que poderemos ter uma epidemia. É bastante preocupante esse resultado”, alerta a coordenadora do Setor de Controle e Combate às Endemias, Lilian König.

Ela comenta que o LIRAa serve para dar um direcionamento em quais localidades têm de ser mais trabalhadas. “Iremos fazer as vistorias normais, que são as eliminações mecânicas. E precisamos conscientizar a população de Toledo que deve atender os agentes de endemias. Em outubro fizemos uma semana somente recuperando as casas que estavam fechadas, e encontramos muitas larvas. Se conseguirmos conscientizar a importância da vistoria dos agentes iremos conseguir reduzir esses números drasticamente. Eu já esperava esse resultado, o Setor de Endemias trabalha com comprometimento da nossa equipe que é muito boa, mas observamos que o problema está nos imóveis fechados, que é muito alto, cerca de 30 mil”, afirma Lilian.

Segunda a coordenadora 90% da responsabilidade é da população e 10% do poder público. “Que a população entenda a gravidade da dengue, que não é uma doença que pode levar a morte, mas é uma doença que sobrecarrega o sistema de saúde e não temos tempo para atender as crianças e os idosos. Em média temos 700 pessoas por dia em Toledo com sintomas de dengue”, menciona Lilian König.

Foto: Fabio Ulsenheimer/Decom/arquivo

Os bairros Fachini I (18,75%), Panorama I (16,21%), Croma II (15%), Parizoto (14,28%) e Rossoni II (13,79%) puxaram o IIP da cidade para cima. Pequenos depósitos móveis; lixo (recipientes plásticos, lata, sucatas e entulhos); outros depósitos de armazenamento de água; pneus; e depósitos fixos estão entre os objetos onde os focos do Aedes aegypti foram encontrados com maior recorrência durante o levantamento.

TERCEIRO LIRAA – O terceiro de 2023 foram realizadas visitas em cerca de 1.780 imóveis de todos os bairros da cidade e o índice de infestação predial (IIP) médio foi de 1,1%, abaixo das edições anteriores do LIRAa: 2,4% em janeiro e 4,3% em abril.

SEGUNDO LIRAA – No segundo LIRAa deste ano, realizado em abril, o IIP médio foi de 4,3%, muito acima do recomendado pelos organismos nacionais e internacionais de saúde (1%). 

PRIMEIRO LIRAA – Em janeiro foi feito o primeiro LIRAa deste ano. E o índice de infestação predial médio foi de 2,4%.

Casos confirmados

A situação referente às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti inspira cuidados desde já, pois, até o momento, houve a confirmação de 13 casos de dengue em Toledo (todos autóctones): 3 no Europa, 2 em Concórdia do Oeste, Coopagro e Santa Clara III (cada) e 1 no Independência, Panorama I, Parizotto e Porto Alegre I (cada).

Há ainda 54 pacientes aguardando o resultado do exame, que já deu negativo para outros 211 testes. Com isso, o número de notificações (quantidade de pessoas que procuraram serviços públicos e particulares de saúde com sintomas da doença) chegou a 278 no atual ano epidemiológico, iniciado em 1º de agosto de 2023.

Segundo Lilian König, o quarto LIRAa de 2023 reforça as perspectivas de uma iminente epidemia de dengue nos próximos meses, a qual só poderá ser evitada se toda a população fizer a sua parte. “A situação nos preocupa, pois todos os bairros estão com o índice acima de 1% e na grande maioria passa dos 5%.  Por isso, é fundamental que os moradores ajudem ainda mais, sobretudo atendendo bem os agentes de combate a endemias que fazem as vistorias nos imóveis. A colaboração de todos é mais que necessária, é urgente”, destaca.

Fonte: Decom/Pref. de Toledo

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