Ainda na noite dessa segunda-feira, publiquei nessa coluna o ofício com a resposta do vice-prefeito Ademar Dorfschmidt ao Ministério Público de Toledo, que exigia sua renúncia a um dos cargos.

Leia na íntegra:

Nas redes sociais, depois da repercussão da matéria publicada nessa coluna, foram inúmeras as manifestações, e em sua maioria os leitores se manifestavam a favor do vice-prefeito.

O próprio vice também foi às redes sociais demonstrar sua indignação, pois é sabido que a Lei Complementar do Município nº 11, no inciso XI do 2º parágrafo, permite ao vice “exercer outras atividades que guardem afinidade com o mandato de vice”. Ou seja, se o município de Toledo é um dos que banca mais de 35% dos custos do Ciscopar, é mais que justo participar dessa gestão.

Ademar assim se manifestou:

Bom dia !

Agradeço as várias mensagens recebidas.

Só pra deixar claro que estou bastante chateado, pois quero apoiar os municípios para abrir o regional!

Já tivemos no passado um ato interrompendo a restruturação do Regional pelo promotor Sandres, que é marido da Simone, que foi derrotada nas urnas pelo povo de Toledo.

Agora o filho da Simone, mulher do promotor Sandres, que é estagiário da Promotoria, que pediu para eu renunciar o mandato que o povo me outorgou nas urnas.

Temos um probleminha com a família Sandres, que nos impede de trabalhar.

Brasil acima da família! Sandres, o povo quer saúde.

Um “embuste”?

Doutor “Mauri Reffatti”, um filho de pioneiros de Toledo, hoje um magnânimo advogado que já atuou e ainda atua mantendo seu escritório em parceria com Dr. Ivan Brito, na capital brasileira chamada Brasília, em suas conversas com amigos quando o assunto é política e políticos, ele costuma repetir a palavra “embuste” a todo instante.

Confesso que essa palavra se encaixa muito bem no mundo jornalístico, pois procuramos atuar sempre com o devido cuidado para não dar notoriedade aos “embusteiros”. Pior ainda, é ver onde eles estão “lotados” e usurpando de suas prerrogativas. Infelizmente, nessa profissão não podemos fechar os olhos para esses últimos – e estranho – comportamentos de nossas “otoridades”, tanto lá, como cá.

Ao grupinho de “fura-filas” do Cisco

Adorei os presentes que vocês mandaram me entregar. Podem ter certeza que esse vírus vai trocar de nomenclatura, de CONVID-19 para “INCONSCIÊNCIA HUMANA -19”!

Uma “agulhada” de consciência

Pouco estou preocupado com os novos processos impetrados contra esse colunista, por parte de alguns péssimos funcionários do Ciscopar. Pouco me interessa se lá na frente terei que arcar financeiramente para com esses vermes que se dizem serem seres humanos.

Uma “agulhada” de consciência I

Pouco me importa ter que pagar um bom advogado para fazer minhas defesas junto às instituições que abrem portas ao improcedente quando na verdade deveriam ser “negado”, e não “acatado”, gerando abertura de investigações contra os acusadores, pelo simples fato de estarmos defendendo a “vida”.

Uma “agulhada” de consciência II

É muito difícil enxergar que estamos há mais de ano enfrentando e lutando contra o desconhecido vírus SARS CoV-2 e o COVID-19? É difícil ver que o país inteiro praticamente parou por conta dos agravos da pandemia e que em alguns momentos chegamos ao quase colapso na rede de saúde pública por falta de equipamentos e da vacina?

Uma “agulhada” de consciência III

Muitas pessoas sequer tiveram a chance de ficar em casa e entre elas estão esses nobres e valentes profissionais de saúde. Eles estão lutando contra o medo de se infectar e, por consequência, tiveram que se afastar de suas famílias. Muitos deles viram seus colegas contraírem a doença e não resistirem. Além de lutarem fisicamente, emocionalmente estavam sendo testados. Um desgaste muito grande.

Uma “agulhada” de consciência IV

Houve uma imensa mobilização nas redes sociais, pelo reconhecimento da bravura dos profissionais de saúde da linha de frente de combate à COVID-19. Corrente de aplausos e inúmeras demonstrações de empatia. Porém, ninguém imaginava que um ano depois de tudo isso que ocorreu, os mesmos profissionais de saúde que tanto sofreram com a angústia de não saber seus destinos, seriam parcialmente ignorados e desvalorizados perante o egoísmo de alguns.

Uma “agulhada” de consciência V

Nesse início de 2021, as mortes por contaminação pelo COVID-19 continuam a crescer, com pacientes sofrendo por falta de oxigênio, de respiradores e da própria vacina. Isso fez com que os profissionais de saúde seguissem desesperados e aflitos, até que no mês de janeiro desse ano, a esperança pareceu chegar.

Uma “agulhada” de consciência VI

As primeiras vacinas foram aprovadas para distribuição em caráter emergencial, afinal, com poucas doses, estas seriam direcionadas especificamente ao grupo de risco, grupo prioritário. Entre eles, os profissionais que atuam diretamente na linha de frente. Mas o que vemos é, além de uma falta de respeito, uma covardia e egoísmo sem dimensões. Pessoas que podem aguardar a sua vez, que têm a opção de ficar em casa, estão roubando a dose de esperança de quem não sabe o seu destino.

Uma “agulhada” de consciência VII

Falos dos fura-filas da vacina, que cometem lamentavelmente comentem um crime passível de diversos enquadramentos no Código Penal. Para os que sofrem, que lutam, a punição não é maior que o desgosto e angústia de ver o quão grande são o egoísmo e falta de empatia do ser humano.

Uma “agulhada” de consciência VIII

Senhor fura-fila, saiba que o maior crime que você estará cometendo é a falta de humanidade. Tenham consciência, esperem mais um pouco. Conseguimos passar um ano à espera. Não tirem a chance de sobrevivência de quem está lutando para salvar vidas. Seja consciente!