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Relatório técnico aponta descumprimentos na gestão do HRT

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Desde 2024 venho alertando nesta coluna: o problema do Hospital Regional de Toledo não era retórico, era gestão. Agora, a própria Comissão de Avaliação e Fiscalização (CAF), em ata oficial de janeiro de 2026, confirma aquilo que muitos tentaram minimizar.

O que antes era denúncia jornalística, agora é registro formal.

E o que o documento revela não é detalhe administrativo. É colapso operacional.

Estamos falando de:

  • Cardiologia sem atendimento ambulatorial desde outubro.
  • Anestesiologia, cardiologia e oftalmologia simplesmente não ofertadas em dezembro.
  • Avaliações pré-operatórias inviabilizadas por falta de especialistas.
  • Cirurgias suspensas sob alegação genérica de “falta de materiais”.

Mas quando a própria Comissão registra que não há clareza sobre quais materiais faltam, o que temos não é escassez — é falta de transparência.

E transparência não é luxo. É obrigação contratual.

O limbo das filas invisíveis

Pacientes saem da fila do município e entram em uma fila interna do hospital à qual os próprios municípios não têm acesso.

Represamento nos prontos atendimentos.
Pacientes aguardando indefinidamente.
Municípios sem controle.
Comissão sem acesso às listas.

Como fiscalizar o que não se pode ver?

Quando a fila é invisível, o sofrimento também vira estatística oculta.

Produção em queda. Pagamento garantido.

A taxa de ocupação cirúrgica caiu drasticamente a partir de setembro de 2025.

Repito: caiu drasticamente.

Enquanto isso, o contrato prevê valor fixo.

Ou seja:
A produção despenca.
O atendimento diminui.
Mas o pagamento continua.

A própria Comissão questiona o descompasso entre valor recebido e produtividade entregue.

Não é a oposição dizendo.
Está na ata.

Relatórios que não explicam, apenas justificam

A CAF registra:

  • Redução de agendas ambulatoriais.
  • Falta de dados da equipe multidisciplinar.
  • Exames de imagem sem detalhamento.
  • Ouvidorias não apresentadas.
  • Protocolos internos abertos sem resultados.
  • Indicadores qualitativos frágeis.
  • Justificativas repetidas meses após mês.

Um dos membros da Comissão se recusou a assinar os relatórios por não concordar com os números apresentados.

Isso não é detalhe burocrático.
É quebra de confiança técnica.

Falta de material… ou falta de narrativa coerente?

Em visita técnica realizada em dezembro de 2025, membros da CAF registraram grande quantidade de insumos e equipamentos disponíveis na Central de Abastecimento Farmacêutico, Centro Cirúrgico e CME.

Ou seja:
A alegação de falta generalizada de materiais não se sustentou integralmente na vistoria.

Se há material, por que não há cirurgia?
Se há insumo, por que há fila?
Se há contrato, por que há queda de produção?

Notificação extrajudicial: o sinal amarelo já virou vermelho

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já expediu notificação extrajudicial diante:

  • Do não atendimento às solicitações da Comissão.
  • Das justificativas consideradas insuficientes.
  • Da dificuldade de uniformização dos dados.
  • Da sugestão formal de suspensão de pagamento diante da queda de produção.

A Comissão não tem poder deliberativo. Mas deixou o recado.

Cabe agora à Secretaria agir.

Não é ruído político. É documento oficial.

Quando uma ata registra:

  • Especialidades suspensas,
  • Cirurgias reduzidas,
  • Indicadores em queda,
  • Falta de transparência,
  • Inconsistências técnicas,
  • Produção menor com pagamento fixo,

não estamos diante de narrativa.
Estamos diante de gestão sob suspeita formal.

E saúde pública não tolera improviso administrativo.

A pergunta que não quer calar

Até quando Toledo aceitará um hospital que entrega menos enquanto recebe o mesmo?

Contrato oneroso exige responsabilidade onerosa.

Gestão de saúde não é experimento.
É vida real.
É fila real.
É dor real.

Crédito a quem está enfrentando o problema

É preciso reconhecer: a Secretaria Municipal de Saúde notificou formalmente a instituição e levou o caso para análise técnica. Agora, espera-se firmeza.

Cabe à Secretaria e ao prefeito colocar um ponto final nesse ciclo de justificativas repetidas e resultados decrescentes. Porque quando o contrato deixa de proteger o cidadão, ele precisa ser revisto. E quando a gestão falha, a omissão não pode ser a resposta.

Toledo não pode pagar por um hospital que funciona no papel e falha na prática.

Secretaria de Administração: a engrenagem que move a Prefeitura

Nesse sábado, 21, recebo o secretário de Administração de Toledo, Marcelo Marques. Ele não aparece em inaugurações nem corta fitas, mas é por onde passa toda a engrenagem da Prefeitura. Contratos, licitações, folha de pagamento, compras e organização interna. Se esse setor falha, a máquina trava. Simples assim.

Eleições 2026 já movimentam o tabuleiro

Também estará comigo o advogado Carlos Henrique Poletti Papi, representante da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PR. Na pauta: regras do pleito, cenário político e o convênio com a Câmara de Toledo. Para quem pensa em disputar mandato, 2026 começa agora — e orientação jurídica não é opcional, é estratégica.

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Edição nº2808 – 13/02/2026

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