Por Marcos Antonio Santos
Para o presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), empresário Rainer Zielasko, se pagou no Paraná por muito tempo um pedágio caríssimo, mas pouco se fez para duplicar e melhorar a infraestrutura rodoviária, essenciais para o transporte da safra e um maior crescimento da região Oeste. Ele disse que a região fica longe dos grandes centros consumidores e precisa de rodovias duplicadas. “Pagamos durante 24 anos, o pedágio mais caro do Brasil e não tivemos as infraestruturas. No governo anterior foi realizado todo um planejamento, foi lançado um novo modelo, que foi contestado, com isso não foi possível fazer a licitação, porque alguns tópicos não tiveram concordância, por isso, estamos agora no segundo ano sem pedágio” diz.
Ele revela que nestes dois anos, os paranaenses economizaram R$ 2,5 bilhões por ano. “Levando em conta o preço do pedágio anterior, do novo, seria um pouco mais. Está gerando uma economia, mas as estradas vão se degradando e não temos as rodovias duplicadas, então, é inevitável que por meio do pedágio, a iniciativa privada faça essas obras que seriam da competência do poder público, porque não tem dinheiro para fazer”.

Segundo Rainer Zielasko, são seis lotes de pedágio no Paraná, e os primeiros 1 e 2, que estão próximos de Curitiba, que não tem muitas obras a fazer, porque são rodovias duplicadas, irão a leilão, previsto em edital, no mês de agosto deste ano. “Depois serão os lotes 3 e 4, e a região Oeste está nos lotes 5 e 6, que é o trecho que mais precisa de obras, são 400 quilômetros de rodovia a serem duplicadas que vão de Foz do Iguaçu até o Trevo do Relógio; de Marechal Rondon a Guaíra; um trecho do Sudoeste; e mais Cascavel a Campo Mourão”. Ele acredita que a licitação dos lotes 5 e 6 ficará para 2024. E quando implantado, o projeto será de 30 anos.
“Nós não temos mais outorga onerosa que era pagar um prêmio para assegurar essas rodovias, isso foi retirado, mas é necessário que a empresa que vença a licitação faça um aporte de dinheiro em uma conta vinculada para utilizar depois do acordo, para o Conselho de Usuários decidir. Esse aporte era muito alto, e inibia o desconto. Mudou, e mudou para melhor, hoje de 0% a 18% não tem aporte, e acima de 18% de desconto são R$ 100 milhões para cada por cento de desconto. Isso faz com que a gente possa sonhar com desconto de 20% até 25% na hora do leilão, se tiver concorrência”, afirma. Rainer Zielasko salienta ainda que a desoneração do PIS/COFINS e ICMS também significaria mais cerca de 20% de impacto de desconto sobre a tarifa.





