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QUEIMANDO LIVROS POR NOJINHO

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Em minha juventude, que se encontra muitas léguas no passado – graças a Deus – flertei com o marxismo. Verdade seja dita: foi divertido enquanto durou.

Li muito o velho barbudo e muitos dos seus devotos. Aprendi muito com eles, com cada um deles. Na verdade, leio-os até hoje, mesmo discordando visceralmente desse caiporedo.

Aliás, todos os livros de Marx, e de incontáveis autores marxistas, que fui adquirindo e lendo no correr de minha vida, continuam nas prateleiras da minha biblioteca, e lá ficarão, porque, como disse Raymond Aron, em seu livro “O marxismo de Marx”, Karl é o autor que mais me influenciou; porque estou há décadas discutido com ele. E estou mesmo.

Hoje, logo após o almoço, eis que sou surpreendido com um vídeo do senhor Nando Moura, onde o mesmo queimava em sua lareira todos os livros que ele tinha do filósofo Olavo de Carvalho. E ele fez isso porque, segundo suas palavras, não mais reconhece o professor. Ele estaria profundamente decepcionado com o velho.

Bem, os livros são dele, a lareira também; que ele faça o que bem quiser. Seu ato fala por si só.

Quanto a mim, se fosse fazer o mesmo com as obras marxistas que me acompanham, cujas ideias repudio, rapaz do céu, daria uma baita de uma fogueira; porém, meu nome não é Nando.

Esses livros, todos eles, com minhas anotações e rabiscos, observações e xingamentos ao pé da página, permanecerão em minha estante e, com certeza, continuarão a me ensinar, principalmente porque discordo dos autores e, às vezes, pela força dos fatos, sou obrigado a concordar com eles. É osso, mas as vezes isso acontece.

E o mais engraçado é que algumas obras de Marilena Chauí, Leonardo Boff, Frei Betto, David Harvey, etc., estão, em minhas estantes, ao lado dos livros de Olavo de Carvalho, Ortega y Gasset, Pierre-Joseph Proudhon, Mário Ferreira dos Santos e tutti quanti; e, nenhum deles, terá suas páginas lambidas pelas chamas, jamais, porque o debate deve continuar, e meu aprendizado com eles também, mesmo que seja em meio a tapas retóricos, safanões dialéticos e bofetadas analíticas.

É isso. Away.

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

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Edição nº2808 – 13/02/2026

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