A campanha institucional de combate à violência contra a mulher produzida em Toledo ganhou projeção que ultrapassa fronteiras. Com produção cinematográfica sensível e roteiro inteligente, o vídeo trouxe pais e chefes de família interpretando a si mesmos, em situações reais, provocando reflexão imediata sobre o papel dos homens na proteção e no respeito às mulheres. O resultado foi uma peça de comunicação pública de alto nível, que circulou em diversos canais e plataformas pelo mundo.
Toledo no radar nacional
O alcance da campanha chegou também à televisão nacional. A apresentadora Ana Maria Braga destacou a iniciativa em seu programa na Grupo Globo, ampliando ainda mais a repercussão da mensagem. Não é comum uma produção institucional municipal ganhar espaço em rede nacional — sinal de que o conteúdo foi além da propaganda e se transformou em mensagem social relevante.
Produção que merece aplausos
A qualidade técnica e narrativa da peça evidencia o trabalho da Produtora Lhama, a pedido da Secretaria de Comunicação de Toledo sob o comando do jornalista Marcio Pimentel, por que, em tempos de campanhas burocráticas e sem impacto, Toledo optou por um caminho diferente: emoção, verdade e identificação imediata com o público.
Comunicação pública que funciona
Quando comunicação institucional consegue sensibilizar, provocar debate e ainda ganhar destaque nacional, significa que o objetivo foi alcançado. A campanha mostra que políticas públicas também podem ser comunicadas com criatividade, responsabilidade e qualidade cinematográfica. Nesse caso, Toledo não apenas fez propaganda — fez reflexão social.
Urubu “Fag”
O “urubu fag”, que costuma pousar sempre nos galhos mais altos da política local, grunhiu no meu ouvido que neste fim de semana houve um almoço daqueles bem temperados com bastidores. À mesa estavam o ex-prefeito, o atual presidente da Câmara e alguns ex-secretários da antiga gestão.
Oficialmente, claro, era apenas um almoço entre amigos. Na prática, quem conhece política sabe que churrasco entre ex-gestores raramente é só sobre carne. O tempero principal foi mesmo o futuro eleitoral — servido em porções generosas — acompanhado de críticas à atual administração, que, segundo os convivas, estaria “fraquíssima”.
Nada surpreendente.
Quando se está na oposição, elogiar o adversário costuma provocar alergia política. A regra não escrita é simples: minimizar conquistas, maximizar problemas e ir preparando o terreno para a próxima disputa.
Comparativos
Agora, se o debate sair da mesa do almoço e for para a planilha dos números, a conversa muda de temperatura. Basta olhar os indicadores das duas gestões para perceber que os resultados não caminham exatamente lado a lado — aliás, passam longe disso.
E números têm um defeito terrível para quem prefere narrativas: eles insistem em não mentir.
Aliás, falando em números, ainda há quem tente explicar aquele famoso superávit anunciado pela antiga gestão. Um resultado que, na época, foi apresentado quase como uma descoberta revolucionária da ciência fiscal — algo entre um experimento de laboratório e um fenômeno alienígena da contabilidade pública.
No final das contas, a política segue seu ritual previsível: reuniões discretas, discursos inflados e memórias seletivas. Enquanto alguns relembram o passado com nostalgia conveniente, a população segue esperando algo bem menos filosófico: gestão que funcione e resultado que apareça.
Energia… de indignação

A Copel conseguiu um feito raro no Paraná: sair do pedestal de empresa respeitada para ocupar, hoje, o topo do ranking de irritação popular. No Oeste do Estado, especialmente entre produtores rurais, a paciência acabou junto com a energia elétrica — que insiste em cair quando mais se precisa dela.
No campo, a luz apaga
Produtores reclamam de quedas constantes, oscilações e demora nas soluções. Para quem depende de energia para ordenha, armazenagem, irrigação e processamento, cada interrupção significa prejuízo direto. Enquanto isso, discursos institucionais continuam falando em “qualidade de serviço”. No campo, a tradução é outra.
Seis mil assinaturas ignoradas
O vereador Chumbinho levou a sério a bronca dos agricultores e protocolou um ofício com mais de 6 mil assinaturas cobrando providências. O documento foi enviado a várias instâncias: Governo do Estado, Assembleia Legislativa, órgãos reguladores e à própria Copel.
Resposta veio. Resolver, que é bom, ainda não. Afirmou Chumbinho indignado.
Ofício que virou piada
A resposta da companhia até veio educada. Educada demais. Daquelas cheias de “lamentamos”, “estamos trabalhando”, “somos referência”. Um texto tão cheio de justificativas que não convence — como disse um agricultor — “nem criança da quarta série”.
O padrão Copel
Mas o detalhe que virou anedota política está logo no cabeçalho. O ofício enviado ao vereador simplesmente foi endereçado… a um prefeito chamado “Monsenhor Edson dos Santos” — sabe-se lá de onde.
Nem o nome do vereador estava correto.
Ou seja: copiaram, colaram e esqueceram de revisar. Se o cuidado com a rede elétrica for o mesmo do cuidado com o ofício, talvez esteja explicado por que a luz vive caindo no interior.
Entre a propaganda e a realidade
Nos comunicados oficiais, a Copel segue lembrando que é uma das maiores geradoras de energia do Sul do mundo. No discurso, excelência. No campo, porém, muitos produtores resumem a situação em uma palavra bem menos institucional: porcaria.





