Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

PUCPR Toledo desenvolve projeto de extensão para acolhimento de mães de bebês prematuros

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: divulgação

Iniciativa do curso de Psicologia auxilia famílias durante a internação neonatal, fortalecendo o vínculo mãe-bebê e oferecendo apoio emocional qualificado

O Brasil está entre os dez países com maior número de partos prematuros no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, em 2024 quase 300 mil bebês nasceram antes das 37 semanas de gestação. Nesse contexto, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Câmpus Toledo desenvolveu um projeto de extensão voltado ao acolhimento de mães de bebês prematuros, com foco no fortalecimento do vínculo afetivo e na atenção aos impactos físicos e emocionais da prematuridade.

A iniciativa é conduzida por estudantes do Projeto de Extensão em Psicanálise, sob orientação de professores, e atende mães de bebês internados no Hoesp/Hospital Bom Jesus. “Quando um bebê precisa permanecer afastado da mãe devido a uma internação necessária para sua sobrevivência, esse vínculo é adiado. Muitas vezes ele se restabelece naturalmente, mas em outras situações podem surgir dificuldades na amamentação, na interação e no cuidado diário. O projeto busca apoiar a mãe e o pai nesse processo”, explica a professora e doutora Miriam Izolina Rosa, do curso de Psicologia da PUCPR Toledo.

Criado em 2023, o projeto envolve estudantes da graduação e da pós-graduação, que atuam em conjunto com a equipe multiprofissional do hospital. Para Miriam, essa experiência amplia tanto o repertório técnico quanto a compreensão clínica dos futuros profissionais. “O atendimento exige uma escuta qualificada, especialmente porque muitas mães estão emocionalmente vulneráveis. É essencial acolher sem patologizar a experiência da maternidade em contexto de prematuridade”, destaca.

Os atendimentos acontecem quinzenalmente no hospital e, desde o início da ação, mais de 100 famílias já foram beneficiadas. A vivência no ambiente hospitalar também contribui para a formação dos estudantes, ajudando na escolha da área de atuação. “A experiência é enriquecedora. O contato com os pacientes e a prática clínica foram fundamentais para eu me identificar com a área hospitalar e me sentir preparada para atuar nela no futuro”, comenta a estudante Laura Klein Paludo.

Para quem segue na especialização, a iniciativa também representa um espaço importante de aprimoramento. “Esse acompanhamento permite identificar indicadores de risco ao desenvolvimento infantil em bebês prematuros. O fortalecimento do vínculo afetivo contribui para a constituição psíquica e até para o neurodesenvolvimento. Como psicóloga clínica, vejo o projeto como uma ferramenta valiosa tanto para minha formação quanto para a promoção e prevenção de riscos psíquicos na infância”, afirma Joislaine Gonçalves Rech, estudante da pós-graduação em Psicanálise da PUCPR.

Fonte: PUCPR

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real