Campus de Toledo da Unioeste. Foto: Divulgação/Assessoria da Unioeste

O projeto de extensão ‘COMQUÍMICA para as crianças’, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Campus de Toledo, retoma as atividades neste ano letivo. O projeto acontece em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Toledo e, neste ano, atenderá os estudantes do 4º e 5º anos do ensino básico da rede municipal e professores de laboratórios de Ciências.

A parceria atende a três frentes de trabalho: aperfeiçoamento dos professores da rede municipal, com o ‘professor-pesquisador’, com oficinas de aperfeiçoamento ministradas por docentes da Unioeste e estudantes de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) da Unioeste Campus de Cascavel; oficinas de ciências sobre Astronomia aos estudantes dos 5º anos nas escolas municipais; e a reestruturação dos laboratórios de ciências das escolas.

A coordenadora do projeto COMQUÍMICA das crianças, Márcia Borin da Cunha, explica que uma das primeiras atividades realizadas neste ano foram visitas das professoras do projeto às escolas municipais equipadas com laboratórios de ciências para conhecer as instalações. “estamos fazendo um relatório de tudo o que tem nesses laboratórios e como os professores atuam lá indicando o que falta para instrumentalizar melhor os professores. Depois iremos propor à prefeitura a adequação dos laboratórios de ciências nessas oito escolas e apresentar uma proposta de curso de formação dos professores para os laboratórios”, argumenta Cunha.

A coordenadora de projetos de meio ambiente da Secretaria Municipal de Educação de Toledo, Sandra Kopeginski, afirma que dentro do projeto serão desenvolvidas atividades lúdicas que se relacionem com o conteúdo previsto no currículo de ensino das crianças, tais atividades são propostas para incentivar os estudantes a investigar determinados assuntos e mostrar a eles como funciona o processo científico. “Vão pesquisar, por exemplo, vegetais, animais, de que espécie pertencem, qual o habitat, quais são as características, microrganismos, qual a importância para o meio, para o ser humano, água, ar, e sempre com atividades práticas e lúdicas, que incentivem os estudantes a perceberem-se como pequenos cientistas, que eles percebam que é através da investigação que eles chegam às repostas para um determinado problema que lhes é apresentado, e eles buscam a solução”, explica Kopeginski.

Outro ponto abordado pela parceria é a proposição do projeto COMQUÍMICA das Crianças junto à Secretaria de Educação, de oficinas e cursos de formação dos professores da rede municipal, para que possam realizar atividades práticas e experimentos nos laboratórios das escolas. Cunha complementa que há intenção de se implantar laboratórios de ciências nas demais escolas municipais nos próximos anos (hoje são 36 escolas da rede municipal e oito destas têm laboratórios de ciências).

Um aspecto levantado pela professora Cunha é a elaboração de oficinas de Astronomia para os alunos de quintos anos. Serão três oficinas ministradas: meteoritos, constelações e pergunte ao cientista. Estes trabalhos serão feitos pelo professor Fábio de Souza Alves, do Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus de Capanema, estagiário de pós-doutorado no PPGECEM. Estas oficinas serão às segundas e terças, em todas as escolas da rede municipal. A professora Cunha destaca que as oficinas serão ministradas após a retomada das aulas presenciais no Município e realizadas em espaços abertos, que permitam ventilação, onde as crianças possam manter distanciamento.

Kopeginski relata que todos os envolvidos nesta parceria são beneficiados, em especial, as crianças da rede municipal de ensino. “Os estudantes são beneficiados quando eles são oportunizados a entrarem na universidade, a perceberem que um dia, quando eles crescerem, também poderão fazer parte deste universo, que também é possível, para um aluno de escola pública, entrar em uma universidade pública, cursar um curso oferecido por uma universidade de renome”, explica Kopeginski.

O projeto COMQUÍMICA das crianças

O projeto ‘COMQUÍMICA das crianças’ opera desde 2012, voltado à formação de estudantes do ensino fundamental, para a socialização das crianças com os conhecimentos e habilidades consideradas importantes para a ciência. O projeto tem laboratório próprio e utiliza reagentes que não são tóxicos.

O projeto funciona em quatro frentes: formação continuada de professores, oficinas para as crianças, pequeno cientista (onde realizam atividades investigativas para o estudo de um tema específico), e em podcasts e propostas didáticas. Devido à pandemia de Covid-19, o projeto tem operado por meio do podcast ‘Ciência em historinhas’, onde são contadas histórias sobre ciência em narrativa voltada para o público infantil.

Como o projeto fará para atender à demanda do município? O projeto, no ano de 2021, tem a participação efetiva de duas professoras do curso de Química Licenciatura, a professora Marcia Borin e a professora Olga Ritter, e ainda possui em seu quadro duas bolsistas de extensão, Camila Rodrigues e Bruna Assumpção. Em função da demanda atual, o projeto COMQUÍMICA terá a participação efetiva do aluno de mestrado do PPGECEM Mikael Otto, um estudante de doutorado, Luiz Marinho, e um aluno de pós-doutorado, o professor Fábio de Souza Alves.  Para o curso de formação de professores que atuam em laboratórios das escolas o projeto terá a participação da professora Lourdes Justina do curso de Biologia e do PPGECEM Unioeste, campus de Cascavel.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Unioeste