Análise da Fecomércio PR com base no IPCA-15 mostra que cesta de consumo da data acumula alta de 5,84% em Curitiba e Região Metropolitana
Flores, chocolates, perfumes, joias e o tradicional jantar a dois continuam entre as formas preferidas de celebrar o Dia dos Namorados. O desafio neste ano é que boa parte desses itens ficou mais cara. Análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), baseada nos dados do IPCA-15 do IBGE, revela que a cesta de consumo da data acumula inflação de 5,84% nos últimos 12 meses em Curitiba e Região Metropolitana, percentual superior à inflação geral da região, de 3,37%.
Ainda assim, os apaixonados não pretendem deixar a comemoração de lado. Sondagem da Fecomércio PR e do Sebrae/PR mostra que 43% dos paranaenses planejam presentear no próximo 12 de junho, movimentando o comércio no fim deste primeiro semestre.
Apesar da pressão sobre os preços, a inflação da cesta de consumo do Dia do Namorados desacelerou em relação ao ano passado. No acumulado de junho de 2024 a maio de 2025, quando acumulava alta de 6,57% entre junho de 2024 e maio de 2025.
Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário mostra uma desaceleração em relação ao ano passado, mas ainda exige atenção dos consumidores. “A inflação da cesta do Dia dos Namorados de 2026 é ligeiramente menor do que a observada em 2025, mas continua elevada, em torno de 5,84%, tanto no Brasil quanto em Curitiba e Região Metropolitana. Isso significa que os consumidores encontrarão presentes mais caros neste ano, especialmente em algumas categorias bastante tradicionais da data”, analisa.
Joias, chocolates e viagens lideram aumentos
Entre os itens mais procurados pelos casais, as maiores altas foram registradas nas joias, com inflação acumulada de 27,29% nos últimos 12 meses. Em seguida aparecem os chocolates, com alta de 20,98%, e os pacotes turísticos, que avançaram 19,27% no período.
Também registraram aumentos relevantes os sabonetes (+10,61%), artigos de maquiagem (+9,30%), produtos para cabelo (+8,79%), ingressos para cinema, teatro e concertos (+7,19%) e relógios de pulso (+6,81%).
Segundo Dezordi, os maiores reajustes estão relacionados principalmente ao aumento do custo de matérias-primas no mercado internacional. “Joias e bijuterias lideraram os aumentos de preços nos últimos 12 meses. O ouro e a prata registraram forte valorização no mercado internacional, o que acabou sendo repassado aos produtos finais. O mesmo ocorreu com os chocolates, influenciados pela alta do cacau. Pacotes turísticos e perfumes também registraram aumentos mais expressivos na cesta de consumo”, explica.
Presentes com melhor custo-benefício
Para quem deseja economizar sem abrir mão do presente, a análise da Fecomércio PR aponta alternativas com reajustes bem mais moderados.
Os calçados aparecem entre os itens com menor inflação acumulada. O item sapato feminino registrou alta de apenas 0,15% nos últimos 12 meses, enquanto o sapato masculino subiu 0,38%. Sandálias e chinelos tiveram variação de 2,24%.
As roupas também apresentaram comportamento favorável ao consumidor. A inflação da roupa feminina foi de 3,17% e a da roupa masculina, de 3,78%, ambas inferiores às registradas no levantamento anterior.
Outra opção com bom custo-benefício são os livros não didáticos, cuja inflação ficou em 2,64%, bem abaixo dos 6,74% observados no período anterior.
Entre os serviços mais procurados para celebrar a data, a alimentação fora do domicílio, que representa o tradicional jantar a dois, acumulou alta de 5,12% nos últimos 12 meses. Embora o percentual esteja acima da inflação geral do estado, ele é significativamente inferior aos 9,02% registrados no mesmo indicador no ano passado.
Presentes tradicionais seguem na preferência
A pesquisa da Fecomércio PR e do Sebrae/PR mostra que roupas, bolsas e calçados lideram as intenções de compra dos paranaenses, com 40,7% das citações. Na sequência aparecem perfumes e cosméticos (28,2%), joias e acessórios (16,8%) e jantares (15,5%).
Para o assessor econômico da Fecomércio PR, a sondagem demonstra que, mesmo diante de uma inflação acima da média para os produtos e serviços ligados à data, o consumidor continua disposto a celebrar o Dia dos Namorados. A diferença, neste ano, é que a pesquisa de preços e a busca por alternativas de melhor custo-benefício tendem a ganhar ainda mais importância na decisão de compra.
“Itens como vestuário, alguns eletrônicos e eletrodomésticos apresentaram uma inflação mais bem comportada. Por isso, a pesquisa de preços faz ainda mais diferença neste ano. O consumidor que buscar promoções e comparar ofertas terá mais chances de encontrar boas oportunidades sem abrir mão da comemoração”, orienta Dezordi.

Fonte: Karla Santin | Jornalista
Núcleo de Comunicação e Marketing





