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Prematuridade: Paraná reforça compromisso com o cuidado contínuo aos recém-nascidos

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Foto: Arquivo pessoal

No Dia Mundial da Prematuridade, 17 de novembro, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria estadual da Saúde, intensifica o compromisso de cuidado contínuo com os nascidos com menos de 36 semanas de gestação. Neste ano, o tema do Dia Mundial é “Garanta aos prematuros começos saudáveis para futuros brilhantes”, que reforça a importância em oferecer um início de vida com cuidado especializado, humanizado e contínuo, desde os primeiros momentos após o nascimento.

Esse cuidado passa desde a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), até o seguimento nos primeiros anos de vida. No Paraná, 601 leitos hospitalares são destinados a esses recém-nascidos, sendo 427 do Sistema Único de Saúde e 174 leitos neonatais não SUS. Em 2024, 15.297 bebês nasceram prematuros e, em 2025, até novembro, o número chega 13.244 bebês. Os dados são Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde.

“Esse tema envolve muita emoção, expectativa, por isso o olhar atento é tão importante. A prematuridade tem grande impacto na mortalidade infantil sendo considerada problema de saúde pública com efeitos diretos sobre o desenvolvimento global da criança”, enfatiza o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. Os prematuros entre 32 a 36 semanas são mais frequentes, embora também haja casos de bebês que nasceram com menos de 22 semanas (prematuro extremo).

Em dezembro de 2023, a Secretaria da Saúde do Paraná assinou o Pacto para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil, com diversos órgãos e instituições paranaenses, para a redução em 10% dos indicadores de mortalidade neste segmento, até 2027.

As ações deste pacto incluem utilização de protocolos clínicos e cadernetas de saúde, ampliação do acesso e qualidade nos serviços de pré-natal e de acompanhamento pós-parto, ampliação das coberturas vacinais em mulheres, gestantes, recém-nascidos e crianças; investimentos em equipamentos para todas as salas de parto e nascimento; implantação do Centro de Simulação Realística da Sesa e ampliação das capacitações de profissionais.

Foto: SESA

DIREITOS – A permanência dos pais na UTIN com o bebê prematuro é assegurada por lei. A Secretaria de Estado da Saúde assegura a garantia de direitos em todos os serviços nesta área. Para além da participação nos cuidados dos recém-nascidos, a presença dos pais fortalece o vínculo e constitui um processo importante na recuperação e alta do bebê.

As gêmeas Aurora e Laura nasceram prematuras no último mês de outubro, com 34 semanas e 1,8 Kg. A mãe, Tainara Pelisson é de Rio Bonito do Iguaçu e acompanhou o crescimento das filhas no hospital, em Guarapuava. As três terão alta hospitalar nesta segunda-feira (17), depois de as bebês ficarem 33 dias internadas.

Em 7 de novembro, dia em que o tornado passou pela cidade, Tainara estava no hospital com as meninas. “No mês passado, fui a uma consulta de rotina e logo fiquei no hospital para o nascimento das gêmeas, pois os exames deram um sinal de alerta de que o cordão umbilical poderia enrolar em uma delas. Logo que nasceram foram para a UTI onde permanecem até atingirem 2 kg”.

Ela conta que é muito desafiador este momento na vida de uma mãe, já que o bebê prematuro requer muito cuidado e atenção, especialmente nesse momento, em que a cidade onde mora foi devastada pelos fortes ventos.

“Teve a tragédia, eu não tive notícias da minha família, aí fiquei muito preocupada nesses dias, assustada, sem saber notícias de ninguém, da minha família, do meu marido, de tudo”, lembra. “Quase secou o meu leite, mas aí eu pensei: vamos ficar fortes, a gente tem que lutar para as meninas. Agora, seguimos para casa, iniciando uma nova fase”.

Foto: arquivo pessoal

PERSPECTIVAS POSITIVAS – O Brasil é o 10º país com mais partos prematuros no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Mais do que um direito reconhecido pela Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estabelece que os pais podem ficar o tempo todo com seus filhos internados.

João Pedro Viana Reinehr atualmente tem um ano, mas também nasceu prematuro, com 34 semanas. A mãe, Camila Eduarda Viana esteve ao lado do menino desde o nascimento e reforça a importância desse acompanhamento e apoio.

“Quando recebi o diagnóstico de pré-eclâmpsia e o João Pedro de restrição de crescimento intrauterino já havia previsão de nascer prematuro. Isso nos assustou muito, porque sabíamos que demandaria muitos cuidados. Mas, desde que nasceu, ele recebeu todo o necessário e hoje é uma criança saudável e feliz, mostrando que a prematuridade não é o diagnóstico final”, ressaltou.

NOVEMBRO ROXO – A campanha Novembro Roxo conscientiza a população acerca dos desafios dos nascimentos prematuros em todo o mundo. A cor foi escolhida por conta de dois significados importantes: a sensibilidade e a transformação. O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para a necessidade de reduzir a incidência de casos e diminuir os danos à saúde dos bebês, ocasionados em razão do parto antecipado.

Fonte: AEN

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