Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Prati-Donaduzzi explica como são escolhidos os nomes dos medicamentos no Brasil

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Cerca de metade dos nomes sugeridos pelas indústrias farmacêuticas são reprovados. O objetivo é minimizar a chance de erros e aumentar a segurança de médicos, farmacêuticos e pacientes. Foto: Envato

Aprovação regulatória pode levar anos e segue normas técnicas para garantir segurança e evitar erros

Digeflex, Pratiprazol, Pratiderm… Talvez você nunca tenha usado esses medicamentos, mas só pelos nomes é possível supor suas finalidades. Isso não é por acaso. A nomenclatura costuma estar associada ao princípio ativo, à doença tratada, aos benefícios promovidos ou à combinação desses elementos. Porém, nomear um medicamento não é tarefa simples: trata-se de um processo técnico, demorado e submetido a diversas exigências legais.

De acordo com o gerente de Marketing da Prati-Donaduzzi, Lucas Angnes, a escolha do nome de um medicamento envolve muito mais do que marketing. “Um bom nome deve ser distintivo, seguro, adequado culturalmente e juridicamente viável. O processo pode durar anos e envolver dezenas de especialistas, mas é fundamental para garantir a segurança e a longevidade do produto no mercado”, afirma.

Desde 2014, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pela aprovação da nomenclatura dos medicamentos no Brasil, passou a adotar critérios mais rígidos. Atualmente, o nome de um novo produto não pode ser semelhante — nem na grafia, nem na sonoridade — aos nomes já existentes. Além disso, a nomenclatura precisa conter, no mínimo, mais de três letras diferentes em relação aos medicamentos já registrados.

Uma das regras técnicas menos conhecidas, mas fundamentais, determina que o nome comercial não pode reproduzir mais de 50% da Denominação Comum Brasileira (DCB) nem mais de 50% do nome do princípio ativo. Isso significa que, no caso da dipirona — que tem sete letras únicas, desconsiderando repetições — o nome de marca não pode conter mais do que três letras desse conjunto. Se um nome contiver “D”, “I”, “R” e “N”, por exemplo, será recusado pela agência.

Segundo especialistas, a norma visa dificultar confusões entre medicamentos e prevenir erros de dispensação e prescrição. A Anvisa também veta nomes que possam induzir à automedicação, prometer cura ou fazer alusão a partes do corpo humano ou doenças, caso não haja respaldo técnico-científico. “Combinações de letras como I e Y, W e V, ou M e N também devem ser evitadas, pois podem confundir na leitura ou escrita da receita”, explica Lucas.

Normas recentes e exceções do passado

Apesar do rigor atual, essas regras são relativamente recentes. Até o início da década de 2010, a Anvisa ainda não adotava critérios tão definidos, o que explica por que muitos medicamentos antigos, ainda em circulação, não respeitam as regras em vigor.

Processo criativo e aprovação

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de metade dos nomes sugeridos pelas indústrias farmacêuticas são reprovados. O objetivo é minimizar a chance de erros e aumentar a segurança de médicos, farmacêuticos e pacientes.

Atualmente, existem aproximadamente 10 mil medicamentos registrados no Brasil. Só a farmacêutica Prati-Donaduzzi, com pouco mais de 30 anos de atuação, tem mais de 170 produtos em seu portfólio. Em 2025, novos medicamentos da empresa aguardam análise e aprovação de nome pela Anvisa. “Investimos de 5% a 7% da nossa receita líquida em pesquisa e desenvolvimento. Com tantos lançamentos, precisamos de nomes simples, memoráveis e que auxiliem o trabalho médico”, afirma o gerente.

A criação dos nomes começa com um processo colaborativo. Diversos setores da indústria — jurídico, farmacêutico, marketing, inovação — sugerem propostas. As opções são testadas em bases de dados, simuladores fonéticos e plataformas de verificação internacional. O objetivo é evitar duplicidades e significados negativos em outros idiomas ou culturas. “Nomear um medicamento é uma mistura de ciência, criatividade e burocracia. Mas, acima de tudo, é uma responsabilidade com a vida das pessoas”, conclui Lucas.

Sobre a Prati-Donaduzzi

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica 100% nacional, é especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos. Com sede em Toledo, Oeste do Paraná, produz aproximadamente 13 bilhões de doses terapêuticas por ano e gera mais de 5 mil empregos. A indústria possui um dos maiores portfólios de medicamentos genéricos do Brasil e desde 2019 vem atuando na área de Prescrição Médica, sendo a primeira farmacêutica a produzir e comercializar o Canabidiol no Brasil.

Fonte: Assessoria

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2808 – 13/02/2026

Cotações em tempo real