As crianças ficaram ainda mais vulneráveis à violência durante a pandemia. Foto: Divulgação

Henry Borel, Isabella Nardoni e Bernardo Boldrini são crianças que tiveram o sorriso apagado pela violência infantil. Os casos ganharam grande repercussão nacional, mas a lista de inocentes vitimados aumenta a cada minuto e evidencia a importância de ouvir as crianças e assumirmos a responsabilidade por todas elas.

Como forma de alertar a população sobre o tema e divulgar os canais de denúncias, magistrados de todo o país estão se unindo em uma campanha lançada pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) em defesa das crianças e adolescentes.

No Paraná, o juiz da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Toledo e presidente do Fórum Estadual dos Juízes da Infância e da Juventude (Foeji), Dr. Rodrigo Rodrigues Dias, fomenta esta iniciativa.

“Nós precisamos falar da violência infantil, sobre a nossa cultura de tratar crianças e adolescentes como objetos de nossa tutela, sem olhar como pessoas. Quem os violentam geralmente está em casa ou ambiente familiar e abusa do pacto do silêncio e precisamos romper com ele. Não podemos virar o rosto para algumas situações, muitas vezes normalizadas”, enfatiza o juiz.

Denúncia

Este rompimento do silêncio acontece através das denúncias. A campanha objetiva chamar a atenção da comunidade para que os casos cheguem aos órgãos competentes. Em Toledo, a divulgação destes canais de denúncia foi intensificada com o apoio da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi.

As denúncias de violência contra criança e adolescente podem ser feitas de forma totalmente anônima, por qualquer pessoa, pelo telefone do Disque 100 ou por meio do Conselho Tutelar do município. Em Toledo os números para contato são: (45) 9 99107-5213 ou (45) 9 9972-6932. 

2-Campanha promove incentivo à denúncia de violência infantil.jpg

Dados

Segundo um alerta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), devido à crise sanitária por conta da Covid-19, as crianças ficaram ainda mais vulneráveis à violência durante a pandemia por conta do fechamento das escolas e de outros espaços. Consequentemente, o número de denúncias também diminui.

Muitas vezes casos como de Henry Borel, Isabella Nardoni e Bernardo Boldrini causam grande comoção pelo impacto na mídia, mas há muitas outras Larissas, Marias, Pedros, Henriques… que podem continuar sorrindo se a sociedade assumir a responsabilidade de cuidar de suas crianças. Denuncie!