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Potencial turístico de Toledo: música eletrônica e turismo rural pautam audiência pública na Câmara

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Foto: Michelly Domiciano - Departamento de Comunicação

Projetos em tramitação buscam ampliar atrativos, movimentar a economia e valorizar iniciativas locais

Dois projetos que visam impulsionar o turismo de Toledo foram discutidos em audiência pública, na manhã de quarta-feira (26), no Auditório e Plenário Edílio Ferreira. A criação do Dia Municipal do Turismo Rural e a inclusão do Festival Municipal de Música Eletrônica e Economia Criativa de Toledo no Calendário Oficial de Eventos do Município estiveram em pauta, com espaço para contribuições da comunidade e dos setores envolvidos na construção das propostas.

O evento foi organizado pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto (CEC). O órgão é composto pelos parlamentares Professora Marli, Professor Oseias, Sérgio Japonês, Valdir Gomes e Pedro Varela. Os dois textos debatidos estão em tramitação no Poder Legislativo, antes de serem levados para votação em Plenário. 

Dia Municipal do Turismo Rural

A ser celebrado anualmente no dia 27 de setembro, o Dia Municipal do Turismo Rural é uma proposta do vereador Bruno Radunz. Segundo o parlamentar, a cidade possui “expressivo potencial para o desenvolvimento dessa atividade, contando com propriedades rurais, agroindústrias familiares, pesque-pague, cafés coloniais, espaços de lazer, produção artesanal e diversas experiências ligadas ao meio rural, capazes de atrair visitantes e fortalecer a identidade cultural local”.

O projeto busca incentivar: a valorização das propriedades rurais com potencial turístico; o fortalecimento da agricultura familiar e das agroindústrias rurais; a preservação das tradições, costumes, gastronomia e patrimônio cultural do meio rural; a divulgação do turismo rural como alternativa de desenvolvimento local; e a integração entre produtores rurais, instituições públicas, entidades representativas e iniciativa privada.

Durante a semana de celebração, poderão ser realizadas palestras e capacitações; visitas técnicas e roteiros turísticos; feiras e exposições de produtos locais; e campanhas de divulgação de atrativos turísticos rurais. A proposta está alinhada com o trabalho que a Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Câmara realiza em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Daliana Uemura, diretora de Agropecuária e Abastecimento da Secretaria de Agricultura e Proteína Animal, destacou o potencial do turismo rural para gerar retorno econômico ao município e apresentou avanços na elaboração da segunda edição do Mapa do Turismo Rural. “O turismo é uma pauta que a gente vai trabalhar, mas é um dinheiro que entra. A gente vai investir, mas depois vai ter recurso que vai entrar. Ontem mesmo, tivemos uma reunião sobre a construção do Mapa do Turismo Rural, na nossa segunda edição. Nós temos, pelo menos, nove propriedades para serem adicionadas nessa nova edição”, disse. A diretora afirmou que os empreendedores que vão integrar o mapa passaram por alguma capacitação promovida pela Prefeitura, pela Unioeste ou por alguma das universidades envolvidas no projeto. A primeira edição do Mapa do Turismo no Campo foi lançada em março, com 13 atrativos locais.

Foto: Michelly Domiciano – Departamento de Comunicação

Rosilene Welter representou a Associação Toledana de Turismo Rural (ATTUR) no evento. A empreendedora destacou a importância do projeto de extensão “Empoderando Mulheres do Campo”, realizado pelo curso de Secretariado Executivo da Unioeste, para a expansão do setor. Em julho, a iniciativa recebeu Moção de Aplausos na Câmara de Toledo. “Essa associação nasceu de um projeto bem ousado da professora Carla Schmidt, da Unioeste. Ela convidou algumas propriedades que estavam bem incipientes na questão do turismo rural. Nenhuma de nós tinha um turismo fortalecido. Depois desse curso, as coisas foram tomando um rumo bastante interessante, pelo fortalecimento desse grupo. Todas fizeram capacitações: tanto na universidade, quanto no Sindicato Rural e na Prefeitura. Então, nasceu a necessidade da Associação do Turismo Rural. Com isso, estamos nos fortalecendo e abrindo a possibilidade para que as propriedades rurais se tornem uma empresa a céu aberto. Ou seja, nós já estamos com as empresas formadas. Não necessitamos de recursos para elas. O que nós precisamos é do apoio do Poder Legislativo, do município, do estado e da federação”, concluiu.

Leia o Projeto de Lei n° 104/2026 na íntegra

Festival Municipal de Música Eletrônica e Economia Criativa de Toledo

De autoria da vereadora Professora Marli, o PL n° 105/2026 visa incluir o “Festival Municipal de Música Eletrônica e Economia Criativa de Toledo” no Calendário Oficial de Eventos do Município, no primeiro final de semana do mês de novembro. O evento terá como finalidade “promover a cultura, o turismo, a economia criativa, a inovação tecnológica e o desenvolvimento econômico”. O texto traz a possibilidade do Poder Executivo apoiar financeiramente a realização do Festival.

Segundo a justificativa do projeto, a iniciativa está “alinhada a uma tendência consolidada no Brasil, na qual eventos culturais e musicais, especialmente festivais, têm se mostrado importantes instrumentos de desenvolvimento econômico, turístico e social”.

Doutoranda em Desenvolvimento Rural Sustentável na Unioeste Marechal Cândido Rondon, Bruna Santos falou em nome da iniciativa privada. A representante destacou a importância do apoio do poder público para ampliar a visibilidade de iniciativas e defendeu o potencial da música eletrônica para impulsionar o turismo. “Uma das coisas que a gente tem se batido um pouco, com alguns entraves, é o apoio. Não é questão de recurso financeiro, pois queremos investir na cidade. É a visibilidade. Assim como foi citado no turismo rural, precisamos de mídia. O simples fato de termos visibilidade da mídia, apoio da Câmara e da Prefeitura, nos faz ter uma extensão muito maior do que apenas nós sozinhos. Por mais que o movimento possua um engajamento grande e um público grande, quando nós trabalhamos em uma rede de apoio com o poder público, essa visibilidade se torna muito maior em outros estados e, inclusive, internacionalmente. A música eletrônica tem uma vertente internacional muito grande. Aqui no Brasil, nós recebemos festivais, como o Tomorrowland, que é realizado em uma cidade com a capacidade praticamente igual a de Toledo”, defendeu Bruna.

As edições do Tomorrowland Brasil são realizadas em Itu-SP. De acordo com o último Censo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade paulista registrava 168.240 habitantes em 2022 – número próximo aos 150.470 habitantes de Toledo no mesmo levantamento. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo de Itu, a Tomorrowland Brasil 2025 reuniu números próximos a 180 mil pessoas. Os visitantes saíram de diversas regiões do país e de mais de 70 países.

O produtor cultural Kyomma Magnum Bueno destacou que as demandas apresentadas não se restringem à música eletrônica, mas alcançam todo o setor de eventos. Além disso, apontou a regulamentação dos limites de emissão sonora como um das principais difuculdades enfrentadas pelos organizadores.

“É importante falar que todo esse movimento não interessa apenas à cultura eletrônica, ele abrange todo o setor de eventos. A gente está aqui falando em uma pluralidade de intenções que pode beneficiar todo o setor e linha econômica de eventos. Hoje, a gente tem grandes desafios, por exemplo: a regulagem de decibéis. É um grande desafio que a gente vem enfrentando há anos, porque a gente não consegue produzir um evento com tantas horas ou que proporcione uma experiência sonora adequada para os participantes”, disse. 

Fonte: Departamento de Comunicação/Câmara de Vereadores

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