O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse nessa segunda-feira, 19, em entrevista à Jovem Pan, que o Plano Safra 2023/24 empresarial será divulgado no próximo dia 27 de junho e que o familiar será anunciado no dia seguinte, 28.
Sem dar detalhes sobre o que será anunciado ao setor produtivo, o ministro disse apenas que se tratará de um plano será “fortalecido e reestruturado”.
Fávaro afirmou que a divulgação em dias diferentes reforça os perfis dos ministérios da Agricultura e Pecuária e o do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Segundo ele, enquanto o MDA tem como foco os pequenos produtores adeptos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o ministério da Agricultura foca em médios e grandes produtores.
Em publicação nas redes sociais, o ministro do MDA, Paulo Teixeira, afirmou que este será “o maior Plano Safra da história do Brasil”. Também sem dar detalhes, Teixeira disse que haverá “muitos estímulos no sentido da produção de alimentos à transição ecológica”.
Teixeira e Fávaro estiveram nessa segunda-feira em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Em 2 de junho, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse que a pasta está trabalhando junto com os ministérios da Fazenda, da Agricultura e do Meio Ambiente, além do Banco Central, para elaborar o Plano Safra de modo que este abranja cinco componentes.
Segundo o ministro, o primeiro objetivo é dar mais estímulo à produção de alimentos. Teixeira disse que o Brasil diminuiu a área plantada de feijão, arroz e hortaliças e que é preciso aumentar a plantação na medida em que o povo vai ganhando poder aquisitivo para que todos tenham alimento em grande quantidade na mesa.
“O segundo componente é a agricultura de baixo carbono, sustentável, regenerativa. Este é um compromisso que assumimos junto aos ministérios da Fazenda, Agricultura, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário e agricultores familiares. O terceiro é o estímulo da agricultura praticada por mulheres e por jovens”, afirmou.
De acordo com Teixeira, o quarto componente é a promoção da agroindústria e o quinto é a produção de máquinas. “Está no cenário também retomar o [programa] Mais Alimentos, que é de produção de máquinas”.
O ministro disse que se adiantaria sobre as estimativas para o Plano Safra porque esses números, tanto para agricultura empresarial como para agricultura familiar, ainda não estão fechados dentro do governo.
Teixeira disse que os números devem ser anunciados nas próximas nas três semanas, já que o plano tem que ser lançado em junho. “O anúncio será feito pelo presidente Lula, que tem o maior apreço pelo Plano Safra, pelo Plano Safra da Agricultura Familiar e pelo Plano Mais Alimentos”, informou o ministro.
Ele acrescentou que também ainda não existe uma estimativa de quanto será o investimento em máquinas para o setor da agricultura. “A Abimaq [Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos] diz que o maior investimento em bens de capital no Brasil se deu entre os anos 2010 e 2014. o que se deve muito ao Programa Mais Alimentos, que é um programa de produção de máquinas para agricultura”.
De acordo com o ministro, objetivo do governo é que o programa tenha um braço de produção de máquinas menores, mais adaptadas para a agricultura familiar, já que as máquinas no Brasil atualmente são voltadas para a grande agricultura empresarial e pouco para agricultura familiar. “Queremos diminuir a ‘penosidade’ desse agricultor, aumentar a sua produtividade e incentivar a tecnologia para manter a juventude no campo”, disse.





