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Pesquisadores da Unioeste desenvolvem, em Toledo, projeto que pode transformar o futuro da eletrônica e da nanotecnologia

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Professor Douglas Dragunski com o doutorando em Quimíca Gabriel Nardi. Foto: Divulgação

Em um laboratório iluminado pelos raios do sol, onde a concentração disputa espaço com a curiosidade, um estudante e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, estão dando forma a um projeto que pode transformar o futuro da eletrônica e da nanotecnologia. Trata-se do desenvolvimento de nanofibras de poliálcool vinílico (PVA) e óxido de grafeno, aplicando uma camada de polipirrol nas nanofibras para melhorar suas propriedades elétricas — um trabalho promissor, que une ciência de ponta e protagonismo acadêmico no interior do Paraná.

A pesquisa é conduzida no Programa de Pós-Graduação em Química da Unioeste e tem chamado a atenção não apenas pelo potencial técnico, mas pela capacidade de pesquisadores em um projeto de alta complexidade, com aplicações concretas na indústria e na vida cotidiana.

O projeto tem como base a produção de nanofibras de PVA, um polímero sintético solúvel em água, biodegradável e de baixo custo. Através de técnicas de eletrofiação, os pesquisadores conseguem produzir estruturas extremamente finas — mil vezes menores que um fio de cabelo — que podem ser aplicadas em sensores, baterias, condutores e outros dispositivos elétricos.

O projeto tem como objetivo levar ao desenvolvimento de novos materiais para dispositivos elétricos mais eficientes, utilizando materiais que podem ser mais sustentáveis e menos poluentes e dispositivos elétricos mais eficientes.

Gabriel Nardi, doutorando em Química, realiza parte dos experimentos no laboratório. “A partir dos testes desenvolvidos, observamos que as nanofibras melhoram a área superficial de um material, ou seja, promovem um material com área superficial maior e impactando diretamente no armazenamento de energia. Portanto, com a nanofibra consigo ter uma área muito maior e com mais energia”, conta ele. “A pesquisa tem mostrado que o tipo de polímero que estamos utilizando também impacta nessa questão do armazenamento de energia, porque irá reter mais polímero condutor e conseguimos armazenar mais energia em um espaço reduzido”.

Um dos aspectos mais inovadores do projeto é o uso do PVA como matéria-prima. Diferente de muitos polímeros utilizados na indústria eletrônica, o poliálcool vinílico tem baixo impacto ambiental e alta disponibilidade no mercado. Além disso, permite a incorporação de aditivos condutores, como óxidos metálicos e nanocargas, que potencializam sua aplicação em sistemas elétricos.

Além da inovação tecnológica, o projeto tem outro diferencial: a formação de pesquisadores críticos e preparados para os desafios do mundo real. E por conta disso ele foi contemplado recentemente com investimento pelo Programa Institucional de Pesquisa Universal (Básica e Aplicada) – PUba da Fundação Araucária. “Ter um projeto contemplado pela Fundação Araucária é de extrema importância, pois representa um reconhecimento significativo do valor da pesquisa. Esse apoio não só proporciona os recursos financeiros necessários para a continuidade e expansão do projeto, mas também confere credibilidade e visibilidade ao trabalho desenvolvido. Com o financiamento da Fundação Araucária, podemos investir em equipamentos e materiais. Em resumo, o apoio da Fundação Araucária é um catalisador essencial que impulsiona o progresso da pesquisa, permitindo alcançar resultados mais robustos e inovadores”, explica o coordenador do projeto, Prof. Dr. Douglas Cardoso Dragunski.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Unioeste

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