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Pesquisador da Unioeste analisa o Hip-Hop de Toledo como espaço de luta e conquista de direitos

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Foto: Mohawk_estudio

A cidade de Toledo, no oeste do Paraná, é palco de um movimento cultural que vai além da arte e da expressão: o Hip-Hop local se consolidou como um espaço de luta, acolhimento e conquista de direitos, especialmente para as juventudes periféricas. Essa é a principal constatação da pesquisa de mestrado desenvolvida pelo estudante Leonardo Soares da Mota, do programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo.

Com o tema Hip-Hop Rua: As Batalhas de Rima como Espaços de Luta, o trabalho teve como objetivo dar visibilidade às batalhas de rima organizadas na cidade e compreender o Hip-Hop enquanto um movimento cultural de contestação, com raízes periféricas e caráter diaspórico. “Minha pesquisa busca mostrar o Hip-Hop como uma ferramenta de luta por direitos, de fortalecimento da autoestima e de construção de identidade, principalmente para as juventudes marginalizadas”, explica Leonardo.

O estudante destaca que o movimento das batalhas de rima, além de ser um palco para o talento e a criatividade, também vem gerando conquistas concretas para os envolvidos. Um dos principais avanços foi a criação do coletivo 045 – Coletivo de Batalhas de Rimas de Toledo, responsável por organizar as batalhas e acessar editais de fomento, como os da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

“A partir do final do ano passado, conseguimos unir as organizações das quatro batalhas de rima ativas na cidade por meio do coletivo. Com isso, tivemos acesso a recursos que estão sendo utilizados de forma coletiva, tanto para a compra de equipamentos quanto para premiações. Isso também é uma estratégia de redistribuição de renda dentro do movimento”, ressalta.

Além das batalhas de rima, o estudo de Leonardo também abordou os quatro elementos clássicos do Hip-Hop: MC, DJ, Breaking (dança) e Graffiti. Em Toledo, esses elementos estão em constante desenvolvimento e têm alcançado projeção nacional. É o caso do grafiteiro Isaac Souza, referência no cenário brasileiro, e de grupos como ToleBreaker’Z Crew, especializado em Breaking, e o 5° Essência Fetter Company, companhia que reúne diversas danças urbanas.

Segundo Leonardo, um diferencial importante do Hip-Hop em Toledo é o caráter social e educativo das ações promovidas pelos integrantes do movimento. “Existe uma preocupação muito forte com a formação de crianças e adolescentes. Temos oficinas nas escolas, projetos em contraturnos escolares e em instituições socioeducativas, que trabalham o desenvolvimento artístico, a construção da autoestima e o sentimento de pertencimento”, explica.

As oficinas de rima, por exemplo, são realizadas desde 2018 e foram premiadas recentemente em editais de incentivo à cultura. No grafite, o projeto Acordar, liderado por Isaac Souza, também já acumula quase uma década de atuação com oficinas e ações sociais.

Leonardo destaca ainda a importância da coletivização das conquistas como um dos principais avanços do movimento Hip-Hop em Toledo nos últimos anos. Segundo ele, essa união entre os diversos elementos do Hip-Hop tem possibilitado o fortalecimento de eventos integrados e a conquista de novos espaços. “Hoje, a associação h2t consegue canalizar esforços para unir os elementos do Hip-Hop e redistribuir as conquistas, como o acesso a editais e recursos. Essa coletividade é um diferencial que vem fortalecendo o movimento na cidade”, afirma.

Para além da dimensão artística, o pesquisador defende que o Hip-Hop tem papel central na promoção do pertencimento, do acolhimento e na luta contra preconceitos, como o racismo e a discriminação social. “O Hip-Hop é um movimento que reforça os valores da cultura de rua, do respeito e do acolhimento. Qualquer pessoa, desde que respeite esses valores, é bem-vinda. A maioria dos eventos são gratuitos e voltados às juventudes periféricas, oferecendo um espaço de expressão e construção de identidade”, diz Leonardo.

A pesquisa de mestrado também evidencia o Hip-Hop como ferramenta de formação profissional e de construção de perspectivas para jovens em situação de vulnerabilidade. “A arte é um caminho para a formação da identidade, para o fortalecimento da autoestima e para o desenvolvimento profissional. No Hip-Hop, encontramos a possibilidade de transformar sentimentos, dificuldades e até revoltas em expressão artística e em luta por direitos”, conclui o pesquisador.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Unioeste

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