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Pesquisa da Unioeste/Toledo destaca educação ambiental na primeira infância

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Foto: Emanuelli Renosto

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, tem se consolidado como referência em estudos voltados à sustentabilidade e à formação cidadã desde os primeiros anos de vida. Um exemplo é a dissertação “Aprender e preservar: educação ambiental na primeira infância em Toledo”, desenvolvida pela pesquisadora Emanuelli Renosto, que investiga como práticas educativas podem contribuir para o desenvolvimento integral de crianças entre 1 e 2 anos.

O estudo foi realizado no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Arlindo de Campos e envolveu crianças, professores e famílias em atividades práticas que incentivam a interação com o meio ambiente. Com abordagem quantitativa e qualitativa, a pesquisa analisou como experiências lúdicas e sensoriais favorecem a construção de conhecimentos e valores ambientais desde a infância.

Segundo a pesquisadora, um dos principais desafios foi adaptar as estratégias pedagógicas à faixa etária estudada. “Foi fundamental compreender e respeitar as especificidades de crianças entre 1 e 2 anos, que ainda estão em processo inicial de desenvolvimento da linguagem e da autonomia. Por isso, priorizamos experiências sensoriais, o brincar e a interação com o ambiente, em vez de abordagens mais conteudistas”, explica.

Foto: Emanuelli Renosto

Emanuelli ainda destaca que, nessa fase, a educação ambiental ocorre principalmente por meio de vivências cotidianas e do exemplo. “Não se trata de conceitos abstratos, mas de experiências significativas, repetição e práticas no dia a dia”, complementa.

A dissertação foi orientada pelo professor Paulo Vanderlei Sanches e contou com a coorientação da professora Francy Rodrigues da Guia Nyamien, ambos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Unioeste.

Os resultados da pesquisa apontam que a inserção da educação ambiental desde a primeira infância é não apenas possível, mas essencial. De acordo com a autora, o estudo pode contribuir diretamente para a formulação de políticas públicas na área. “A pesquisa reforça a necessidade de incluir a educação ambiental de forma transversal nos currículos da Educação Infantil, além de investir na formação de professores e em espaços que favoreçam o contato com a natureza”, afirma.

Outro aspecto destacado é o papel das famílias no processo educativo. Para Emanuelli, a continuidade das práticas em casa é decisiva para o fortalecimento das aprendizagens. “Ações simples, como cuidar de plantas, evitar desperdícios e incentivar o contato com a natureza, fazem diferença. Mais do que orientações formais, o exemplo dos adultos é fundamental, pois as crianças aprendem pela observação”, ressalta. Segundo ela, o envolvimento familiar amplia os comportamentos sustentáveis para além do ambiente escolar.

Fonte: Unioeste/Alexander Marques

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