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Pesquisa com aplicação de inteligência artificial para o mapeamento da aquicultura é apresentada em simpósio nacional

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A pesquisa foi destaque no XXI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, em Salvador.

A pesquisa é fruto de uma construção colaborativa da UMIPI Oeste Paranaense

A pesquisadora Marta Eichemberger Ummus, analista da Embrapa Pesca e Aquicultura, participou do XXI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), realizado nos dias 13 a 16 de abril, em Salvador (BA), com a apresentação de uma pesquisa pioneira voltada ao mapeamento aquícola com uso de machine learning.

Com o título “Mapeamento aquícola no estado do Paraná com machine learning e imagens de alta resolução espacial no GEE”, o trabalho propõe uma nova abordagem metodológica para o mapeamento de viveiros escavados – principal sistema de produção de peixes no Brasil. A metodologia empregada reduz em até 90% do esforço humano necessário para esse tipo de análise, conciliando imagens de satélite de alta resolução, índices espectrais e algoritmos de classificação orientada a pixels. Para isso, foi utilizado o Google Earth Engine (GEE), plataforma que permite o processamento de grandes volumes de dados geoespaciais.

“O projeto surgiu da necessidade de automatizar um processo que ainda depende muito da interpretação visual, o que demanda tempo e mão de obra especializada. Com a aplicação da inteligência artificial, conseguimos aumentar a eficiência sem abrir mão da validação técnica feita por especialistas, explica Marta.

O estado do Paraná foi escolhido como área piloto por reunir características estratégicas: é o maior produtor de peixes do país, com destaque para a criação de tilápias em viveiros escavados. “Apesar da relevância econômica, o estado, até então, não contava com uma base de dados atualizada e confiável sobre a área destinada à piscicultura em viveiros escavados”, ressalta Bruno Aparecido da Silva, pesquisador pela UMIPI Oeste Paranaense.

A pesquisa é fruto de uma construção colaborativa da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI) Oeste Paranaense. A UMIPI é uma parceria entre o Biopark Educação, o Biopark e a Embrapa, voltada à realização de pesquisas aplicadas na região Oeste do Paraná. Neste projeto, a unidade da Embrapa envolvida foi a de Pesca e Aquicultura, atuando em conjunto com o Biopark Educação e outras instituições apoiadoras da iniciativa, como a Fundação Araucária, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e a Unioeste. Além de Marta, assinam o trabalho os pesquisadores Bruno Aparecido da Silva e Carolina Balera Trombini (Biopark Educação / UMIPI), Ericson Hideky Hayakawa e Altair Bennert (Unioeste). Juntos, eles vêm atuando há mais de dois anos no desenvolvimento de metodologias aplicáveis à gestão territorial da aquicultura, com potencial de contribuir diretamente para políticas públicas voltadas ao setor.

O SBSR é o principal evento científico e técnico do Brasil e um dos mais relevantes da América Latina na área de sensoriamento remoto.

Segundo Marta, apresentar o projeto no SBSR foi uma oportunidade de abrir espaço para uma discussão ainda incipiente no Brasil: o uso de geotecnologias na aquicultura. “Ainda há certo estranhamento quando falamos sobre análises espaciais aplicadas à criação de peixes, mas o uso das geotecnologias e a aplicação de análises espaciais apoiam de forma significativa para o planejamento mais assertivo da atividade e o monitoramento em tempo oportuno, contribuindo para o uso mais racional dos recursos e o desenvolvimento sustentável da aquicultura. É uma fronteira de conhecimento em expansão”, afirma. Ao mesmo tempo, a divulgação da pesquisa num evento desse porte, contribui para uma divulgação em âmbito nacional da tecnologia desenvolvida no Biopark Educação e em parceria com demais instituições.

A participação no evento reforça o papel do Biopark, Biopark Educação, da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI), da Embrapa e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) como catalisadores de soluções científicas com impacto social, “assim como o retorno ao importante apoio financeiro que a Fundação Araucária vem aportando nos últimos anos, fortalecendo a ciência no estado”, destaca Bruno. “Nosso objetivo é que os avanços gerados dentro do ambiente de pesquisa possam efetivamente contribuir para a sociedade, com aplicação prática, validada e confiável”, conclui Marta.

Foto: Divulgação

Texto: Gleisson Felizatti/Assessoria Biopark

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