Imagem ilustrativa. Foto: Arquivo

A pesquisa sobre o valor da cesta básica em Toledo, realizada pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) campus de Toledo, aponta alta de 7,47% nos preços praticados entre setembro e outubro. O custo da cesta básica individual passou de R$ 529,38 na última pesquisa para R$ 568,92. O valor da cesta básica familiar  passou de R$ 1.538,13 para R$ 1.706,76.

Desde o início da pesquisa, em abril de 2021, houve uma alta acumulada no custo da cesta básica de Toledo de 15,65%. Os produtos que apresentaram maior aumento de preços no período de abril a outubro foram: o tomate, que aumentou 104,06%; em seguida aparece a batata, com crescimento de 70,98%; o café com um incremento de 32,80%; o açúcar com um aumento de 24,81%; a margarina com um aumento de 23,85%.

De acordo com a publicação, os produtos que apresentaram aumento no preço médio no período foram: o tomate (39,01%), a batata (33,45%), a banana (5,26%), a carne (3,64%), o feijão (2,46%), o açúcar (1,99%), o óleo de soja (1,40%), o café (0,84%) e a margarina (0,60%). Por sua vez, apenas 3 produtos apresentaram redução no preço médio e foram: o arroz (-3,20%), o leite (-1,90%) e a farinha de trigo (-0,34%).

A pesquisa também aponta que o salário-mínimo necessario para suprir as despesas domésticas em Toledo seria de R$ 4.779,51, o valor seria 4,35 vezes acima do piso brasileiro que é de R$ 1.100,00. A publicação compara o valor do salário-mínimo necessário em Toledo com a projeção de rendimento mínimo necessário no cenário nacional e aponta que o valor nacional seria 23,16% maior que o necessário no município.

No mês de outubro, o custo da cesta básica de alimentos de Toledo foi maior que o de Recife, Pato Branco, Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Belém e mais barata que em Cascavel, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, São Paulo e Campo Grande. A pesquisa compara o valor praticado em Toledo (R$568,92) com Cascavel (R$585,34), o custo da cesta de Cascavel é de 2,89% mais cara que a de Toledo e em relação a Florianópolis (R$700,69 – o custo mais alto) a diferença é 23,16% menor.

A pesquisa observa que houve perda do poder de compra do trabalhador no período analisado pois,  em setembro um trabalhador necessitava trabalhar 105,52 horas para adquirir a cesta básica e em outubro precisava de 113,47 horas. Em setembro, seria necessário 52,03% do salário-mínimo líquido para adquirir a cesta básica para uma pessoa adulta e em outubro esse percentual passou para 55,91%.

Fonte: Assessoria