Estado reduziu em 24,1% a taxa de homicídios doloso
O Paraná registrou a terceira maior redução na taxa de homicídios dolosos do Brasil entre 2024 e 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira, 23 de julho. A taxa caiu 24,1%, resultado inferior apenas aos registrados no Amazonas, de 33,5%, e no Rio Grande do Sul, de 25,1%. No país, a redução foi de 10%.
Em números absolutos, o total de vítimas de homicídio doloso no Paraná passou de 1.663, em 2024, para 1.270, em 2025. A diferença foi de 393 vítimas, o que representa uma redução de 23,6%.
O Estado também apresentou a quinta maior queda na taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI), indicador que reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. A taxa paranaense caiu 15,5%, de 18,4 para 15,5 mortes por 100 mil habitantes.
O resultado foi superior à média nacional, que apresentou redução de 8,2%. A queda proporcional registrada no Paraná foi aproximadamente 1,9 vez a observada no conjunto do país.
Em números absolutos, o total de MVI no Estado passou de 2.170 para 1.844 vítimas. Entre os crimes que compõem o indicador, os homicídios dolosos caíram de 1.663 para 1.270; os latrocínios recuaram de 46 para 44; e as lesões corporais seguidas de morte diminuíram de 61 para 48. Em contrapartida, as mortes decorrentes de intervenções policiais aumentaram de 400 para 482.
VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
O levantamento também aponta redução nos homicídios de mulheres no Paraná. O número passou de 246 vítimas, em 2024, para 188, em 2025, uma queda absoluta de 23,6%. A taxa por 100 mil mulheres recuou 24%.
Os feminicídios passaram de 109 para 87 vítimas, redução absoluta de aproximadamente 20,2%. Considerando a taxa por 100 mil mulheres, a queda foi de 20,7%, a maior entre os três estados da Região Sul. Em Santa Catarina, a taxa aumentou 2,3%, enquanto, no Rio Grande do Sul, houve crescimento de 9,5%.
Na comparação nacional das taxas de feminicídio, o Paraná apresentou a terceira maior redução, atrás do Amazonas, com queda de 31,7%, e do Maranhão, com 26,2%.
DROGAS
O Paraná contabilizou 25.918 ocorrências de apreensão de drogas em 2025, ante 27.293 em 2024. Os dados representam redução de 5,6%, em contraste com o crescimento nacional de 9,8%.
O Estado respondeu por aproximadamente 10,6% das 245.272 ocorrências de apreensão registradas no Brasil em 2025.
Na Região Sul, foram contabilizadas 62.888 ocorrências: 25.918 no Paraná, 18.210 no Rio Grande do Sul e 18.760 em Santa Catarina. O Paraná concentrou cerca de 41,2% do total regional e registrou mais ocorrências do que cada um dos outros dois estados isoladamente, mas menos do que a soma de ambos.
CRIMES PATRIMONIAIS
O Anuário informa que o Paraná não registrou roubos a instituições financeiras em 2025. Em 2024, haviam sido contabilizadas seis ocorrências.
Os roubos de carga diminuíram 40,5%, passando de 239 registros, em 2024, para 143, em 2025.
INVESTIMENTOS
Segundo o Governo do Paraná, o Estado anunciou, em maio de 2026, um pacote de R$ 338 milhões para as forças policiais e de resgate. O conjunto inclui 1.245 viaturas, 29 embarcações, cerca de 3,2 mil armas, equipamentos de informática, sistemas de comunicação, tecnologia forense, materiais especializados e a nova sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais.
O governo estadual também informa ter realizado investimentos em aeronaves, drones, veículos blindados, armamentos, equipamentos tecnológicos e unidades das forças de segurança. As afirmações de que se trata do maior ciclo de investimentos da história e de que os aportes passaram de R$ 2 bilhões, em 2018, para R$ 8 bilhões, em 2025, dependem da apresentação da série orçamentária completa e da definição das despesas incluídas no cálculo.
PROTEÇÃO ÀS MULHERES
O programa Mulher Segura foi institucionalizado em 2025, com previsão de expansão das ações para os 399 municípios do Paraná. A iniciativa prevê capacitação de agentes públicos, palestras, ações educativas, atendimento especializado, monitoramento de agressores e vítimas e integração com outras políticas de proteção.
O Paraná também implantou um projeto-piloto de Monitoração Eletrônica Simultânea, que acompanha em tempo real a localização da mulher protegida por medida judicial e a do agressor monitorado por tornozeleira eletrônica. Quando há aproximação indevida ou indício de descumprimento da medida protetiva, o sistema pode emitir alertas para as equipes responsáveis, que avaliam as providências cabíveis, inclusive eventual prisão em flagrante.
Da assessoria





