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Os benefícios do desempenho do agronegócio no controle da inflação

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  Dilceu Sperafico*

O bom desempenho do agronegócio vai muito além dos benefícios econômicos e sociais aos produtores que investem na expansão, modernização e sustentabilidade das atividades agropecuárias e seus colaboradores. Em 2023, por exemplo, a produção recorde no campo do Brasil ajudou muito a frear a inflação dos preços dos alimentos, facilitando o acesso da população de menor renda a estes produtos nos supermercados.   

         Conforme especialistas, além de impulsionar o crescimento da economia durante e após a colheita da safra, a elevação da produção da agropecuária também colaborou muito para a estabilização e redução da inflação, aumentando o poder de compra dos ganhos dos consumidores e estimulando os segmentos produtivos das cidades, como o comércio, indústria e prestação de serviços.

         No País, a combinação de supersafra de grãos, de quase 316 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), com o crescimento de abates de aves, suínos e bovinos, garantiu aguardado alívio aos consumidores nas compras diárias ou semanais nos supermercados, padarias, mercearias e restaurantes.

         Na avaliação de instituições financeiras, públicas e privadas, esses fatores positivos devem prosseguir contribuindo para significativa desaceleração da inflação de alimentos, que foi de 13,2% em 2022. A expectativa de instituições financeiras é de elevação de apenas 1,7% nos preços dos alimentos em 2023, com grande possibilidade de ficar próxima de zero, o que se refletirá no aumento da demanda e consumo de alimentos no mercado interno e melhoria da qualidade de vida da população.

         Além de instituições financeiras, como bancos, outros setores especializados, como corretoras de valores e investidoras, também estão reduzindo expectativas para inflação da alimentação neste ano de 2023.  Nas últimas revisões de suas estimativas, essas empresas especializadas estão baixando suas projeções de 3,5% para 2,2% para a inflação deste ano, em linha com a queda acentuada e recente dos preços dos grãos e proteínas no comércio atacadista e varejista.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 12 meses até maio último a alimentação chegada aos domicílios ficou 4,66% mais cara para os brasileiros. Depois disso, tubérculos, raízes e legumes, apresentaram quedas de 5,1% nos preços finais aos consumidores; carnes, reduções de 5,33%; e óleos e gorduras de 17,96%, como os itens que mais influenciaram na desaceleração da inflação em relação aos índices observados no ano passado.

         Especialistas, como analistas de macroeconomia, afirmam que a supersafra deste ano retraiu preços, reforçando as demais atividades econômicas, os superávits da balança comercial e o crescimento “não inflacionário”. Mesmo que a maioria dos preços das commodities tenha caído, as grandes negociações estão levando a superávits recordes na balança comercial do Brasil. Beneficiada pelas boas colheitas e exportações, a balança comercial registrou em maio último, o maior superávit desde 1989.

         Outro fato positivo fundamental na economia brasileira é o comportamento da inflação que está caindo mais rapidamente do que na maioria das economias centrais, como os Estados Unidos. Com isso, o

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado em 12 meses caiu de 11,73% em maio de 2022 para 3,94% no mês de maio de 2023.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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