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Os antigos e novos conflitos mundiais e a tragédia dos refugiados

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Dilceu Sperafico. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Por Dilceu Sperafico*

O número de pessoas fora de suas casas, cidades e/ou países, por razões que vão da fome e desemprego, aos conflitos ideológicos e guerras, como a da Ucrânia e Rússia, continua batendo recordes no planeta.

Para o nosso alívio, os brasileiros integrantes desse contingente são poucos e entre os que deixaram seus lares, estão os que o fizeram pela falta ou perda da moradia ou busca de oportunidades e empregos melhor renumerados, o que inclui profissionais especializados em tecnologia.

Conforme o relatório anual “Tendências globais”, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), divulgado em junho último, o número de pessoas forçadas a fugir de suas casas, cidades ou países em 2021, bateu novo recorde, somando 89,3 milhões de seres humanos, com aumento de 8,0% em relação a 2020 e mais do que o dobro do registrado há 10 anos.

Como os dados ainda não haviam contabilizado os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia, a própria Organização das Nações Unidades (ONU), estima que o total de deslocados de suas regiões de origem já tenha ultrapassado a marca de 100 milhões no planeta em 2022. A elevação dos números dos refugiados na última década, se deve ao agravamento das crises econômicas, sociais e políticas em diversos países e continentes.

De acordo com especialistas, ou as autoridades e a própria comunidade internacional se unem para enfrentar e reduzir essa tragédia humana, mediando conflitos e encontrando soluções duradouras para as dificuldades e confrontos registrados nos últimos anos, a tendência é de ainda maior crescimento dessa multidão de pessoas expulsas de seus territórios originais.

O relatório do Acnur detalha que o mundo encerrou 2021 com 53,2 milhões de pessoas deslocadas dentro de seus próprios países, 27,1 milhões de refugiados, 4,6 milhões de solicitantes de abrigo em outros países e 4,4 milhões de venezuelanos que fugiram para o exterior, sem solicitar asilo formalmente. Para agravar a situação, 83% dos refugiados do mundo estão em países de renda baixa ou média e 72% buscaram abrigo em nações vizinhas, de mais fácil acesso.

Os principais destinos de refugiados são a Turquia, com 3,8 milhões de estrangeiros acolhidos; Uganda, com 1,5 milhão; Paquistão, com 1,5 milhão; e Alemanha, com 1,3 milhão de pessoas. Na relação de refugiados per capita, o líder do ranking é o Líbano, com um estrangeiro para cada oito habitantes, seguido por Jordânia, com a relação de um por 14 e a Turquia com um acolhido para cada 23 cidadãos locais.

Conforme o relatório, 69% das pessoas refugiadas são originárias de apenas cinco países, Síria, com 6,8 milhões; Venezuela, com 4,6 milhões; Afeganistão, com 2,7 milhões; Sudão do Sul, com 2,4 milhões; e Myanmar, com 1,2 milhão de cidadãos. Desse total, 1,4 milhão de pessoas apresentaram pedidos formais de asilo, dos quais 188,9 mil aos Estados Unidos; 148,2 mil à Alemanha; 132,7 mil ao México; 108,5 mil à Costa Rica; e 90,2 mil à França.

O estudo cita o fato de 2021 haver apresentado o recrudescimento de antigos conflitos, com 23 países sendo palcos de guerras de média ou alta intensidade, envolvendo 850 milhões de pessoas, mas somente a guerra da Rússia e Ucrânia já teria cerca de 20 milhões de novos refugiados neste ano de 2022, muitos deles abrigados no Brasil e especialmente no Paraná, onde a colônia de imigrantes ucranianos é numerosa em diversas cidades.

*Dilceu Sperafico é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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